junho 18, 2013Sem categoria

Mês Especial: Nora Roberts – Os O’Hurley

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Os O’Hurley

Título original: The O’Hurleys 

Eu sei que está repetitivo, mas eu tenho dizer outra vez: eu sou apaixonada por essa história! Novamente, esta quadrilogia conta a história de uma família de quatro irmãos. Amor, drama, e lealdade: ingredientes corriqueiros nas obras da Nora, mas esta série traz algo a mais: mistério.

 
O primeiro livro, Abigail, conta a história – ahá! – Abigail O’Hurley, uma mulher discreta e dedicada aos filhos, viúva de um famoso competidor de fórmula 1. Não havia muita ambição em sua vida além de desejar dar uma boa vida aos seus pequenos corações – Ben e Chris -, crianças apaixonantes, mas sua sensação de calma é interrompida com a chegada de Dylan Crosby, o escritor responsável por escrever a biografia, que depois de muito tempo ela resolveu autorizar, de seu marido: alguém que não tinha a menor intenção de deixar de lado a vida privada que ela queria esconder.

Dylan tinha uma ideia formada sobre Abigail O’Hurley Rockwell e apenas uma: ela era uma golpista de primeira. É cada vez mais difícil para ele, no entanto, conciliar a meiga e forte mulher que ele conhece à imagem de uma socialite egoísta que ele a tomava por ser. Quanto mais o tempo passa, e mais ele se aproxima de Abigail e de seus filhos, mais fica claro de que a história que ele pretendia contar era muito mais complexa do que primeiramente imaginava. E ambos, Abigail e Dylan, iriam encontrar no dia a dia da fazenda algo que nenhum dos dois estivera procurando.

Trechos:

– Abby. – Ele não estava satisfeito com ela, com a casa, com a situação. Nada era precisamente o que parecia ser, daquilo ele tinha certeza ao menos. Ainda assim, quando ela se virou em direção a ele, os olhos dela estavam calmos. – Eu pretendo desvendar o seu interior. – Ele murmurou.

Ela sentiu uma agitação dentro de si, mas rapidamente a ignorou e manteve a expressão. – Eu não sou tão complexa como você parece querer acreditar. Em todo o caso, você está aqui para escrever sobre Chuck.

– Eu farei isso também.

 

– Você não me quer, Abby?

Sedução. Ele nunca tinha intencionalmente seduzido uma mulher antes. As mulheres sempre tinham o procurado, cientes, experientes, com expectativa. Nenhuma jamais havia tremido. Ele experimentou um momento de pânico. Será que ele tinha dentro de si para ser cuidadoso, gentil e paciente o suficiente?

– Sim. – Ela inclinou a cabeça para olhar para ele. – Mas eu não sei o que posso te dar.

– Deixe que eu me preocupe com isso. – Com mais confiança do que ele realmente sentia, ele segurou o rosto dela entre as mãos. – Neste momento, apenas receba.

O segundo livro, Maddy, nos apresenta a Madeleine O’Hurley, a dançarina de espírito livre e cheia de energia da família. Determinada e focada em seus objetivos, Maddy finalmente vê a grande oportunidade de sua vida em sua frente quando consegue um grande papel num musical da Broadway. Enquanto se prepara para sua grande chance, no entanto, descobrirá que há ainda algo maior que a dança que lhe dá paixão na vida: o amor.

Reed Valentine é o CEO da empresa que está patrocinando o musical e o encontro dele com a protagonista acontece de modo inusitado. Nem mesmo o sério CEO é capaz de resistir à personalidade cativante de Maddy, que vê no homem grande potencial apesar de sua casca grossa e aparentemente impenetrável. Havia mais em Reed do que simplesmente alguém bem sucedido centrado totalmente em seu trabalho, porém, e sim problemas passados que o acompanhavam por onde fosse. Mas Maddy nunca foi de fugir de um desafio quando queria algo. E não era agora que iria começar. 

Trecho:

– Confiança não tem nada a ver com isso. – Algo se acendeu nos olhos dele, rápida e intensamente, então tinha desaparecido. – Absolutamente nada. Eu quero você, a fome tem me consumido por semanas. Isso é tudo o que eu tenho para você.

A mágoa veio, como já era esperado, e ela fez o possível para deixa-la de lado. – Se isso fosse verdade, eu não acho que você estaria lutando tanto contra.

– Eu já desisti de lutar. – Seus lábios tocaram os dela. – Você vai ficar comigo esta noite.

– Sim, eu ficarei. – Ela colocou as mãos no rosto dele, querendo amenizar a tensão que o assolava. – Porque é o que eu quero.

Ele segurou os pulsos dela, então lentamente deixou que uma mão escorregasse até seus lábios e beijou a palma. Era uma promessa, a única que ele poderia dar a ela. – Venha comigo.

Deixando que seu coração a guiasse, Maddy foi.

O terceiro livro, Chantel, é sobre a maravilhosa atriz de cinema Chantel O’Hurley. A mais velha das trigêmeas O’Hurley é conhecida como mulher de gelo por aqueles que convivem com ela no dia a dia dos estúdios de cinema, mas é desejada e cobiçada por fãs do mundo inteiro representando um verdadeiro símbolo sexual dentro e fora das telonas. Uma mulher batalhadora, que lutou muito para chegar aonde chegou e não admitia que ninguém a diminuísse a apenas mais uma atriz sensual. Tanta fama se vira contra a mulher quando começa a ser assediada por estranhos telefonemas e atenções de alguém que passou um pouquinho dos limites da admiração… E quer verdadeiramente possui-la.

