Editora Bertrand, Nora Roberts, Resenhas

Título: O Colecionador Título original: The Collector Autora: Nora RobertsAno: 2017 Editora: Bertrand Brasil Número de páginas: 462

Independente do tema, Nora sempre nos entrega uma história tão palpável que parece que ela viveu todas aquelas experiências, mas aqui faltou aquele algo mais, aquela pitada para apimentar as coisas.

Nora Roberts e eu, uma relação de amor que dura mais do que muitos casamentos. Contudo, tivemos um leve desentendimento neste livro; nada que rompesse a relação, mas o bastante para reavaliar alguns pontos. Um livro de suspense daqueles que não te instiga muito a saber o que vai acontecer, mas ainda assim é Nora, e isto para mim é quase verdade absoluta. Vamos à história.

Segundas chances são mais assustadoras do que as primeiras, porque na segunda vez você sabe o quanto está arriscando.

A protagonista é Lila Emerson e trabalha como “housesitter”, alguém que se hospeda na casa de outras pessoas quando elas estão fora para manter o lugar em ordem e seguro; não bem como a profissão “caseiro”, que geralmente está ligada a figura masculina que também realiza pequenos reparos na casa entre outras coisas, mas algo parecido.

Em uma noite em que trabalha na casa de uma cliente, ela testemunha um suspeito assassinato seguido de homicídio após ver uma discussão entre um casal no prédio à frente – ela vê o que acontece porque costumava espiar a dita mulher que morava no apartamento; sim, a Nora traz aqui uma personagem a la vouyer, o que é dito como estranho, mas não muito grave no livro. Eu acho esquisitíssimo, intrusivo e um tanto sem sentido, mas ok.

As vidas das outras pessoas simplesmente a fascinavam.

A mulher foi empurrada da janela enquanto o homem foi posteriormente encontrado morto. Lila era a única testemunha do caso, ainda que não tenha visto o homem empurrando a mulher de fato, somente a discussão anterior.

Em meio à investigação ela conhece Ashton Archer, um artista que era irmão do suposto assassino. Confiante na índole de seu irmão, Ashton recruta Lila para ajudá-lo a descobrir a verdade – outro ponto aqui é que os dois resolveram seguir por conta própria para achar o(s) assassino(s) sem nem ao menos esperar que a polícia tentasse fazer seu trabalho, mas ok +1.

O livro se desenvolve a partir daí e aos poucos eles vão juntando peças, mergulhando em um universo ligado à arte, antiguidades, poder, e ganância. E ao longo da história claramente eles se aproximam e se apaixonam perdidamente.

– Em alguns dias, a música não está afinada, mas é sempre uma canção que vale à pena cantar.
– Esta é a melhor descrição de um bom casamento que eu já ouvi.

O romance é morninho, mas doce. É gradual e parcialmente acreditável, mas nada que seja notoriamente espetacular. Os personagens em si não são muito cativantes e não tem características interessantes, era mais um tanto faz do que qualquer outra coisa.

Aliás, o problema do livro em si é. Como é comum nos livros da Nora, há uma riqueza absurda de detalhes e uma noção clara de que houve muita pesquisa envolvida. Independente do tema, Nora sempre nos entrega uma história tão palpável que parece que ela viveu todas aquelas experiências, mas aqui faltou aquele algo mais, aquela pitada para apimentar as coisas.

A criatividade é meu Deus. A tecnologia, meu adorado amante.

A personagem da Lila apresentava algumas inconsistências a partir do que era dito que ela era e o seu comportamento de fato. A escolha de profissão dela era dito ser em virtude de seu desprendimento e desinteresse por compromissos longos, mas não era bem isso que ela transparecia. Em Ashton, não houve nada de muito marcante que eu consiga lembrar para dizer.

No geral, não é um livro ruim, mas não é bom. Não é digno de um trabalho da Nora e não parece ter sido escrito pelas mãos dela, mas, não se pode acertar sempre, correto? Quem gosta do gênero, e principalmente de arte, pode tirar algum proveito da história em si. Mas como um conjunto completo, acho que o livro não atendeu às expectativas.

O amor, mesmo quando não é real, pode matar.

Sem categoria

Ano passado (ou seria retrasado?) eu postei um vídeo mostrando toda a minha arrumação da estante, algo que parece encantar vocês. Não satisfeita, já fiz a versão desse ano para vocês acompanharem a minha evolução de limpeza hahahaha. Confiram o vídeo.

#RaphaTodosOsDias, Ressaca Literária

Quando eu falo que estou em #RessacaLiterária, muitos de vocês não entende o conceito ou o que seria, de fato, essa maldição que uma vez ou outra recai sobre alguns leitores por aí. Outra questão que sempre rola é vocês perguntarem quais livros me tiram de ressaca literária.

Sendo assim, para facilitar, respondi todas essas questões em um vídeo e vocês podem conferir abaixo. 🙂

#RaphaTodosOsDias, Leituras do Mês

Ai, como é bom fazer um vídeo de leituras do mês onde posso realmente falar que amei todos os livros que li, que eles foram lindos e maravilhosos e que, finalmente, saí da ressaca literária! Parece improvável que tudo isso aconteça com uma única pessoa, mas aconteceu! HAHAHAHA Estou muuuuuuuito feliz e espero que gostem, as leituras foram incríveis! <3

Assista aos Vídeos
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