Irmandade da Adaga Negra, Resenhas, Universo dos Livros

Título: Amante Vingado

Título Original: Lover Avenged
Autor: J.R Ward
Ano: 2011
Páginas:720
Editora:Universo dos Livros

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Sinopse:
Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, a guerra persistia à todo vapor. Ao mesmo tempo em que a Irmandade lutava com garra contra àqueles que insistiam em tentar eliminar a sua espécie, ali perto, o dono da boate ZeroSum sofria para continuar mantendo a salvo o seu segredo. Rehvenge, um vampiro aristocrata que mantinha na obscuridade o seu lucrativo negócio de traficar drogas e administrar prostituição em sua boate, recebe uma proposta quase irrecusável. Seu lado sympath aflorara com a simples idéia de realizar a tarefa, e seu lado vampiro tentava avaliar as conseqüências do que seu ato iria causar: matar o rei da espécie. Enquanto os encontros mensais com a Princesa, uma sympath, começavam a afetá-lo fisicamente com mais intensidade do que nunca, Rehvenge se vê tentando ainda mais manter o seu lado mau adormecido permanentemente após se apaixonar pela enfermeira Elehna.
Pois bem, acredito que pela capa muitas de vocês já devem estar untando como eu. A capa deste livro por si só já faz com que queiramos lê-lo, não é verdade? Comigo foi assim. Embora, quando eu descobri que o livro não retrataria um dos Irmãos, tenha ficado com o pé atrás… Além do fato de que eles aparecem – e muito – nesta história também, a vida de Rehvenge vai te prender tanto quanto as dos outros livros, e você vai entender perfeitamente com ele o que é estar sobre a tênue linha entre o bem e o mal.
Este sétimo livro da série vai nos apresentar a história de Rehvenge. Ele é, em resumidas palavras, um verdadeiro captador de fôlegos. Rehvenge é irmão da vampira Bella, shellan do Irmão Zsadist, e assim como ela, faz parte da classe rica da espécie (glymera), assim como faz parte do conselho desta, podendo influenciar nas decisões tomadas. Sua essência sympath – criatura com o poder de se alimentar dos pecados das pessoas e de manipular suas mentes – é desconhecida por todos, a não ser por sua mãe que fora violentada por um sympath, dando luz à ele. E em determinado momento da história, os Irmãos acabam tomando conhecimento do segredo.
Como perigos que evidentemente eles são, os sympath são julgados pelo resto da sociedade vampírica que exigia que se um sympath não se isolasse na fortaleza criada por essa espécie – ali mesmo em Caldwell – ele deveria ser caçado e exterminado. Isolar-se não fazia parte dos planos de Rehvenge, e para controlar o seu lado sombrio de se mostrar, ele injetava um remédio em sua veia todos os dias, ou algumas vezes ao dia, e assim conseguia permanecer “ele mesmo”.
Quando um dos membros do glymera chega a ele fazendo uma proposta que “supostamente” seria para o bem da raça, ele imediatamente reconhece que na verdade faria parte dos interesses unicamente do mesmo. “O rei deve morrer”, foi esta a primeira frase pronunciada por ele e Rehv imediatamente sabia qual seria sua participação nisto. Contrariando o furor que sua essência assumiu com a idéia de poder matar, Rehvenge alerta Wrath do perigo, surpreendendo a todos os Irmãos. 
Com seu estoque de de remédio chegando ao fim, mesmo que contrariado por ter que se submeter a isto, Rehv se encaminha para a clínica de Havers, médico dos vampiros, que sempre o fornecia o medicamento, e nunca questionando a freqüência das doses, o que era de muito agrado de Rehv. Ele já era conhecido na clínica, e temido também. Tudo nele gritava “perigo” e ele não fazia questão nenhuma de tentar persuadi-los do contrário. Foi por esta razão que Elehna não estava ansiosa quando foi recrutada para fazer os procedimentos básicos no homem enquanto Havers não estava disponível.
