janeiro 15, 2014Editora Jangada

Eu li e comento: ‘Quartas-feiras’ de Julie Bourbeau

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Eu recebi a missão da Editora Jangada e aceitei prontamente: ler o orginal do livro Quartas-feiras (título provisório da autora Julie Bourbeau. Terminei a leitura ontem e durante ela vários sentimentos me assaltaram, que eu comento mais a frente com vocês. O livro está previsto para ser lançado esse mês, mas a data pode ser mudada.
Confiram a sinopse e #vemcomigo descobrir o que aconteceu:

Quartas-feiras de Julie Bourbeau, é uma história arrepiante que lembra o livro CORALINE, de Neil Gaiman e OLIVIA RIM de Ellen Potter. Na metade da subida íngreme para o Monte Tibidabo há um pequeno vilarejo onde coisas muito estranhas acontecem … mas só às quartas-feiras. A maioria dos moradores já acostumada a este caos semanal, bloqueia as portas, fecha as janelas e ficam dentro de suas casas. Max, porém, é um menino que não gosta de ficar trancado.

Quando finalmente chegam as quartas-feiras, dezenas de estranhas criaturas com olhos prateados rondam pelo vilarejo causando um verdadeiro caos. Max inicialmente os acha muito divertidos, embora sejam um pouco traiçoeiros. Infelizmente, ele logo descobre que essas criaturas podem ser cruéis e perigosas. Após se divertir durante toda tarde com seus novos amigos, coisas horríveis começam a acontecer a sua família e a ele, e Max descobre que o problema é muito pior do que imaginava. Com a ajuda de improváveis e estranhos amigos, incluindo um velho um pouco louco, o cão mais feio do mundo, uma aspirante repórter de TV, um melhor amigo valentão, e um confuso parapsicólogo, Max deve escapar da maldição das quartas-feiras… ou tornar-se uma criatura deste dia.

Morar na vila que Max Valentino Bernard (10 anos, aventureiro e cansado de ficar em casa preso às quartas-feiras) mora pode ter alguns pequenos contratempos: toda quarta-feira os moradores se trancam dentro de casa. Os motivos? É um ritual porque as quartas-feiras são amaldiçoadas e quando qualquer pessoa sai as ruas nos dias de quartas-feiras, incidentes e acidentes ocorrem, quem podem ser apenas tropeçar quando você está caminhando tranquilamente a situações mais bruscas, como ter chiclete colado nos cabelos (e daí para pior). Má sorte total e completa. Mas Max fica entediado em casa e não acha que isso realmente acontece, até porque o Sr. Grimsrud fica sentado no banquinho com o seu cachorro e nada nunca aconteceu com eles, ora essa. Por que euzinho tenho que ficar preso em casa? Então, numa quarta-feira aniversário do Max, ele bate o pé com seus pais e sai de casa. Faz tudo que tinha vontade e claro, as quartas-feiras não dão mole e vários incidentes acontecem. Só que o inesperado acontece: ele descobre o que é a quarta-feira – uma criatura estranha, que tem a cabeça muito grande, braços que quase arrastam pelo chão e tudo muito desproporcional. E amaldiçoado por ter saído em um dia de quarta-feira, Max começa a ser amaldiçoado não apenas naquele dias, mas todos os outros! Um típico caso de quarta-feirite! (Adorei a expressão!) Só que o pior é que ele percebe que algo estranho está acontecendo com ele, pois estranhamente percebe que fisicamente está parecido com as quartas-feiras!
Okay, eu tenho que falar para vocês que eu só vi a capa do livro agorinha mesmo em que estou escrevendo sobre as minhas impressões. E confesso também que eu achei que seria um livro mais sombrio, voltado prara o público adulto, principalmente por causa da sinopse. Mas é um livro infantojuvenil, que eu colocaria que seria voltado par ao público entre 8 à 13/14 anos, mas sem nenhum problema para aqueles mais velhos que desejarem ler. O Max é uma criança que ama os pais mas que também tem aqueles momentos que não entendem o porque de suas decisões e não consegue compreender porque todos de um vilarejo não enfretam e descobrem o que aconteceu. Sabe aquele sentimento de criança, que vai da inocência ao super herói, de não entender porque algo não foi feito e aquela vontade fácil de fazer tudo isso rapidamente e dar um jeito no mundo? É isso. O Max é assim e essas características foram pontos importantes para a construção do enredo.
O início é um pouco repetitivo, principalmente porque fala muito em ‘quartas-feiras’, como acontece a maldição e tal e por isso eu acabei lendo um pouco mais devagar e parecia que a história não fluía. Senti que essa dose repetitiva foi balanceada com as doses de humor e brincadeirinhas que a autora utiliza, entre o Max e seus pais, entre o Max e seus amigos, entre Max e o especialista que a mãe entra em contato para ajudá-lo.

Eu não consegui me envolver totalmente com o livro, principalmente por causa do bloqueio de pensar ser um livro adulto. Do meio para o final da história, quando o Max descobre como as quartas-feiras existem e que muitas delas não são tão legais quanto parecem, comecei a me interessar mais. Em alguns momentos eu estranhei as atitudes e relação pais e filhos que foram narradas e em outros momentos fiquei completamente encantada.

O procedimento era simples. Tinha que olhar fixamente para o menino e recitar três palavras curtas. Mas precisava olhar e dizê-las com intensidade – com sentimento e vontade, maldade e malícia. […] Tudo estava como deveria ficar.
– Eu. Escolho. Você.
O bom aqui é que a autora fez uma brincadeira com as segundas-feiras, tão odiadas por todos. E as segundas-feiras aqui são as quartas-feiras, em que todo mundo está triste, cansado e pensando: ‘caramba, amanhã começa a mesma rotina de novo!’ Mas aqui, as quartas-feiras transformam as crianças nessas criaturinhas que gosta de pregar peça nos outros. Claro, não é só isso já que o desenvolvimento traz as respostas para os questionamentos e fluidez do texto. Pelo que eu li nas resenhas no Goodreads, o livro original é ilustrado *——–*

Fiquei curiosa para saber como eram os desenhos (na versão americana ela foi feita pelo Jason Beene) e pesquisando encontrei alguns que são lindos! O moço fez outras ilustrações e as minhas preferidas são as coloridas!

Olha como são as Quartas-feiras!
Max e o seu irmão, o bebê Leland.

O trabalho de uma quarta-feira nunca acaba
Enquanto a quarta-feira sobre sua cabeça desaba
Ficamos atentos ao relógio, às suas doze badaladas,
para voltarmos de perto, de longe, apressadas.
Nunca nos atrasamos – não podemos! -,
porque perderíamos o portal.
Nem ousamos sair, bem sabemos,
Enquanto da quarta-feira houve sinal.
Um último comentário: Quinta-feira é o nome do cachorro do Sr. Grimsrud e confesso que fiquei ainda mais apaixonada, primeiro porque todo livro que tem cachorro eu já tenho corações saltando dos olhos e segundo porque ele é descrito como um cachorrinho de aparência feia, mas a coragem e o amor dele é o que se destaca na história, tornando – se assim umas das principais e importante passagens do livro. ♥

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