Editora Record, Resenhas
[Resenha] Easy
06.jan.2014
gsTítulo: Easy Título original: Easy Autora: Tammara Webber Ano: 2013 Editora: Grupo Editorial Record Número de páginas: 305

Eu nunca havia notado Lucas antes daquela noite. Era como se ele não existisse, mas de repente parecia que ele estava por toda a parte.
Easy é o típico livro que tem tudo para se tornar um clichêzão de mão cheia e passar despercebido e ser apenas mais um livro. Só que a forma como a autora soube abordar e escrever faz a diferença. E é essa diferença que faz você se apaixonar pelo livros ~explode corações de todos os lados~.
Jacqueline resolve seguir seu namorado Kennedy para a faculdade que ele escolheu. O que ela pensou que fosse uma sábia decisão acaba se tornando seu tormento, quando no segundo ano do curso ela leva um fora do mesmo. Tipo, eu vim aqui por sua causa e o que eu faço agora? O mais ridículo é a resposta dele (é ridícula a desculpa, mas vemos essa decisão sendo tomada tão frequentemente que acaba se tornando normal). Ela está arrasada e procura desesperadamente algo/alguém que possa ajuda-la. E quando ela é quase estuprada depois de sair de uma festa e salva por um cara, que nunca viu antes, acaba descobrindo onde pode estar a sua maneira de fugir da tristeza enquanto Lucas aparece em todos os cantos que ela está, tornando assim indiscutível a atração que um tem pelo outro. Ao mesmo tempo, precisa se dedicar a uma matéria que está quase reprovando e quando o professor lhe oferece que estude com a ajuda de seu pupilo, Landon, Jacqueline se vê apaixonada por um cara que nunca viu e apenas falou por e-mail, por causa de seus horários apertados. Então, o que faz agora? Quando se está apaixonada pelo cara que a salvou em um momento de necessidade extrema e com aquele que a está ajudando quando o que qualquer pessoa faria era larga-la para se virar e estudar sozinha?
Eu nunca havia notado Lucas antes daquela noite. Era como se ele não existisse, mas de repente parecia que ele estava por toda a parte.
O livro começa tensa cena de tentativa de estupro que me fez arrepiar toda. E por um momento, enquanto lia, pensei em desistir porque, sinceramente, eu já vejo tanta coisa ruim acontecer fora do mundo literário que o que eu menos quero é ler sobre coisas e sentimentos que me afetam tanto. Mas quando eu estava quase pensando, o livro muda e aí eu já relaxei. O mocinho lindo apareceu e meu coração voltou a bater normalmente. E esse é um ponto forte no livro: além de abordar o tema estupro, a autora traz os conflitos e segredos de Lucas para o primeiro plano, atiçando nossa curiosidade para saber mais a respeito do rapaz. É uma descoberta gradual que fazemos juntos com a Jacqueline. É você se envolver a ponto do seu peito em algum momento se comprimir de tristeza pelo o que está lendo. E mesmo assim não deixa de ser belo. E o que é mais importante: ela não traz com estereótipos, pelo contrário, aborda de forma real.
 Com os olhos brilhando, ele olhou para mim.
— Jacqueline?
Eu pisquei.
— Sim?
— A noite que nos conhecemos… Eu não sou como aquele cara. — Sua mandíbula estava rígida.
— Eu sei que… — Ele colocou um dedo sobre meus lábios, sua expressão se suavizando.
— Então eu não quero que você se sinta pressionada. Ou subjugada. Mas eu, com certeza, quero te beijar agora.Desesperadamente. — Ele arrastou seu dedo sobre a minha mandíbula e na minha garganta, e depois em meu colo. Eu olhei para ele. Finalmente compreendendo que ele estava esperando por uma resposta, eu disse:
— Ok.
E aí chegamos aos personagens: não existe forma de não se apaixonar pelo Lucas. Ao contrário do que o próprio livro traz na orelha dizendo que ele é um bad boy romântico, eu não acredito nisso. Ele é um cara que sofreu muito com as perdas e traumas da infância, mas que de uma forma ou de outra tenta ser justo e ajudar as outras pessoas. Reaprendeu a amar, confiar e viver. Ele não é bardeneiro, não entra em confusão ou qualquer coisa do tipo e não tem aquela pinta de ‘tenho que fazer as coisas erradas porque vai contra o que as outras pessoas para que possam me acha o malvadão’. Ele é apenas lindo, carinhoso, generoso. E isso é muito, muito, muito fofo.  E temos um problema: eu não consigo enxergar o Lucas como o cara emo da capa do livro. Eu o imagino com o piercing e tal, mas essa franja aí me faz broxar totalmente quando eu penso nele. E aí eu viro o livro para não embaçar minha imaginação.
Já a Jacqueline é aquela personagem bem normal, bonita, inteligente mas sem ser monga. Ela começa a perceber que está muito envolvida e não fica se privando, apenas tenta entender com quem está se envolvendo e o que virá junto com esse envolvimento.
— Há algo que eu preciso dizer…
— Não é que eu não quero você. — Sua voz era suave, e ele não olhou para mim quando ele falou. — Eu menti, antes, quando eu disse que estava protegendo você. — Seu queixo subiu e olhamos um para o outro lado da sala. — Eu estou me protegendo. — Ele respirou visível, seu peito subindo e descendo. — Eu não quero ser o seu rebote, Jacqueline.
[…]
— Então por que você está assumindo esse papel? — Eu me desenrolei da bola pouco apertada que eu me tornei no canto do seu sofá, e atravessei a sala, lentamente. — Não é o que eu quero também. — Quando me aproximei, ele permaneceu congelado no lugar, sugando o piercing em seu lábio inferior.
E eu gostei tanto do livro, que quando eu terminei não conseguia escrever um texto rápido e controlar as emoções e vim aqui e escrever, sabe? E ele tem cenas que você fica com sorriso bobo no rosto, ou volta para reler porque sim, foi muito, muito, muito fofo e você quer reviver de novo. Eu gosto assim, personagens que não deixam de ser quem é e ainda são fofos e verdadeiros.

0 Comentários

Todos os comentários passam por aprovação, antes de aparecerem aqui! Vamos ler e responder todo mundo com muito carinho!

Nome: Email: Website:
Protected by WP Anti Spam

Assista aos Vídeos
Equalize da Leitura © 2010 - 2016 ♥ Todos os direitos reservados
Tema desenvolvido por Débora M.