Quinn Doran não é o tipo de homem que se deixa levar por um rostinho bonito ou um corpo fenomenal, não é o tipo de homem gentil e educado que você levaria para apresentar aos seus pais. Ele é rude, competente e sexy como o pecado. Ele considerava a responsabilidade pela segurança da atriz super aclamada um trabalho como outro qualquer, mas nada podia ser feito se ele não era tão imune aos charmes da mulher como queria afirmar. Chantel e Quinn, duas personalidades fortes e teimosas, dois corpos que insistiam em se atrair, um sentimento… E alguém disposto a acabar com tudo.

Trecho: 

A sensação das mãos dela sobre ele afastou o último pensamento racional de sua mente. Em um movimento insano, ele arrancou a seda do corpo dela, rasgando o tecido no meio. O arfar de surpresa dela foi abafado pela boca dele enquanto Quinn cobria o corpo dela com o seu.

– Eu não vou a lugar nenhum. – Então ele encontrou a boca dela com a sua e fez daquilo uma promessa. – Deixe-me ouvir você dizer. Ele segurou o seu cabelo mais uma vez, mas apenas o colocou para trás gentilmente até que seus olhos se encontrassem. – Olhe para mim e diga. Sem luzes, sem câmera, sem roteiro. 


O quarto e último livro, Trace, é sobre o único filho O’Hurley. Eu a-do-ro o Trace. Na verdade, o meu livro predileto é o dele. Trace pode ser considerado o filho pródigo… Há tempos abandonou a família para trabalhar como espião e quando decidiu que depois de tanto tempo se dedicando ao trabalho, merecia um período longo de férias, Gillian Fitzpatrick surge em seu caminho. Representando tudo o que ele não precisava no momento e um perigo à vida sem raízes que pretendia levar. Gillian precisava resgatar o irmão de uma organização terrorista e sabia quem tinha a técnica e a capacidade para atingir aquele objetivo, ainda que técnica e capacidade viesse sob a forma de alguém tão turrão como Trace O’Hurley. 

Trace é parecido com Quinn na personalidade, mas ainda mais durão, principalmente devido à difícil relação que sempre tivera com o pai. Também é mais melancólico devido às decisões que tomara na vida e que agora começava a questionar. Este livro é o que mais tem adrenalina, ação e perigo da série e uma boa dose de paixão. Ambos os personagens são fortes, ambos os personagens são mais do que páreos para fomentar diálogos afiadíssimos, e ambos os personagens arrepiarão seus cabelos da nuca. Você vai sentir seus olhos girando nas órbitas e vai devorar as palavras como quem devora um delicioso doce.

Ah gente, então! Essa série é fantástica, vocês não acham? Sim, ela é totalmente fantástica e estou com os dedos coçando para lê-la mais uma vez. Ela não tem tantas cenas familiares entre os irmãos porque a verdade é que cada um está num canto dos Estados Unidos, mas há sempre o ideal reforçado de que eles sentem muito o laço de união da família. Principalmente das trigêmeas em relação ao irmão, que representa a grande preocupação de todos. Eu chorei, eu ri, eu sorri, e trouxe o livro para mais perto do rosto como se assim pudesse entrar nele. Essa é definitivamente a sensação que Os O’Hurley nos traz: a vontade absurda de querer se afogar em tudo e nunca mais voltar.

Trechos:

– Por que ao menos você não admite que não quer se envolver? Você não quer sentir nada por mim
Ele procurou por um cigarro. – Correto.

– Mas você sente. – Ela levantou o queixo, desafiando-o a negar. – Você sente e você é quem está assustado.

E o ponto dela qual era, ele pensou enquanto deixava a fumaça escapar por entre os lábios. Mas o inferno que ele deixaria que ela soubesse daquilo. – Vamos deixar algo claro, querida. Eu não tenho tempo de te banhar em flores e bombons como você gostaria. Nós temos uma prioridade, e ela está nas montanhas a leste daqui. Vamos nos concentrar nisso.

– Você não pode fugir para sempre.

– Quando eu parar, você vai pedir a Deus que eu tivesse continuado. Eu tenho algumas coisas para fazer. – Ele saiu porta afora.

Gillian fez algo que ela não tinha feito em anos. Ela pegou o objeto quebrável mais próximo e o arremessou contra a porta.

– Eu não sei por que diabos deixei você me convencer a fazer isso.

Extremamente satisfeita consigo mesma, Gillian entrou no carro alugado que os levaria de Los Angeles até o aeroporto. – Você me deu sua palavra de que poderíamos ir a qualquer lugar que eu quisesse quando as coisas se acertassem. E o lugar que eu quero ir neste momento é ao casamento da sua irmã.
– Um truque desonesto, doutora, depois que eu salvei sua vida.

Era precisamente devido aquilo que ela estava determinada a salvar a dele, ou menos uma pequena parte desta. – A palavra de um homem é seu vínculo. – Ela disse solenemente e então gargalhou quando ele a xingou.

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