Editora Jangada, Resenhas
[Resenha] Seraphina
23.maio.2013
gsTítulo: Seraphina – A Garota com Coração de Dragão Título original: Seraphina Autora: Rachel Hartman Ano: 2012 Editora: Jangada Número de páginas: 384

Seraphina é um livro maravilhoso. Não me sentia assim com um livro há muito, muito tempo.

Quando eu soube do lançamento desse livro, fiquei tão, tão, tão animada como há muito tempo não ficava com um livro. Primeiro que a premissa me atraiu a atenção, o título é tão singular que ele se encaixa apenas para esse livro e nenhum outro e depois que eu terminei a história fiquei: sim, sim, sim! Precisava de uma leitura como essa! Vamos saber um pouco mais a respeito, para que eu tente convence – los da emoção que foi ler.

Nossa história é ambientada no reino medieval de Goredd, onde humanos e dragões vivem juntos e convivem bem… até certo ponto. Os dragões podem assumir a forma humana e são reconhecidos por usarem sinos em suas roupas. Enquantoo tratado feito entre a Rainha de Goredd e o Representante dos Dragões Ardmagar Comonot, for cumprido, eles conseguem viver em paz. Isso dura 40 anos, porque indícios levam a crer que foi um dragão que matou o Princípe Ruffus, e  faz com que o tratado oscile bem as véspera da comemorção do mesmo, fazendo com que as duas raças acusem – se! Seraphina, nossa protagonista, mantém – se  à margem de todo esse mundo até descobrir o que realmente é. Sua dificuldade em se esconder compete com as suas emoções de aceitar como nasceu. Ela para sempre estará marcada e ninguém deve saber – seu pai, principalmente, tenta de todas as formas deixa – la em segurança. Infelizmente, o povoado já começa a percebe – la, principalmente por causa do dom esplêndido e a relação emocional que tem com a  música, que nunca antes foi visto por ninguém. Quando é contratada pelo exigente Viridius como assistente, acaba ficando mais exposta. Paralelamente a todos esses conflitos, ela sai com o Príncipe Lucian Kiggs em busca de respostas e acaba se aproximando ainda mais desse jovem, enquanto trava uma luta interna consigo mesma e externa contra todos.

 Mil arrependimentos tive no amor,
Mil vezes desejei mudar o passado.
Eu sei, meu amor, não há caminho de volta,
Não há como renegar nossos mil deveres.
Temos de seguir com o coração pesado.
Mil arrependimentos tive no amor,
Mas de você nunca me arrependerei.

O que eu preciso dizer neste primeiro momento: inacreditável, incrível, maravilhoso! Li algumas resenhas em que as pessoas dizem que até a página 100 estava chato e blá blá blá. Pessoas, eu não tenho simplesemente NADA para falar de ruim de Seraphina. Um livro bem construido, com um enredo instigante, detalhes ricos e descrição da época medieval, literatura fantástica com aventura e dragões e dúvidas, com corrupção e desconfiança, onde todo mundo pode ser inocente ou culpado.

É tão gostoso acompanhar os pensamentos e descobrir a história através dos olhos da Seraphina porque ela é muito autêntica, um tantinho sarcástica e inteligente. Ela tem seus conflitos, mas consegue permanecer tão lúcida diante do inesperado, usando a racionalidade e esperteza ao seu favor com um toque quase que poético. Confesso, fazia muito tempo que eu não me sentia tão excitada por um livro assim. Eu li devagar; o receio que acabasse logo me fez diminuir o meu ritmo de leitura. E também o fato de ter vários personagens com vários nomes com escrita estranha que me fez ficar um pouco perdida. Mas isso é uma peculiaridade totalmente minha, tá? (o mesmo aconteceu em O Senhor dos Anéis e A Guerra dos Tronos).

Esse é o segredo do bom desempenho: convicção. A nota certa tocada com hesitação ainda assim sai desafinada, mas toque-a com ousadia e ninguém lhe fará perguntas. Se alguém acredita que existe verdade na arte – e eu acredito -, então é preocupante ver o quanto a habilidade de atuar é parecida com a de mentir. Talvez a mentira seja também um tipo de arte. Penso mais nisso do que deveria.

Todos os personagens ficaram bem construídos e sabemos exatamente qual é a função de cada. Os dragões que tem a sua filosofia de vida e se encantam com algumas peculariedades humanas; os humanos que não acreditam que os dragões possam ter sentimentos; Eu ri e também virei o rosto para algumas partes porque o que estava lendo me causava um pouco de angústia e dor. Eu ri dos pensamentos leves da Seraphina, das situações e pessoas que estavam ao redor dela, da sua descoberta pelo amor… Aqui eu faço um parênteses: apesar de ter algo de romance, não é o foco do livro, então, não se preocupem pensando que vai ser algo cheio de frescuras. A Seraphina não é assim.

Seraphina é um livro maravilhoso. Não me sentia assim com um livro há muito, muito tempo. E é gostoso quando aparece algo para quebrar a monotonia de leitura, na qual às vezes caímos. Seraphina tem continuação e eu espero ansiosamente por ela, apesar de nao ter sido lançada nem lá fora ainda. A construção, a credibilidade e autenticidade da autora dão um novo ar para o livro que poderia ser apenas mais uma história cm dragões, porém, traz qualidades na escrita e na trama cheia de descobertas.

Quanto ao livro físico: a capa é tão lindo quanto aparenta ser pelo computador e nada comparada em pega – lo ao vivo e sentir toda a textura e o trabalho dedicado e bem feito que a editora fez. No entanto, no título do livro foi utilizada uma técnica de impressão que fica muito bonita, mas mesmo com todo o cuidado que eu tenho com os meus livros, ele foi desbotando porque aonde a superfície encosta, vai apagando (vocês podem ver a foto de como ficou aqui). Eu já tinha falado dessa mesma técnica no livro Ladrão de Almas e aqui se repetiu. Quando eu terminei de ler, várias partes do título estavam sem a cor e eu sofri. Não encontrei um erro de digitação, tradução impecável e cuidadosa. Como sempre, o selo Jangada faz muito jus aos livros que publicam.

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