agosto 04, 2013Editora Galera Record, Resenhas

[Resenha] O Livro das Princesas

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Título: O Livro das Princesas
Autora: Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate, Patrícia Barboza
Ano: 2013
Páginas: 288
Editora: Galera Record

 Da mesa da Princesa Mia Thermopolis: Olá, amigos, fãs e companheiros admiradores de princesas (ou eu deveria dizer simpatizantes de princesas?)! Eu mal pude acreditar quando alguém do Brasil permitiu que EU desse uma olhadinha neste livro. Mas acho que faz sentido, já que, além de ser uma princesa, também tenho verdadeira paixão por histórias românticas! Acreditem no que eu digo, este livro tem essas duas coisas de sobra! Mas são releituras contemporâneas, com reviravoltas que farão você dizer owwwwnnnnnn… Uma Cinderela DJ? Rapunzel popstar? Bela é uma supermodelo? E unicórnios em A Bela Adormecida?! Sim, por favor! Mais, mais. POR FAVOR. Não se preocupem, tem mais. Muito mais. Eu amei, e vocês também vão! (Sim, você também vai amar, Tina Hakim Baba. Pode pegar meu exemplar emprestado quando eu terminar de ler. Não, melhor: compre o seu. Assim você vai poder ler de novo e de novo, como eu pretendo fazer.)

Sinceramente, Sua Alteza Real, Princesa Mia Thermopolis.

Era uma vez quatro autoras, que se juntaram para reescrever quatro contos de fadas e trazê – los para a atualidade, sem perder seus vestígios, sua história, suas características. E juntos, reunidos em apenas um livro (muito lindo por sinal) vamos reler o que essas mulheres imaginaram.
 Essa resenha de O Livro das Princesas precisa ser diferenciada pelo motivo de: é um livro diferenciado. Eu poderia começar falando da capa, do quanto achei linda, do cuidado da editora, da dedicação das autoras e blá blá blá. Mas vamos com calma. Isso pode esperar um pouco. Como o livro é dividido em quatro contos, vou separar para falar de cada um deles.

A Modelo e o Monstro da Meg Cabot: confesso, já tentei ler algo da Meg Cabot e não rolou. Não sou fã dela nem detesto, apenas fico neutra. Mas neste conto ela está fazendo a sua releitura de A Bela e a Fera e sim, eu gostei.

Belle é uma super modelo. Ao contrário de muitas garotas, ela começou na profissão um pouco mais tarde, quando precisou de dinheiro para ajudar no tratamento de câncer da mãe. Mesmo depois da perda da mãe, ela continuou na carreira e é muito famosa, além de ser linda. Quando dá de presente para o pai uma viagem de lua – de – mel com a madrasta Vivian, ela não esperava que ele fosse leva – la junto e a meia – irmã, Penny. Quando chega até lá logo se vê encantada por um homem que estava sempre as sombras, nunca mostrava o rosto ou estava passeando e desfrutando de tudo que o navio tinha a oferecer. Quando um problema muito sério acontece com ela a bordo e o misterioso a salva, ela fica mais próxima de descobrir o seu segredo e de finalmente se apaixonar, pois de maneira estranha, aquele desconhecido não queria apenas sair em fotos e jornais do mundo inteiro ao lado da bela modelo Belle. Ele gostou da maneira com que foi tratado quando tudo o que se preza é a aparência.

Adorei a maneira sutil como a Meg abordou o tema de ‘julgar pela aparência’ no conto e a solução que ela deu para o nossos misterioso Fera ser o que é. E mesmo assim é fácil de acompanhar, acreditável e algo que eu acho possível acontecer. Se não do jeito que foi descrito, alguns trechos com certeza. A releitura aqui ficou parecida, remete realmente ao conto original e não fugia da proposta. Adorei!
Então, talvez eu tenha que ser o tipo de namorado que faça as coisas por você até que a sua memória melhore. Talvez seja bom que as pessoas me confundam com um monstro, se terei que proteger você de imbecis como aquele do corredor. Agora, por onde eu começo? Por aqui? – Ele me beijou de novo, desta vez no rosto. – Ou por aqui? – Seus lábios encontraram os meus.
Princesa Pop foi o conto que Paula Pimenta nos apresenta como sua contribuição para o livro. Eu nunca li nada da autora, mas confesso, foi o meu conto favorito aqui. A sua releitura para Cinderela ficou tão bem formulado e articulada, que mesmo com as semelhanças você se envolve e se encanta pela história. Confesso, fiquei com corações no lugar dos olhos.

Cintia é uma adolescente comum… e com muitos problemas para lidar também. Os pais se separaram (ela flagrou o pai traindo a mãe dentro da própria casa) e com o novo rearranjo, acabou indo morar com a tia, já que se recusou a ir morar com o pai, a madrasta e as filhas gêmeas dela, e a sua mãe foi embora para o Japão a trabalho. O que ela pensou que fosse temporário acabou se tornando definitivo. Porém, um problema ocorre e para soluciona – lo ela precisa recorrer ao pai. O que ela não esperava, porém, é que fosse ser convidada para no mesmo telefonema para o aniversário de 15 anos das “irmãs”. O problema era maior, no entanto, já que nas horas vagas – e tudo acordado entre ela e a sua responsável – ficou combinado que ela poderia trabalhar como DJ com o namorado da tia. A confusão toda se dá quando o pai diz que só irá ajuda – la se ela aparecer na festa e ela descobre que a festa que ela iria trabalhar era a mesma das irmãs! Como resolver o problema, já que o pai não pode nem sonhar que ela está trabalhando?

