Editora Intrínseca, Resenhas

gsTítulo: Como Eu Era Antes de Você Título original: Me Before You Autora: Jojo Moyes Ano: 2013 Editora: EDITORA Número de páginas: 400

Sei que essa não é uma história de amor como outra qualquer. Sei que há motivos para eu nem dizer isso. Mas eu amo você. De verdade.
Depois que eu li A Última Carta de Amor, confesso que eu gostei muito da Jojo. O primeiro livro me deixou um pouco triste e revoltada pela maneira como as pessoas influenciam nas nossas escolhas e como nosso destino é modificado por causa dessas decisões.

Em Como eu Era Antes de Você vamos conhecer Louisa e Will, nossos personagens principais nessa história que me fez lacrimejar. Não. Lacrimejar seria desmerecer as minhas lágrimas. Porque eu me emocionei muito. Ela mora na mesma cidadezinha desde sempre, nunca pensou em se mudar, não tem muitas ambições na vida. Seu namorado é Patrick, tem alguns anos que estão junto, ela ajuda em casa e… só. Ele era um homem de negócios, que amava se aventurar pelo mundo, tinha uma namorada lindíssima e tudo ia maravilhosamente bem. Até ela ser mandada embora. Até ele sofrer um acidente. Até ambos saírem de suas zonas de conforto e se confrontarem. Até eles se conhecerem e descobrirem mais sobre um e o outro. Até eles se desentenderem e entenderem. Até eles se apaixonarem. Até Louisa lutar pela vida. Até Will desistir de viver.
O que você faria se o amor da sua vida desistisse de viver? Você lutaria por ele?
Quando Lou perde o emprego e a única vaga aparente que se tem é cuidar de um tetraplégico, ela esbarra com Will e vê nessa nova chance a única oportunidade para ajudar os pais com as despesas da casa, uma vez que não tem qualificação nenhum em outras áreas. Sem opção, acaba aceitando o emprego. E detestando. Will é uma pessoa difícil de lidar e depois do acidente e da maneira como ficou, tudo é motivo para ser hostil e destratar quaisquer pessoas. Foi a forma que ele encontrou para lidar com a dor, para lidar com a situação, para continuar vivendo, depois de ter perdido tudo. Aos poucos, porém, Louisa consegue ir quebrando as barreiras construídas por Will e se aproximando; conhecendo o homem que ele é, aprendendo a lidar com suas atitudes, criando um elo de carinho e rompendo os obstáculos criado por ele.

Aos poucos eles vão traçando planos juntos, principalmente por insistência de Lou. Mas as decisões de Will podem afetar profundamente toda essa relação construída, de maneira irreversivel.
Ser atirada para dentro de uma vida totalmente diferente – ou, pelo menos, jogada com tanta força na vida de outra pessoa a ponto de parecer bater com a cara na janela dela – obriga a repensar sua ideia a respeito de quem você é. Ou sobre como os outros o veem.

Demorei a escrever a resenha desse livro, pois terminei a leitura abalada emocionalmente. Ele é cheio de emoções intensas e você próprio começa a se debater até onde começa o seu direito de intervir nas decisões das outras pessoas, até que ponto você pode ajudar e sofrer por uma pessoa. Você conhece o Will e começa a entender os motivos de suas ações. A Lou o conheceu e mesmo assim não desistiu. Ela tentou mostrar como ele poderia viver, como ele ainda poderia aproveitar a sua vida mesmo com as dificuldade que qualquer pessoa passa, mesmo que as dele fosse um pouco mais complicadas.

