Irmandade da Adaga Negra, Resenhas, Universo dos Livros
Título: Amante Desperto
Título Original: Lover Awakened
Autor: J.R Ward
Ano: 2010
Páginas: 448
Editora: Universo dos Livros

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Sinopse:

Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, a sangrenta e perigosa batalha entre os vampiros e os redutores continua. A irmandade secreta se vendo cada vez mais atarefada com o número de redutores se multiplicando a cada dia. Zsadist é o mais temível dos irmãos, mantendo uma aura em volta de si expelindo todos à sua volta. Seu comportamento hostil é derivado de um passado perturbador, do qual ele tenta não se lembrar, mas que é obrigado a carregar as conseqüências deste permanentemente. Uma cicatriz que atravessa boa parte de seu rosto repele quem tenta se aproximar, e seus olhos frios e sem vida se encarregam do resto. Ao menos, até ele conhecer Bella.
Antes de começar a descrição, aviso a todos para preparar o coração para o que, em minha opinião, é a história mais emocionante de todos os livros. Então, para quem como eu, tem o costume de derramar alguns litros de água pelos olhos, corram atrás de alguns baldes e voltem para ler. Você tem que prestar atenção em cada detalhe, por que ao mesmo tempo em que – em minha opinião de novo – é fácil perceber o por quê de tudo, é difícil entender algumas atitudes do personagem. Ao menos para mim, foi. É bastante complexo entender os sentimentos das pessoas e o que as leva a agir.   
O terceiro livre da série A Irmandade da Adaga Negra conta a história de Zsadist. Dotado de uma personalidade forte, Z. passara um bom século de sua vida como escravo de sangue após ter sido arrancado de casa por uma empregada quando ainda bebê. Seu irmão gêmeo, Phurry, e também membro da Irmandade foi quem o resgatou muito tempo depois do inferno onde vivia. Mas para Z, o que mudou fora apenas o local, por que o inferno continuava dentro dele.
Zsadist apenas conhecera a dor como sensação física, e o ódio como sentimento. Ele mal fazia idéia do que era um toque gentil, e por tudo que fora feito com ele pela sua Ama, ele adquirira uma terrível aversão pelas mulheres, transformando o assassinato das mesmas em seu hobby predileto. Ele se recusava a alimentar-se das fêmeas da espécie – o que era o natural na sociedade vampírica – e sim, nutrir-se do sangue de humanas que era bastante fraco para um vampiro.
Foi assim, deste modo, que tratou Bella quando a conheceu: como todas as mulheres. Ela era uma intrusa na mansão, a ver dele, por que sabia que ela não pertencia àquela local. Não vira nada de diferente além de mais uma fêmea qualquer, mais uma fêmea que ele odiava por existir. Bella, entretanto, desafiando as leis da lógica e de sua mente lhe alertando sobre o perigo, se impressionou com Z – surpreendentemente, de um jeito bom. Talvez ela tenha conseguido enxergar o eu que existia por trás de toda a armadura, mas quer que fosse o motivo, isso não o amoleceu. E se um irmão não tivesse aparecido no instante incitando ao vampiro que a deixasse em paz, ela teria descoberto da pior maneira que era sensato ter medo dele, de um jeito ou de outro.  
Bella faz parte da camada rica da sociedade vampírica, e fora apresentada a Irmandade no dia em que Mary fora até a mansão com o menino John, um vampiro perdido no meio dos humanos e aéreo à sua essência. Ela se impressiona consigo mesma com os sentimentos que a assaltam ao conhecer Zsadist, e estranhamente passaria a tentar conhecê-lo de verdade. Z, claramente, evitou isso ao máximo. 
Quando seus olhos passaram sobre seu rosto e seu corpo, sua hostilidade foi evidente,
mas ele também exalava um calor cru, uma espécie de ameaça sexual pela qual ela realmente não deveria ter se sentido cativada.

– Sinto muito. Não sabia…

– Não sabia o que, mulher?

“Meu deus, ele estava tão perto agora!” E ele era maior que ela.

Ela se apertou contra a porta.

– Sinto muito…

O macho apoiou suas mãos no metal de cada lado de sua cabeça. Ela viu a faca que ele
mantinha, mas logo esqueceu tudo sobre a arma, quando ele se apoiou nela. Ele se deteve justo antes que seus corpos se tocassem.

