Editora Arqueiro, Resenhas
gsTítulo: Ameaça Mortal Título original: Kill Alex Cross Autor: R.J Palacio Ano: 2012 Editora: Arqueiro Número de páginas: 192

Alex Cross é um detetive da polícia metropolitana com vasta experiência em sequestro e, por isso, é chamado para ajudar o FBI na investigação do caso do desaparecimento dos filhos do presidente dos Estados Unidos, embora tenha suas desavenças com o diretor do FBI. A comitiva do Secretário de Estado sofre um atentado e a rede de água da cidade é sabotada, levantando a hipótese de ligação entre os eventos. A tensão aumenta ainda mais quando o seguinte bilhete é encontrado:

Não pediremos resgate nem faremos exigências. O preço, Sr. Presidente, é saber que você nunca mais verá seus filhos.

Paralelamente à investigação policial, acompanhamos as ações da Dra. Hala Al Dossari e de seu marido, Tariq, sauditas que deixaram sua terra natal, suas profissões e seus filhos para matar ou morrer em nome da “família”. Depois de abrirem mão de suas vidas, eles finalmente chegam ao solo americano e aguardam instruções para cumprirem sua missão.

Numa trama repleta de adrenalina, o sucesso é definido pelas habilidades dos jogadores: aquele que pensar mais rápido e agir com mais precisão se mantém vivo e leva os louros da vitória.

Ameaça Mortal é o 18º livro criado por James Patterson para a série Alex Cross e o primeiro que li sobre as aventuras do detetive. Depois de ler muitos comentários elogiosos aos livros do autor, minha expectativa era altíssima quando comecei a leitura. E, como sempre acontece quando as expectativas são altas demais, elas acabaram frustradas. Não que o livro seja ruim, de forma alguma. A história é supermovimentada e prende a atenção do início ao fim. Os capítulos curtos e a narrativa em primeira pessoa de Alex Cross intercalada com as ações da dupla de terroristas, apresentadas em terceira pessoa, fazem a leitura fluir sem obstáculos e nos aproximam do protagonista. O suspense gerado nos faz avançar rapidamente pelos capítulos em busca do desfecho.

Embora eu não tenha lido os livros anteriores da série, não senti dificuldade em me orientar no mundo de Alex Cross. Às vezes, surgia uma menção ou outra a fatos do passado do detetive, mas nada que comprometesse o entendimento da história. Meu problema com o livro foi a paranoia norte-americana com o terrorismo. Entendo que, para quem sofreu um trauma desse tipo, seja impossível dormir sossegado, pegar o metrô despreocupado ou ouvir sobre um acidente com aviões sem reviver o horror de 11 de setembro. Perfeitamente compreensível. Só que eu, felizmente, não vivi nada disso e, vendo de fora, o medo exagerado de ataques e a perseguição insana aos estrangeiros (sobretudo os do Oriente Médio e, principalmente, os adeptos da religião muçulmana) não fazem sentido e já foram exaustivamente explorados em livros, filmes e séries. Pior, acho extremamente ofensiva a forma como essas pessoas (e estrangeiros em geral) são tratadas. Só para citar um exemplo do tipo de coisa que me deixa irritada:

Precisamos descobrir quem são esses desgraçados e obrigá-los a falar na base da pancada. Devemos usar a legislação cabível para mandar essa turma de volta para o Egito. A prioridade aqui é salvar vidas americanas. Simples assim! Pelo menos deveria ser!

A frase acima foi proferida por um dos personagens secundários e, obviamente, é apenas a opinião dele, não implicando na posição de todo o governo americano nem do autor. Mesmo assim, essa situação já se tornou tão comum que cansou.

Outra coisa que achei extremamente inverossímil foi a atitude da avó de Cross. Não consegui acreditar quando a velhinha sábia e durona leva uma garota trombadinha para casa depois de ter sido roubada por ela e de ir atrás da garota para tomar satisfação. Claro que é lindo ela se preocupar com o futuro da garota abandonada e tal, mas… sério? Alguém acredita nessa benevolência toda? Não que seja impossível, mas é dificílimo de crer (pelo menos para mim).

Tirando minhas implicâncias com esses detalhes (que podem ser facilmente ignorados por outros leitores), não tenho do que reclamar do livro. História ágil e bem contada, em uma edição simples, porém agradável de ler.

Ah… e só para lembrar: em dezembro estreou o 3º filme baseado no detetive Alex Cross: A Sombra do Inimigo. Então, em breve teremos comentários sobre essa adaptação.

Escrito por Michelle.*

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