Editora Planeta, Resenhas
gsTítulo: O Desconhecido Título original: The Stranger Autora: Portia da Costa Ano: 2013 Editora: Planeta Número de páginas: 304

Aqui o erro foi a autora pensar que qualquer fantasia sexual dela cabe dentro de um livro.
Cláudia Marwood é viúva e que está com fogo nas entranhas. O Desconhecido aqui será Paul, um cara que Claúdia vê a beira do lago que tem perto da sua casa tomando banho nu e que durante uma tempestade aparece na porta da sua casa madrugada adentro pedindo por ajuda, e percebe que é o momento de talvez tornar real todas as suas fantasias à beira lago com o moço. Ele por sua vez, não se lembra de quem é, de onde veio, o que aconteceu e blá blá blá. Claúdia, muito generosa, abriga esse homem que poderia estar enganando – a, mas beleza. Cada um com suas escolhas. Eles descobrem que tem muita química, se pegam e tal e de repente aparece a doutora Beatrice Quine que foge bastante do convencional, é excêntrica e atraente e dá mole não apenas para o Paul como também para Cláudia e todo mundo se pega e acabou o livro.

CHATO, é como eu defino o livro. É uma mistureba do caramba, com várias situações surreais em que até as cenas de sexo eu já estava pulando para terminar o livro. Não gente, sem condições de ficar lendo linha por linha de um lenga lenga sem tamanho que acontece aqui. Acho que eu fiquei mais entediada por conta do rumo que a história vai tomando do que por qualquer outra coisa.

Aqui o erro foi a autora pensar que qualquer fantasia sexual dela cabe dentro de um livro. O caso é que, para mim, não funciona pois às vezes essas sensações e desejos tem que ser compartilhadas apenas com o (a) parceiro (a) e/ou os-as. Não sei se consigo me expressar bem nesse momento, mas o lance é o seguinte: eu não estou interessada em ler um livro erótico mau escrito com enredo mirabolantes só porque a autora acha que viável.

Não é o primeiro livro da Portia que eu leio (resenha de Bem Profundo) e realmente paro por aqui. Ela não faz o meu gênero quando escreve erótico, sendo situações mirabolantes e surreais o seu ponto forte. Não sou puritana nem nada disso, aceito bem quase todo tipo de literatura erótica, mas é que é a autora é fraquinha demais no quesito. Mesmo sendo um livro erótico, tem que ter um pouco de senso, sabe? Eu sei que a maioria das mulheres não colocaria um homem desconhecido para dentro de casa com a boa vontade de apenas ajudar. Pode acontecer? Sim, mas aí é que está a diferença. Eu preciso me relacionar com a história a ponto de achar que ela realmente seja verdadeira e pé no chão. É necessário ter discernimento em dosar a sua história e não a tratar com frivolidade e vulgaridade para que ela seja aceita. Para que quem está lendo se sinta em conexão.

Conclusão: não indico nem para passar tempo. Em busca de livros eróticos, tem melhores opções no mercado. E percebo como os livros do gênero estão apelativos, com muita bobagem e sem qualidade.

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