Editora Intrínseca, Resenhas
gsTítulo: No Escuro Título original: Into The Darkest Corner Autora: Elizabeth Haynes Ano: 2013 Editora: Intrínseca Número de páginas: 336

Foi um dos melhores livros que eu li, com toda a certeza. Cada detalhe se torna muito importante e não fica nem um fio solto na história.
Catherine era uma jovem bonita e que sabia muito bem aproveitar a vida. Em uma de suas festas e bebedeiras ela conheceu Lee, o segurança de uma das boates em que ela frequentava. Lee era charmoso, bonito, alto, musculoso, sensual e tudo de bom – obviamente Catherine não o deixou passar despercebido e, quando se deu conta, Lee já tinha a chave de seu apartamento e a de seu coração.
Os problemas começaram quando Lee revelou que tinha um outro emprego, algo secreto que o fazia sumir por dias seguidos sem poder dar um sinal de vida, e, ainda, quando Catherine começou a perceber que ele era um cara possessivo e violento. Mesmo assim, ele continuava sendo o rapaz dos sonhos de qualquer garota e Catherine realmente queria que desse certo, então acabou por ignorar algumas coisas e continuou com Lee – até que se tornou tarde demais.
Anos depois Catherine vira Cathy, muda de cidade e tenta recomeçar sua vida, apesar de estar sempre com a figura aterrorizante de Lee em sua mente. Com a doença do TOC, cada passo é uma dificuldade e Cathy tenta lidar com tudo isso da melhor maneira possível. Ir ao trabalho, voltar pra casa, trancar as portas, dormir: todas essas coisas simples do nosso cotidiano se tornam extremamente difíceis para Cathy, o que nos leva a imaginar o que afinal Lee fez para deixá-la daquele jeito.
A história de Elizabeth Haynes é fantástica. Simplesmente fantástica. É uma narrativa que puxa o leitor para dentro do contexto do livro e o aterroriza completamente, fazendo este sentir cada medo que Cathy sente. Os capítulos intercalam entre as datas de quando Catherine conheceu Lee e de quando Cathy tenta viver depois de Lee e essa é uma das coisas que me deixaram mais apreensiva e fascinada, porque ao mesmo tempo que eu queria saber o que Lee havia feito com Catherine, também queria desesperadamente saber se Cathy ia se recuperar com a ajuda de seu novo vizinho, Stuart.
Sempre achei que mulheres que continuavam levando adiante um relacionamento violento e abusivo só podiam ser umas idiotas. Afinal, em algum momento elas deveriam ter percebido que as coisas tinham saído errado e que, de repente, haviam passado a sentir medo do parceiro – e, sem dúvida, era este o momento de terminar a relação.
Somando-se a esse momento de percepção, um momento pelo qual eu já passara, notei que se afastar não era uma alternativa simples, afinal de contas. O fato de ainda amá-lo, amar aquela parte gentil e vulnerável dele que estava lá dentro em algum lugar, era somente parte do problema: havia também o medo aterrador de como ele poderia reagir caso eu fizesse algo que acabasse provocando-o.
Agora não era mais uma questão de me afastar. Era preciso fugir.
Se você é uma pessoa nova ou costuma se apavorar demais com fatos do tipo, não leia esse livro, de forma alguma. A autora foi tão perfeitamente capaz de fazer o leitor sentir na pele cada sentimento posto no livro que eu confesso que fiquei totalmente aterrorizada nas partes mais cruéis e cheguei a chorar quando Catherine finalmente narra cada detalhe do que aconteceu na noite em que Lee quase a matou.
Foi um dos melhores livros que eu li, com toda a certeza. Cada detalhe se torna muito importante e não fica nem um fio solto na história. Tudo se encaixa completamente e isso me fascinou muito. O fato da autora separar a mesma personagem com nomes diferentes – Catherine e Cathy – também foi fantástico, pois não confunde o leitor com o fato do período de tempo que muda constantemente. Essa mudança de tempo também foi um ponto a mais, por instigar a curiosidade de quem lê.
Enfim, eu seria incapaz de citar todos os pontos altos deste livro, porque só lendo mesmo pra entender o que eu quero dizer. Não julguem a história apenas pela capa, pelo título ou pela sinopse, porque ela vai muito, mas muito além disso! Aliás, sobre a capa, acho que deveriam ter colocado a foto de trás na frente: é uma cama de casal vazia, com um molho de chaves em cima – aterrorizante. Na parte de trás do livro o The Guardian citou: “Um livro assombroso.” e logo nas primeiras páginas eu pude entender e concordar completamente. Isso resume tudo, afinal: um livro ótimo… e assombroso.

Por Camila

1 Comentário

  1. G. Gonzatti disse:

    Esse livro estava numa super promoção de 10 reais esses dias e eu não comprei porque achei a capa meio nada a ver – sou dessas. Oh céus, se arrependimento matasse. Vou correndo ver se ainda tem promo! <3

Todos os comentários passam por aprovação, antes de aparecerem aqui! Vamos ler e responder todo mundo com muito carinho!

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