Sem nem ao menos se entender, Rehvenge se vê encantado com a enfermeira, de todos os modos. E ainda mais encantado com a preocupação que ela demonstra ter quando percebe o estado caótico que seu braço se encontrava devido as constantes doses de remédio que ele precisava aplicar diariamente. Mas ela era assim, naturalmente. Embora o homem a fizesse ficar mais atenta às coisas, ela o tratara como qualquer outro paciente. Ela estava acostumada a cuidar das pessoas, é claro, ainda que não iria reclamar se pudesse tirar uma folguinha dos cuidados de seu pai, que sofria com uma doença degenerativa e da preocupação que a acompanhava sempre que estava longe dele.
Eles eram verdadeiros opostos, isso qualquer um poderia dizer. E pela primeira vez, Rehvenge se sentiu mal pelo que era, e não só pelo lado sympath, mas por seu estilo de vida no geral. Mas ele devia ser um sortudo mesmo, por que de repente… Elehna apenas queria que ele cuidasse de seu braço. Ora, eu totalmente compreendo que ela não queria ficar longe dele. E a partir daí… Mil acasos fazem com que eles se aproximem.
Confesso que nunca imaginei que um homem daquele tamanho e com a vida que ele levava, pudesse se mostrar tão carinhoso e apaixonado. Parece que a cada falha e buraco que ele tinha em sua vida, era mais uma centelha de dedicação que ele acrescentava ao monte para conquistá-la. O fato de que o remédio que ingeria o deixava impotente não o incomodava tanto até Elehna aparecer, mas enquanto seu desejo crescia por ela cada vez mais, ele se viu confuso entre a abstinência favorecer o fato de que ela deveria se manter o mais longe possível dele para o seu bem e a realidade de que se ele não a fizesse dele o quanto antes, iria enlouquecer.
Os diálogos são incríveis, e o modo como Rehv está sempre colocando na balança os prós e contras para o bem-estar de sua enfermeira é extremamente lindo. Tudo começou a acontecer o mesmo tempo na vida dele: a Princesa, que em troca de seu silêncio exigia o corpo de Rehvenge em sua posse uma vez ao mês, se enfurecendo ao descobrir que ele estava apaixonado por alguém, seu segredo cada vez mais ameaçado quando seu segredo começa a ser conhecido por gente demais para seu gosto, a aproximação com Elehna que dificultava ainda mais manter sua vida oculta de sua amada, a Sociedade dos redutores atacando com cada vez mais freqüência, e mantendo seu foco na aristocracia, e obrigando a alta classe dos vampiros a se refugiar em suas casas fora da cidade, glymera insatisfeita… Coisas demais.
Quando o inevitável acontece e Rehv perde a única coisa que lhe restava, ele vê como única solução para manter aquelas que ele amava a salvo, sua partida. Sem saber das conseqüências que isso se implicaria mais tarde, o redemoinho de situações faz com que ele forje a própria morte e se dirija para a fortaleza sympath, onde previsivelmente ele não é bem recebido.
Perceberam a complexidade deste livro, né? Pois então, vocês ainda não viram nada. Não posso ficar tagarelando infinitamente aqui porque vou tirar a graça do livro e eu já falei demais, mas sério, eu subestimei essa história por amar demais os Irmãos, e acabei incluindo mais esse vampiro na lista enorme de preferidos. Rehvenge é apaixonante em muitos sentidos, mas pode ser mau quando quer.
J. R. Ward fez com que pudéssemos identificar estes dois lados dele perfeitamente, e ainda encontrou um par ideal para ele. O livro tem todo o seu toque sombrio exatamente como deveria, nunca nos deixando totalmente ciente de quais são os limites de um sympath. Ela te encanta em uma página, para te chocar na outra, para te fazer chorar em seguida, e sorrir na próxima. Ela dá esse efeito a seus livros, e este não é diferente.
Não perca nas cenas românticas, quentes, de aventura e ação, e nem no desenvolvimento da história. Não peca na crueldade das situações e nem naqueles diálogos que mudam vidas. Em um mix de gêneros, este livro consegue se destacar como um dos melhores. E é por essas e outras, que seu tempo não será desperdiçado. Ward vai fazer você se apaixonar por absolutamente tudo, e te dar uma bagagem de leitura extraordinária e completa. Vai gravar na sua memória permanentemente tudo o que fora vivido na história. Vai te impressionar. Outra vez.

Escrito Por: Gabi G.

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