Editora Planeta, Resenhas
gsTítulo: Bem Profundo Título original: In Too Deep Autor: Portia da Costa Ano: 2012 Editora: Planeta Número de páginas: 255

E lá vai eu mais uma vez me aventurar pelos livros eróticos que estão sendo publicados, todos com a tarja Melhor que 50 Tons, Você Vai Enlouquecer, etc etc – que eu tenho a impressão de ser um pré – requisto para serem impressos e (re) publicados agora no Brasil. Mas vamos lá, descobrir essa nova história.

Nossa protagonista da vez é Gwendolyne. Ela é uma bibliotecária recém separada, muito comum e que foge dos padrões de beleza. Além de realizar todo o seu trabalho seguindo a sua função, ela tem que esvaziar a caixa de sugestões que fica no balcão próximo a entrada. O que ela não esperava, porém, era começar a receber cartas detalhadas, ousadas e sexys de alguém desconhecido, mas que dizia se sentir muito atraído por ela – era muito mais que atração, já que as cartas são extremamente sugestivas e o que está escrito nela é quase palpável. O assunto vai se desenrolando, passa para além das cartas chegando à conversas pela internet, sempre com muita sacanagem no enredo, já que o anônimo deixa muito claro para o que veio e o que deseja. Gwen tem que lidar com as cartas extremamente excitantes e controlar seu próprio corpo (e mente) quando está perto do professor Daniel, que passa por uma temporada na própria biblioteca fazendo suas pesquisas para um novo livro. Enquanto tenta descobrir quem é o anônimo que tanto lhe escreve cartas libidinosas, ela avança em um romance com Daniel, sem saber ao certo se o que quer dele é o que lê nas cartas que recebe.< Bem Profundo não é apenas um livro erótico: é um livro que fala sobre sexo, onde a temática, os personagens e o cenário gira todo nesse tema. A Gwen é uma mulher bem resolvida sexualmente, sabe o que gosta, o que deseja e o que espera do seu companheiro. Ela tem pensamentos muito simples que chegam a ser engraçados, além de muito sinceros. Entretanto, como toda mulher que não está nos padrões de beleza ditados e não tem um pouco de autoconfiança, tenta em algumas partes esconder seu corpo ou, em pensamento, faz análises a respeito do que o seu parceiro pensaria das suas curvinhas a mais. Já Daniel é altruísta e muito observador. Começa a ouvir os relatos da Gwen a respeito do anônimo sedução e se interessa pelo o que ela começa a demonstrar querer. Não espera muito de romance. A autora ainda colocou um pouquinho de tragédia no final do livro - que não me convenceu -, acabou dando um felizes para sempre e pronto. Dos últimos romances eróticos que vem sendo lançados e que eu tive a oportunidade de ler, creio que foi o que a autora mais manteve o pé no chão. Tanto a Gwen quanto o Daniel são personagens normais e reais. Não é nada difícil você encontrar pessoas transando nas escadarias/salas escuras e abandonadas do prédio em que trabalha, no depósito de papel e etc, etc. Nesse ponto pelo menos eu fui convencida, já que manter a cabeça no lugar na hora de escrever erotismo dá um ar mais verdadeiro a tudo que se está lendo. Só o que não me convenceu foi o fato de uma mulher começar a receber cartas anônimas daquela natureza e fingir está tudo bem. Sinceramente? Eu estaria apavorada. Não foi um livro que mudou algo em mim, nem acrescentou algo a minha vida. Foi apenas mais um livro erótico das ondas que estão chegando, bem escrito, melhor e mais detalhado. E se você não gosta de linguagem vulgar, pode passar bem distante, por que vamos de paus à xoxotas em um mesmo parágrafo, sendo que também tem seus variantes. E por ser um livro que fala sobre sexo duro, vamos encontrar 'punhetas', 'paus,' 'bocetas' e mais. Confesso: me incomoda muito pegar um livro em que se tem demasiadas xoxotas. É algo inteiramente pessoal, mas que me fez ficar constrangida dentro do ônibus de alguém ver que eu estou lendo um livro que tenha ‘xoxota’ no meio. Na tradução poderiam ter usados sinônimos para as partes genitais femininas que não fosse tão… infame. Eu sei, eu sei. ‘O que colocaremos então?’ Bem, esse é o papel do tradutor/revisor. Percebendo pela história, dá para mudar essas palavras. Tem gente que gosta, tem gente que não. Depois da primeira impressão, eu simplesmente ri.

Eu não tenho muito a dizer a respeito da obra completa do livro em si: a capa não me passa nenhuma mensagem, acho esse título hãm… er… como dizer… direto, a fonte é grande e a leitura bem rápida.

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