Bela fez uma profunda expiração, cheirando-o. Seu perfume era mais como um fogo
em seu nariz que qualquer outra coisa que ela pudesse identificar. E lhe respondeu: o calor, o desejo.

-Você sente. – disse ele, colocando sua cabeça a seu lado e concentrando-se em
seu pescoço. Quando ele sorriu, suas presas eram longas e muito brancas. — Sim, com
certeza que sim.

– De verdade que sinto.

– Demonstre-me isso.

– Como? – ela sussurrou.

– Te coloque sobre suas mãos e seus joelhos. Aceitarei sua desculpa assim.

O rapto de Bella por um redutor muda tudo, entretanto. Zsadist fica obcecado com isso e dispõe-se a passar a madrugada inteira torturando redutores em busca do local onde ela estava mantida. Quando parecia que tudo estava perdido, uma forte pista do cativeiro chega aos ouvidos da Irmandade. Assim que consegue recuperar a vampira, Z adquire uma nova e intensa obsessão: encontrar o redutor que a seqüestrara e matá-lo, da forma mais lenta e cruel possível. 
J. R. Ward nos traz uma realidade ainda mais sombria neste terceiro livro, falando sobre superação, mágoas, determinação, amor e esperança. Ela mostra como é possível que alguém aparentemente tão frio e sem sentimento possa se transformar em alguém assustado pelas vívidas lembranças passadas. É um livro intenso e um tanto mórbido. Mas o romance é ma-ra-vi-lho-so! Ela descreve perfeitamente cada degrau que Z e Bella sobem até chegar ao topo, encontrando uma incrível surpresa no caminho. 
E definitivamente não era só com a Bella que ele tinha pendências, havia também sua aparente ingratidão com seu irmão Phurry, que fora capaz de arrancar sua própria perna quando resgatara o irmão. Eu particularmente consegui entender perfeitamente por que Z não conseguia se sentir agradecido, mas ao mesmo tempo compreendia Phurry – que desde sempre vivera, primeiro em função de encontrar e salvar Z e depois em função do mesmo e de seu constante sofrimento. Z não apenas se auto-destruía a cada dia, por que tudo que o afetava, afetava também a seu gêmeo. Principalmente, quando Z, em de seus momentos, pedia ao irmão para que lhe infringisse dor. Novamente: era o único sentimento com o qual estava familiarizado.
Entenderam quando eu disse que o livro era emocionante? Ele debate sobre várias questões sobre a vida do personagem, sem deixar a ação de lado e sem deixar de descrever como Z tinha um desejo por matar redutores. Claro que todos eles tinham, mas isso se acentua bastante nele em especial depois do rapto de Bella. A autora não só arrasa em suas fantásticas cenas íntimas, como nos encanta com o passo-a-passo de Bella até conseguir conquistar a confiança de Z o suficiente. Ora, ele tinha problemas em abraçá-la… E depois de um tempo, você fica impressionada com a mudança. 
Olhou a cama. Com um fluído movimento saltou entre os lençóis.

O que foi uma dolorosa má idéia. No momento em que esteve embaixo deles, ela se acomodou contra seu duro flanco como se fosse outra manta. Uma suave, cálida, que respirava…

Z se aterrorizou. Havia muito dela contra ele e não sabia o que tinha que fazer. Queria empurrá-la longe. Queria-a mais perto. Queria… Oh, cara. Queria montá-la. Queria tomá-la.

Queria fazer amor com ela.

O instinto era tão forte que se viu levando-o a cabo: virando-lhe sobre o estômago, puxando os quadris da cama, levantando-se atrás dela. Imaginou pondo a coisa dentro dela e empurrando com as coxas…

Intenso em todos os sentidos, tenho certeza de que é um livro inesquecível e que aprenderão muito com ele assim como eu aprendi. Há várias formas e porquês dos sentimentos, principalmente o amor, e é exatamente isso que o livro retrata: a capacidade de amar incondicionalmente, sem ter que explicar o porquê. E ainda isso: temos todos os Irmãos notando a diferença em Zsadist com o passar do tempo e a satisfação que eles sentem por observar o antigo Z retornando ao seu posto. O significado de família nunca fora tão forte.

Você realmente não vai querer perder esta deliciosa aventura romântica e incrivelmente “transformadora de vidas”! Transformou a minha! E em todos os momentos eu pensava em minha sorte de poder estar testemunhando algo tão naturalmente real e mágico… E desejando poder que o mundo conhecesse. Bom, estou começando por vocês!

Escrito Por: Gabi G.

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