Editora Arqueiro, Resenhas

Título: O Resgate do Tigre
Título Original: Tiger’s Quest
Autora: Colleen Houck
Páginas: 430
Ano: 2012
Editora: Arqueiro
Tradução: Raquel Zampil

 Livro no Skoob
Fé. Confiança. Desejo. Até onde você iria para libertar a pessoa amada? Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d’água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O resgate do tigre, a aguardada sequência de A maldição do tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página.

Veja a resenha do primeiro livro, A Maldição do Tigre.

Kelsey abandonou Ren na Índia, depois de conseguir cumprir a primeira parte para desfazer a maldição, por pensar que não é suficientemente boa para ele. Volta para Oregon com o intuito de fazer uma faculdade e a viver com seus pais adotivos. O que ela não imagina, porém, é que quando chegasse até lá teria uma casa linda somente para ela, com um carro na garagem e todas as suas contas e despesas pagas, inclusive a faculdade… por Ren. E tudo que ela faz, lembra dele. Seu cheiro de sândalo, seu jeito carinhoso, seu modo honroso que revela mais do que demonstra o princípe indiano que existe dentro dele. 

Você sabe que está apaixonado quando vê o mundo nos olhos dela e os dela em todos os cantos do mundo.

 Diante de tanta melancólia e de seus novos afazeres – incluindo faculdade e pesquisas para o Sr. Kadam, em busca da sua nova aventura na Índia para quebrar mais uma parte da maldição – percebe que não pode ficar parada, deixando a vida passar. Quando resolve que está na hora de viver, Ren aparece na sua porta, dizendo que não pode ficar longe dela. Pensando que agora estava tudo bem, já que Ren está ali e poderia ser feliz ao seu lado, descobrem que Lokesh está atrás deles dois. Querendo proteger Kelsey de qualquer eventual problema, Ren liga para Kishan. Quando estão fugindo de uma emboscada, Ren é capturado e pede que Kishan salve – se e leve junto Kelsey.
A partir de agora o objetivo é resgatar Ren das mãos de Lokesh e ainda decifrarem a próxima pista para acabar com a maldição dos tigres.
Dá – me um beijo e depois mais vinte. 
Em seguida soma mais cem a esses vinte; 
E mil a esses cem: assim continua a me beijar, 
Até esses mil a um milhão chegar; 
Triplica esse milhão, e estando terminado, 
Voltemos a nos beijar, como havíamos começado.
Eu não sei realmente ainda o que falar a respeito. Eu terminei o livro com  sensação de não estar completamente saciada. Não sei se é por que eu esperava mais do Ren neste livro e ele aparece muito pouco, mas fiquei frustrada. Talvez eu tenha sentido falta de todo o meu histerismo quando terminei o primeiro e não senti a mesma necessidade de fazer isso neste agora. Parece que é o mal dos segundos livros de séries.
Aí temos a Kelsey reclamando o livro inteiro que sente a falta do Ren, do cheiro, do beijo do abraço, do modo de olhar, que queria estar com ele… daí eu me pergunto: por quê diabo então você o largou na Índia? Essa melancólia toda me estressa, já que os motivos para estar assim são totalmente dela!
Pra quem é fã do Ren e gosta dele absolutamente, temo que talvez não vá gostar muito de O Resgate do Tigre, já que esse é quase todo a respeito do Kishan (e suas investidas) com a Kelsey. Eu gosto dele. É carinhoso, irônico, esperto, engraçado… mas é aquela coisa: apesar da Kelsey não merecer, ela pertence ao Ren. Os irmãos são perfeitos com suas diferenças, e neste livro isso fica muito claro. Tanto que até eu fiquei confusa por qual dos dois eu gosto mais… só que temos dois lados sendo mostrados e daí fica complicado decidir qual escolher. Aí entendemos perfeitamente a indecisão da Kelsey. Quem não quer ficar entre o coração de dois tigres lindos?

As cenas deles tentando acabar com outra parte da maldição é legal, mas senti falta dos mistérios. Não teve elementos supresas, por que depois que descobriram o que era, foram em busca do próximo item da lista e pronto. Eu gostei do livro. Não foi tudo o que eu esperava, mas foi uma leitura agradável. Eu passei o sábado inteiro jogada na cama, devorando. O final me deixou um pouco deprimida, mas os sentimentos com certeza vão variar de leitor pra leitor.

Novamente, um ponto que eu tenho que frizar: se a Colleen tivesse escrito os livros sem NUNCA ter lido Crepúsculo (ou dado aquela maldita declaração falando que se inspirou na Saga), seria outros livros.  Incontáveis vezes eu parei, respirei fundo e me perguntei se estava lendo o livro certo. E olhei a capa para ter a confirmação. A Kelsey age como a Bela em alguns momentos (para o meu desespero), exatamente como a autora coloca o Ren como um Edward que ele nunca será.

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