julho 04, 2012Editora Arqueiro, Resenhas

[Resenha] O Melhor de Mim

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Título: O Melhor de Mim – O primeiro amor deixa marcas para a vida inteira
Título Original: The Best of Me
Autor: Nicholas Sparks
Páginas: 270
Ano: 2012
Tradutor: Fabiano Moraes
Editora: Arqueiro

Livro no Skoob 

Na primavera de 1984, os estudantes Amanda Collier e Dawson Cole se apaixonaram perdidamente. Embora vivessem em mundos muito diferentes, o amor que sentiam um pelo outro parecia forte o bastante para desafiar todas as convenções de Oriental, a pequena cidade em que moravam. Nascido em uma família de criminosos, o solitário Dawson acreditava que seu sentimento por Amanda lhe daria a força necessária para fugir do destino sombrio que parecia traçado para ele. Ela, uma garota bonita e de família tradicional, que sonhava entrar para uma universidade de renome, via no namorado um porto seguro para toda a sua paixão e seu espírito livre. Infelizmente, quando o verão do último ano de escola chegou ao fim, a realidade os separou de maneira cruel e implacável. Vinte e cinco anos depois, eles estão de volta a Oriental para o velório de Tuck Hostetler, o homem que um dia abrigou Dawson, acobertou o namoro do casal e acabou se tornando o melhor amigo dos dois. Seguindo as instruções de cartas deixadas por Tuck, o casal redescobrirá sentimentos sufocados há décadas. Após tanto tempo afastados, Amanda e Dawson irão perceber que não tiveram a vida que esperavam e que nunca conseguiram esquecer o primeiro amor. Um único fim de semana juntos e talvez seus destinos mudem para sempre. Num romance envolvente, Nicholas Sparks mostra toda a sua habilidade de contador de histórias e reafirma que o amor é a força mais poderosa do Universo – e que, quando duas pessoas se amam, nem a distância nem o tempo podem separá-las.

Amanda Collier e Dawson Cole se conhecem no colegial. Ela é de família rica, tem tudo o que necessita e uma família estrutura. Ele é calado e solitário, não mantém quase contato nenhum com outras pessoas e isso tudo se deve a sua própria família que tem fama de brigões e são criminosos. Juntando isso com os complexos e problemas familiares. Mesmo sendo o oposto um do outro, acabam se apaixonando perdidamente um pelo o outro e o que irão viver vai marcar para sempre a vida de ambos. No entanto, a família de Amanda – precisamente sua mãe -, não aceita o namoro e começa a pressiona – la. Não tendo outro alternativa, acabam se separando e suas vidas seguem rumos diferentes e distantes. Quando Tuck – um velho senhor muito gentil e também calado, que abrigou Dawson e o ensinou  a consertar carros – morre, ambos tem a oportunidade de se reencontrar para realizar os últimos desejos desse homem que um dia acobertou e testemunhou todo esse jovem amor. Quem iria imaginar que retornar para a cidade vinte e cinco anos depois reacenderia um sentimento que nunca antes foi adormecido?
Quando anunciaram que lançariam mais um livro do meu idolatrado Nicholas Sparks, fiquei freneticamente feliz. Apesar de todos os comentários, Sparks é um dos meus autores favoritos, mesmo com todas as críticas a respeito de suas histórias. É tudo uma questão de gosto e ele sabe muito bem como me agradar. Fui sedenta, comprei o livro e li ele todo em dois dias. Entretanto… foi o livro do Nicholas que mais me decepcionou. E eu nunca, NUNCA MESMO, pensei que eu fosse falar algo desse tipo. E relendo alguns trechos e relembrando o livro, percebo que o fator principal para essa minha opinião foi a escrita: eu percebo os traços do Nicholas, mas mesmo assim eu não consigui senti – lo totalmente enquanto lia. Pode ter sido tradução (uma vez que eu estava acostumada já com os livros do NS pela Novo Conceito, sei lá), ele pode ter escrito diferente ou pode ser neura minha. De qualquer forma, sigo adiante.
A história de vida do Dawson é extremamente triste e trágica. Quanto a Amanda, me sentia frustrada por ela deixar a mãe influenciar a vida dela da forma como acontecia, já que ela é casada e mãe dos seus próprios filhos. Quando eles se reencontram, pensei que finalmente conseguiriam resolver seus problemas, medos e receios pessoais. Claro, um acaba ajudando o outro, até por que é como se eles nunca tivessem se separado. Mas a Amanda é uma personagem insossa e o Dawson… eu queria gostar mais dele por ter qualidade bonitas – como ser corajoso e ter enfrentado a família louca -, mas ele segue o mesmo caminho reto sempre, sem nunca trazer outras características para que se torne um personagem que chame a atenção.
Toda vez que tem um livro do Sparks que termina com um final trágico/não feliz, eu ficava triste. Porém, a sensação era de: não foi o final feliz, mas foi o final perfeito. Nem sempre as coisas são como desejamos. No entanto, em O Melhor de Mim achei o final forçado e previsível, e pela primeira vez eu desejei realmente que o final fosse feliz, simplesmente por que os personagens principais precisavam. Dawson sofreu muito: além da família maluca, a própria vida não foi justa com ele. Afastou a mulher que ele amava e ainda acrescentou doses altas de tristeza e sofrimento. Amanda não realizou todos os desejos que a sua alma livre e sonhadoras desejava, encontrou obstáculos trágicos que a transformou na mulher que é. E é isso.
A história é interessante, porém não tem os elementos para envolver o leitor. Alguns cenários são bem descritos, algumas cenas são interessantes, alguns segredos são estimulantes, mas o que eu senti foi que o livro sem manteve em linha reta sempre. E quando ocorreu um pequeno ápice de alguns centímetros nessa linha, não foi com o estilo sofredor e agoniante (e ao mesmo tempo cativante) do Nicholas. Dos livros autor, eu senti que esse foi que teve menos diálogos, nos arrastando por parágrafos enormes de descrições, algumas interessantes, outras nem tanto. A fonte não contribuia nessas horas para mim, por mesmo sendo de tamanho considerável, eu me perdia nas frases.
Como livro inicial sendo publicado pela Arqueiro, gostei do trabalho que eles fizeram por que mantiveram a linha de qualidade de sempre dos livros. As capas nunca me agradaram, mas creio que poderia ser bem pior.

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