Deu se um jeito aqui e outro ali. Ela tocaria durante uma parte da festa – em que estaria caracterizada para não ser descoberta – e depois apareceria rapidamente para poder dizer ao pai: ‘Ei, estou aqui. agora cumpra a sua parte no acordo’. O que a Cintia não esperava era conhecer um garoto fofo e tão apaixonado por música quanto ela. Ele não conheceu a sua identidade nem ela a dele e quando ela vai embora e perde um dos pares do seu all star, Fredy Prince, o vocalista da banda que a Cintia mais detesta diz estar atrás da dona do tênis.. que é ela! Entre muitas reviravoltas, Cintia tenta se descobrir e descobrir realmente que é aquele garoto que mexeu com sua cabeça, enfrentar a sua nova família e lidar com a saudade de ter a mãe tão distante.

O que eu mais gostei nesse conto foi como a Paula conseguiu algo criativo e diferente para recriar o conto de acordo com a sua imaginação. Ele é cheio de detalhes mas tudo vai se encaixando perfeitamente. E fala sério, todo livro que tem uma pitada de música consegue conquistar meu coração e acho que foi aí que a autora me conquistou de vez. O mais incrível, é que apesar de serem contos pequenos e rápidos, esse foi o que eu mais senti intensidade de emoção. A Paula conseguiu resgatar de uma forma muito inteligente e atual o conto e trazê – lo para a atualidade de maneira segura e direta. E sem perder aquele toque de conto de fadas. Meu preferido. <3

– Até hoje eu não sabia o nome dela. Por isso a chamava por vários apelidos… DJ Cinderela. Rainha de Copas. E o meu preferido, que acho que não conseguirei me desacostumar, pois é exatamente isso que ela é: uma princesa.

Eclipse do Unicórnio foi a releitura escrita pela Lauren Kate. E como já era de se imaginar (pelo menos para mim): detestei. A autora – como sempre – viajou, sua história foi a única que não teve a mesma sintonia das outras autoras (a sensação que eu tive é que ela não entendeu o que queriam quando pediram para reescrever o conto) e o único que teve uma pegada sobrenatural, fugindo totalmente do foco dos outros contos que trouxeram todos para a realidade atual, a começar pelo título. Pode parecer implicância, por eu já ter lido Fallen e detestado. Mas eu já imaginava que não fosse gostar dessa história em especial. Confiram como foi com Bela Adormecida.

Percy estava inconformado com o término do namoro. Amber tinha se aproximado, fez com que ele se apaixonasse e depois que a viagem para a França com toda a turma da escola estava marcada (e paga!!) ela simplesmente disse ‘eu não quero mais, encontrei um carinha de uma banda por quem sou apaixonada’ e o mundo de Percy caiu. Ele vai para a França com a escola e quando chega lá acaba encontrando um castelo e blá blá blá e aí ele encontra uma menina dormindo e blá blá blá e tem duas fadinhas ao redor (isso mesmo) e blá blá blá e ele beija a garota e ela acorda blá blá blá e pronto. Eles ficam correndo em cima de um unicórnio pelo jardim e fim.

Nem paciência para escrever um resumo da história eu tive, desculpa. A única, ÚNICA PARTE, que se salva nesse conto da Lauren Kate é um continho sobre essa garota quando bebê que está dormindo, de quando ela nasceu e etc. APENAS ISSO. Eu nem tenho muito o que falar. Quando eu pensei no projeto do livro, imaginei como as outras autoras fizeram: pegaram características e o enredo dos contos originais e trouxeram para a realidade atual. Aqui não. Continua com uma pegada sobrenatural bem tosca e as explicações banais me fizeram saltar alguns parágrafos para terminar logo. Sem quote para essa releitura.

Do Alto da Torre foi o conto que a Patrícia Barboza escreveu e um que eu gostei bastante pois tem uma carga sentimental muito fofa e forte aqui. Ela trouxe para a modernidade o conto de Rapunzel.

Quando criança, Camila ficou bastante doente. Numa tentativa desesperada de salva – la, a tia Laura apelou para todos os lados e fez uma promessa: se a menina melhorasse, não deixaria ela cortar o cabelo até quando completasse 15 anos. A data estava chegando a menina estava feliz de se livrar dessa cabeleira toda. Camila tem um amigo, o Pedro, que é apaixonado por ela, porém, ela nem se dá conta disso. Foi ele quem a transformou em um sucesso de vídeos na internet, postando seus vídeos dela caracterizada cantando. Quando a tia da Camis descobre é aquele auê, né? Porque ela é super protetora (e chata) e expulsa o menino de lá, que acaba sendo atropelado. O que nos interessa aqui é que a Camila corta seu cabelo, faz muito sucesso e ainda se apresenta na competição na escola e mostra para todos quem ela realmente é.

O que eu mais gostei no conto da Patrícia foi a sutileza com que ela utilizou das palavras para narrar os fatos e a quantidade de sentimentos bonitos que tem em apenas um conto. A Camila vendeu o cabelo, com o dinheiro teve uma atitude belíssima e ainda descobriu o destino do mesmo.

Acho que a magia dos contos de fadas está justamente aí. Não é matar o dragão, escalar a torre ou derrotar a bruxa. […] a magia está justamente em encontrar o amor e a felicidade nas situações mais simples. E isso é bom, já que está lá para qualquer um que se permita enxergar.

Para completar, eu achei muito lindo o trabalho editorial realizado. É tudo colorido e no início de cada capítulo ainda tem uma ilustração. Só posso dizer que fiquei in love.

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