Editora Record, Resenhas
gsTítulo: Louca para Casar Título original: The Wedding Girl Autora: Madeline Wicham Ano: 2013 Editora: Grupo Editorial Record Número de páginas: 384

Allan levou – a até a estação, ajudou – a a colocar sua mala no compartimento de bagagens e secou suas lágrimas com um lenço de seda.
Na capa, está bem descrito: ‘Ousado e Divertido’ e sim, a autora teve uma ousadia sem igual de trazer alguns temas que ninguém ousa comentar e uma dose divertida, em que eu coloquei o livro no rosto e dei um risadinha para não me descontrolar e rir com vontade dentro do ônibus.
Milly está com seu pézinho no altar.
O problema é que há 10 anos atrás, quando ela era apenas uma adolescente sem excrupúlos, muito solta e feliz fez amizade com Allan e Rupert. Era como um casal… com uma pessoa a mais. Eles se deram bem, se divertiam, faziam tudo juntos. Milly descobriu que os dois namoravam e isso de forma alguma a incomodou ou mudou o fator amizade entre eles. Quando Allan pede para que Milly se case com ele – de mentirinha, brincadeirinha -, para não ficar em situação irregular no país, claro que ela aceita, já se imaginando no vestido de noiva, dizendo sim e as várias fotos que tiraria naquele dia incrível. Várias pessoas tiraram fotos e se encantaram com aquele casamento, o deslumbramento e felicidade da noiva, inclusive, por ironia do destino ou não, o carinha que dez anos depois seria o fotógrafo do seu casamento. Aquele que será real de verdade. E agora? Ela conta para o noivo atual que já foi casada? Que na verdade ainda está casada? Como será reencontrar Allan e Rupert, depois de dez anos, principalmente quando disseram que ainda manteriam contato e sumiram da face da terra para um possível divórcio as pressas? Como sua família, em especial sua mãe, irá reagir ao descobrir que a filha já foi casada e ninguém sabia?
No dia seguinte, Allan levou – a até a estação, ajudou – a a colocar su mala no compartimento de bagagens e secou suas lágrimas com um lenço de seda. Em seguida, deu – lhe um beijo de despedida, prometeu escrever e disse que, em breve, se encontrariam em Londres.
Milly nunca mais o viu.
Como é o primeiro livro que eu leio da Madeline, não posso comparar – como vi em algumas resenhas – com os outros livros da autora com o pseudônimo de Sophia Kinsella. O que posso dizer realmente é que eu gostei muito da escrita, da abordagem dos temas, das partes engraçadas e da construção da história. Temos vários personagens e diferentes pontos de vistas, o que abrage a respeito do que está acontecendo e enriquece, dando a sensação de que você sabe mais do que os personagens e as partes vão se encaixando.
Tem um apelo singelo aos sentimentos familiares: Milly sente que os pais querem que ela seja como a irmã, a mãe é uma desbocada com a vida, o pai é um pouco frustrado e se sente afastado da família e a irmã é cheia de sucesso e viaja o mundo; aborda o homossexualismo de modo profundo e cheio de emoção. Aqui eu senti lágrimas se formando em meus olhos porque a narrativa e os fatos criados para que chegasse a esse ponto me emocionaram. E os personagens que viveram esse trecho também sofrerem. Gostei da emoção que foi transmitida, pois deixou mais real. Tem um enredo com bastante drama: o futuro marido da Milly que não se dá bem com o pai, os próprios problemas que ela tem, a sua indecisão quanto a dar esse futuro passo.
Não sei como será o envolvimento de vocês com os personagens, mas eu gostei de todos eles. Conseguiram me cativar diante de suas personalidade – e a autora dá um espécie de histórico de cada um, então conseguimos ter essa sensação de já conhecer -, e mesmo os que eu não gostei do modo de ser eu gostei por serem daquele jeito porque enriquece a história. A Milly, doidina como é, me fez lembrar um pouco de mim. Ela era impulsiva e só queria se divertir. Ela conseguiu isso durante um tempo mas nunca pensou que seria abandonada. Ela acreditou e confiou naquilo que demonstraram a ela. Creio que a história de amizade dela com o Allan e o Rupert poderia ter sido muito bonita, se eles não tivessem cortado o contato.
Recomendo, mas lembrando que ele é mais sobre conflitos com cenas engraçadas do que o contrário. Foi uma leitura despretenciosa e bem divertida. Como primeiro livro e experiência com a autora, está aprovado por mim.

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