Editora Agir, Resenhas
gsTítulo: Filha da Tempestade (#1 da Série Dark Swan) Título original: Storm Born Autor: Richelle Mead Ano: 2011 Editora: Agir Número de páginas: 413

Apesar de não ter resenhado ainda nenhum dos livros da série Academia de Vampiros aqui no blog, preciso dizer que eu sou apaixonada pela Richelle. Pela forma que ela escreve, pela sua capacidade de criatividade, pelo senso de humor único, por seu pensamento fantástico. E tudo que ela publica eu tento desesperadamente ler o quanto antes e Filha da Tempestade me conquistou mais do que poderia esperar. E mais uma vez, ela cria personagens cativantes. E dessa vez vamos conhecer Eugenie.

Eugenie Markham é uma caçadora de espíritos renomada, conhecida e temida. Ela bani os espíritos para o Outro Mundo – ou até mesmo para o Submundo, direto para a morte. Ela faz isso com a intenção de proteger os humanos. Os Nobres – que nós conhecemos como fadas – são uma ameaça e Eugenie vai fazer de tudo para que eles permaneçam quietos. Quando em um de seus trabalhos a coisa complica e o espírito não a chama de Odile Cisne Negra – seu apelido para os habitantes do Submundo – e sim por seu verdadeiro nome, ela percebe que está envolvida em confusões mais sérias do que poderia imaginar. O pior é que além de saber seu verdadeiro nome, o maldito espírito estava com intenções sexuais totalmente afloradas para o lado dela! E se a situação já estava complicada, como lidar sabendo que todos os habitantes do sexo masculino do Submundo resolveram que querem fazer sexo com ela? Que tal?

É impossível escrever o que eu senti enquanto lia esse livro. Vou tentar, de qualquer maneira, para convencê-los de que NECESSITAM ler o mesmo. Eu ri (no melhor estilo de jogar a cabeça pra trás e deixar fluir aquela bela risada), fiquei angustiada, curiosa, encantada, surpresa, assustada, chocada. Torci e vibrei. Escondi o meu rosto no livro e pensei: ‘Não acredito que a Eugenie fez isso‘. Por que a Rich tem esse poder de tornar os personagens reais e eu nunca vou saber por qual deles torcer, na verdade. Não é apenas um livro sobre mitologia, é um livro em que você aprende sobre o mesmo, já que na leitura percebe – se que uma vasta pesquisa teve que ser feita para mostrar tantos detalhes.

E aí, vem aquela parte dos personagens masculinos que todas desejamos. No primeiro momento, vamos conhecer Kiyo. Ele é lindo, dominador, inteligente. Com um toque perigoso e selvagem. Apesar de todos os conflitos, as encrencas e confusões, ele se mantém sempre a posto, caso a Eugenie precise dele. E ele pode se transformar em um bicho, que me encantou do modo como a autora descreveu. Confesso que gostei dele, pelo jeito com que ele conseguiu conquistar a Eugenie, isso até eu conhecer o Dorian.

Não era uma tentativa de beijo. Nada de beijos de primeiro encontro. Era o tipo de beijo que queria ir até o fim, ainda que alguém se machucasse, o tipo de beijo que dizia ‘quero devorar cada pedaço seu e ouvir você gritar meu nome.

Dorian é um rei do Submundo. No começo, confesso que eu não gostava dele, desconfiadíssima mesmo. E creio que foi essa a sensação que a Richelle queria transmitir. Mas depois de algumas páginas, eu acabei simpatizando. Ele é engraçado, irônico, inteligente. Porém, tem algo que esconde e que eu estou muito ansiosa para saber o que é. De qualquer forma, ele tem uma papel principal, pois ajuda a Eugenie, mesmo que com segundas intenções. Ele é do tipo que vai te conquistando pouco a pouco, página por página.<

Não me entenda mal; Dorian não era exatamente doce e casto. Havia calor naqueles lábios macios. Parecia querer prolongar a experiência, quase me insultando, tanto que eu já me encontrava impaciente e ansiosa quando a língua dele, por fim, se mexeu por entre meus lábios. Ele a enfiou um pouquinho mais na minha boca, e o beijo ficou cada vez mais intenso. Dorian tinha cheiro de canela e sidra, como todas as coisas boas em uma noite de outono.

– Você é o professor mais chato de todos os tempos.

Ele sorriu e me deu um beijo rápido na bochecha, enquanto alguém batia na porta.

– Tudo depende do que você quer que eu lhe ensine.

A Richelle mantém um tom sarcástico e irônico que foi a única autora que até hoje eu encontrei que sabe escrever desse jeito. Ela é uma das minhas autoras favoritas exatamente por isso: consegue te conquistar com uma escrita impecável, trazendo em suas histórias muita mitologia e introduzi-las sem tropeçar no caminho ou ficar confuso. Cria personagens irreverentes, que você irá ficar com dúvida de qual gosta mais. E principalmente: eu gosto das personagens femininas serem autossuficientes, de irem a luta, baterem, chutarem e conseguirem se defender. Eugenie se protege. Ela não precisa ser salva. E dessa vez a Richelle trás um outro elemento que deu toda a diferença para esse livro: é o primeiro de uma série adulta. Temos cenas de sexo, mas nada vulgar. Pelo contrário. Suas palavras são tão bem selecionadas que em momento nenhum nada descrito é ofensivo. Você consegue sentir, imaginar… é quase palpável essas partes. São quentes, são eróticas, são gostosas de ler.

Por fim, só posso dizer que adorei e estou esperando ansiosamente pela continuação. A Agir finalmente fez um trabalho digno da Richelle, o livro tem margens espaçosas, letras legíveis e bom espaçamento. Casou perfeitamente com a escrita já maravilhosa da autora. E não se esqueçam: tem uns personagens secundários que são tão engraçados e instigantes quanto os principais.

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