A narrativa é emocionante, onde você observa pelo ponto de vista de Lou (na maior parte das vezes, já que outros personagens também contribuem) como é o dia a dia de Will, como as pessoas ao seu redor o tratam, como é difícil sua vida depois do acidente, como ele não conseguiu se recuperar totalmente de tudo o que perdeu. E como é triste ver uma pessoa que tinha tudo de repente precisar de qualquer pessoa para fazer as tarefas mais simples, como se alimentar e banhar.
Sei que essa não é uma história de amor como outra qualquer. Sei que há motivos para eu nem dizer isso. Mas eu amo você. De verdade.
Eu deixei minhas lágrimas caírem porque eu fiquei emocionada com a força de vontade da Lou. Porque o Will me cativou, mesmo quando agiu de forma intransigente. Porque Como Eu Era Antes de Você é romance ficcional, contudo, cheio de realidade. Eu fiz algumas pesquisas sobre alguns temas abordados no livro e descobri que são verdadeiras. E meu coração se apertou, porque imaginei: se o Will tomou uma decisão que afeta ele e a família, tem outras pessoas passando verdadeiramente por isso.
E eu terminei sem saber como eu me sentia, com um turbilhão de emoções me puxando para todos os lados. Aqui temos tantos pontos a analisar, como por exemplo a decisão do Will, a decisão de Lou, o que você faria por uma pessoa desconhecida para você, até onde você iria para salvar alguém que ama… A JoJo foi tão astuta e fiquei me perguntando como foi o processo de criação da história. É impossível alguém escrever algo tão triste e tão nobre ao mesmo tempo e não ser profundamente afetado.
Sei que podemos. Sei que não é como você queria, mas posso fazer você feliz. Só sei dizer que você me transformou… numa pessoa que eu nem imaginava. Você me faz feliz, mesmo quando é horroroso. Prefiro estar com esse você que você deprecia do que com qualquer outra pessoa no mundo.
Os personagens principais são bem construídos. O Will ajuda a Lou e vice – versa. Você percebe generosidade, respeito, gratidão e amor emanando deles. É reflexivo tantos sentimentos envolvidos em um livro só. Recomendo, mas você já sabe que irá chorar. Ou que seus olhos vão no mínimo lacrimejar. E que você será outra pessoa quando terminar esse livro.

9 Comentários

  1. Gabriela disse:

    Eu terminei esse livro um pouco abalada também.

  2. Amanda disse:

    Acabei de ler esse livro neste exato momento. Não sei nem o que falar, é uma mistura de sentimentos. Talvez seja uma mistura de tristeza, com alegria, com respeito, adimiração e tantas outras coisas que fica difícil de explicar.
    Simplesmente lindo. Minha cara está super inchada no momento e provavelmente estará mais ainda amanhã cedo. Hahahaha

    Adorei a resenha, e concordo com você como ela conseguiu escrever algo assim? Eu me perguntava como que um autor tinha coragem de dar certos fins aos seus personagens, mas hoje em dia penso que é exatamente por conhecer seu personagem e cria-lo tão bem que os autores precisam dar um fim digno à eles, custe o que custar, doa à quem doer.

    Parabéns pelo blog e YouTube, depois que comecei a te seguir no YouTube eu não perco mais nada.
    Beeeeijos

  3. Ana Cláudia disse:

    Olá, Rafa!!!
    Acabei de encontrar seu canal no YouTube e achei seu blog.
    Fiquei muito curiosa com relação a sua impressão desse livro, pois Lino início do ano e eu também fiquei muito… como direi, impressionada.
    Tem fui fazer pesquisas com relação a alguns fatos expostos pela autora.
    Não ou te dizer que ele foi o livro do ano, mas mexeu muito comigo…
    Bjs ?

    • Raphaela Raphaela disse:

      Com quem não mexeu, Ana? É um livro que você termina e continua pensando e refletindo na história!
      Fico feliz com seu comentário! Beijo

  4. Renata da Silva disse:

    Oi Raphaela!
    Eu comprei esse livro e vou começar a lê-lo!
    Fiquei com vontade de ler por causa do filme (que ainda não vi e, acredito que irei assisti-lo somente depois de ler o livro) e, agora que vi sua opinião sobre o mesmo, estou mais interessada em ler!
    Obrigada e, assim que terminar, eu digo a minha opinião sobre ele.

    • Raphaela Raphaela disse:

      Oi, Renata! E qual foi a sua opinião?
      Obrigada pelo seu comentário e visita espero que tenha gostado do livro!
      E depois do filme! Um beijão!

  5. G. Gonzatti disse:

    Eu chorei porque não é uma história real, mas é a realidade de muita gente. Me dói muito, muito mesmo, saber que nem mesmo o amor – essa coisa linda que a gente sente volta e meia por alguém – pôde fazer Will querer continuar a viver. Isso é realmente muito triste. Me coloco no lugar da Lou e não sei como seria minha reação. A impotência, o desespero de fazer alguém feliz, mas não o suficiente… Seria bacana fazer uma resenha do filme também, não sei se vocês fazem isso aqui no blog, mas acho interessante!

    • Raphaela Raphaela disse:

      É, nem mesmo o amor fez o Will aceitar um novo “tipo/estilo” de vida . É uma escolha difícil, mas quem poderia julgá-lo por não querer mais viver assim? Eu comentei sobre o filme na FanPage do Blog no Facebook. Fui convidada pela Editora a ir na pré-estréia aqui em Brasília. Esperava mais emoção no filme. E mais uma vez não se compara com o livro.
      Obrigada pelo comentário, G. Gonzatti.

Todos os comentários passam por aprovação, antes de aparecerem aqui! Vamos ler e responder todo mundo com muito carinho!

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