Resenhas
gsTítulo: A Mulher sem Nome Título original: Journey into love Autor: Jessica Logan Ano: 1983 Editora: Abril Número de páginas: 137

Sally Rossi, esposa de David Rossi. A mulher que havia tido uma aventura sexual com esse homem e, sem querer, havia engravidado de gêmeos, Carla e Charles. O problema: Sally apenas queria aproveitar a vida, sair com vários homens, desfrutar de todo o luxo e beleza que tinha. Pensou em fazer aborto, mas David a obrigou a ter os filhos e a casar com ele. O combinado fora que Sally ficaria com os bebês até que eles pudessem viver sem a mãe e depois poderia ir embora com uma quantia de dinheiro que o viticultor e rico David a daria.

Por incrível que pareça, nos primeiros seis meses de vida dos bebês, Sally os odiava. Não agia como mãe e simplesmente não suportava as crianças. Como se não bastasse, decidiu fazer da vida de David um inferno por ter a obrigado a se casar e ter os gêmeos. Saía com todos os homens que tinha em vista e tomava providências para que o marido ficasse sabendo. Ele já estava preparado para isso, mas a partir do momento em que soube que Sally era capaz de seduzir até mesmo pessoas de sua própria família, como seu irmão, Stefano, perdeu a paciência. Mandou Stefano para a Itália e achou que parte do problema seria resolvido, mas não esperava que Sally fugisse com os bebês e desaparecesse no mundo.

Nem Interpol, nem FBI e nem os melhores detetives do mundo conseguiram rastrear onde Sally Rossi estava durante dois anos. Até que ocorreu o acidente de carro. Encontraram uma mulher desfigurada abraçada a uma criança de dois anos. As duas estavam vivas e se recuperaram rápido no hospital. Mas… Havia algo errado. A mulher não se lembrava daquele homem moreno que a visitava todos os dias e a olhava com rancor, nem ao menos se lembrava que tinha filhos, que havia sofrido um acidente ou que seu nome era Sally Rossi e que ela era a pior mulher do mundo.

Na busca por achar Charles, o gêmeo que não estava com ela no carro e certamente havia ficado com pessoas de que não podia se lembrar, ter sua memória de volta e provar que não era aquela pessoa horrorosa que os outros diziam ser, Sally começou uma briga interna com seu cérebro. Mas como poderia ter feito todas aquelas coisas horrorosas? E se as tivesse mesmo feito, será que o acidente e a amnésia haviam provocado toda essa mudança? Por que ela se preocupava e se sentia culpada por tudo aquilo se era a mulher egoísta que todos a descreviam? A perda de memória seria capaz de restaurar a humanidade de Sally Rossi?

Aos poucos, ela provou para David e todos que realmente havia mudado. Sentia muito amor por Carla e saudades de Charles, mesmo sem se lembrar do garotinho. Amava as terras do marido e o trabalho dele, cavalgava, amava os animais, ajudava no escritório e aos poucos descobria coisas e se lembrava de coisas pequeninas, como histórias ou nomes de cidades. Mesmo assim, sabia que David a odiava. Não podia julgá-lo. Se ela era mesmo Sally Rossi, então merecia todo o desprezo daquelas pessoas. Mas… E aquele sentimento que estava crescendo dentro dela? Amor! Sim, ela amava David Rossi. E com sua mudança acabou conseguindo com que o homem a tratasse melhor e a desejasse, mas ela sabia que ele nunca o amaria de volta. Ou era isso que pensava…

O livro é fascinante! Eu sei que muita gente tem certo preconceito com romances de banca, suas capas extravagantes e talvez até com a época em que o livro foi escrito, mas pra mim, ele é fascinante. Ele despertou a minha curiosidade do começo até o fim e eu simplesmente não consegui parar de lê-lo até que cheguei ao final. A história não é melosa como normalmente deveria ser, é uma história de mágoas, ódio e ao mesmo tempo desejo. De novas descobertas, de uma mulher que se redescobre, de um homem frio e rancoroso, do amor quase impossível entre eles. O fim do livro é incrível. A gente chega até a ficar sonhando acordada com um David Rossi da vida real! Quem sabe?

As manias italianas, os vinhos, a viticultura e as palavras soltas em italiano conseguiram me conquistar e me fazer relembrar de quando minha nonna me ensinava a falar essa língua tão linda e contava histórias engraçadas e algumas vezes tristes sobre a Itália. Além disso, a escrita é fácil e bem desenvolvida. E eu sei que a capa não ajuda em nada, mas nunca devemos julgar um livro pela capa, não é? Aproveitem e mergulhem nesse mundo e sonhem um pouquinho com um romance lindo como esse, caras mias… Vale a pena!

— Obrigada, David — disse simplesmente.
Ele a abraçou, fazendo-a corar com a paixão de seu olhar.
— Quer casar comigo, cara mia?

Escrito por Camila*

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