Editora Intrínseca, Resenhas
gsTítulo: Floresta dos Corvos Título original: Ravenwood Autor: Andrew Peters Ano: 2012 Editora: Intrínseca Número de páginas: 384

A tecnologia acabou com as árvores. E o que sobrou é uma pequena ilha em que os seus moradores vivem no topo de suas árvores, na floresta de Arborium. A madeira, antes abundante, vira artigo de de luxo nessa pequena comunidade. Ali eles construiram sua nova vida, já que consideram a terra local poluído. A própria natureza se encarregou de criar uma proteção natural ao redor de Aroborium. Claro, eles não vivem sozinhos: tem o reino do vidro e do aço chamado de Maw.

Arktorious Malikum está trabalhando – sua função de desentupidor de canos – na casa de Grasp, o conselheiro do rei de Arborium. Porém, está no local errado e na hora errada e perceber isso quando ouve a conspiração entre o mesmo e a Lady Fenestra (do reino de Maw) que tomaria o trono do rei na festa da colheita, que ocorrei dentro de 7 dias. Ark acaba sendo descoberto, então, tem que lutar pela vida e tentar de todas as formas avisar ao seu rei os planos de seus inimigos, antes que seja tarde demais. No caminho ele viverá aventuras que nunca imaginou, lutará contra pessoas que nunca pensou que fosse acontecer e terá a lealdade de amigos que esperou ter.

Floresta de Corvos foi um livro que eu fiquei, literalmente, em cima do limbo: não detestei, mas também não adorei. Gostei muito da fluidez da leitura, a escrita do autor em terceira pessoa e as mudanças de ponto de vista que abrange mais a história. Sem contar que as cenas de ação foram bem trabalhadas, então, dá uma visão mais ampla do que está acontecendo. Não gostei que em determinado momento do livro as cenas começam a ficar um pouco confusas e fica difícil de imaginar o cenário criado. Não consegui, por exemplo, criar em minha mente uma imagem para os personagens: por vezes eles pareciam insetos, daí então humanos… sem contar que o livro tem um início excelente, mas que vai decaindo gradativamente e no final, ficou algo vago, clichê e não bem trabalhado. Porém, o livro tem uma pegada engraçada, e tirando essas poucas vezes que a visualização da história ficou um pouco embaçada para mim, foi um livro extremamente gostoso de ler, contudo, não é uma leitura que vá mudar sua vida. É para distrair, para passar o tempo e não esperar grandes abordagens.

O autor também foi muito rápido para resolver algumas premissas na história, apesar da quantidade de páginas, que na minha opinião, daria para ser resolvido de forma calma e tranquila e ainda com uma quantidade infindável de criatividade e coerência, fato, que não ocorreu. Da metade do livro para o fim foi muito corrido, resolvendo os mistérios de forma brusca e um pouco sem sentido. Você só conseguirá decidir se realmente gosta do livro quando ler. Eu, particularmente, não sou muito fã de histórias com flores, árvores, florestas e coisa e tal. Totalmente pessoal. E talvez, essa temática também tenha influenciado na minha percepção quanto leitura em si.

A Intrínseca fez um trabalho primoroso com o livro, a começar pela capa. Tipo, muito linda e isso foi o que primeiro me encantou. O livro é menor do que os outros que eles costumam publicar, parece uma versão pocket só que muito linda, apenas combinou.

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