Editora Intrínseca, Resenhas
gsTítulo: Dias de Sangue e Estrelas Título original: Days of Blood and Starlight Autora: Laini Taylor Ano: 2013 Editora: Intrínseca Número de páginas:448

Era uma vez um anjo e um demônio segurando um osso da sorte que, ao ser partido, dividiu o mundo em dois.
Fiquei um ano esperando o lançamento de Dias de Sangue e Estrelas. E aí que no final do ano passado a editora lançou e eu surtei e foram corações explodindo de alegria de todos os lado. Parei de ler tudo, exatamente tudo que eu estava lendo e me joguei na leitura. E foi surpreendente! Mais uma vez a autora conseguiu me envolver, conquistar e mostrar que a sua criatividade para esse livro é algo inacreditavelmente bom. Se a resenha de Feita de Fumaça e Osso foi cheia de vídeos, imagens e fotos com essa eu vou tentar ser mais sucinta e ir direto ao ponto. Inevitavelmente terá algum spoiler.
Quando o primeiro livro terminou, Karou descobriu que foi já foi uma quimera conhecida como Madrigal e que se apaixonou por um anjo, Akiva, na guerra travada há anos. Quando Madrigal foi morta pelo seu povo, Brimstone colheu sua alma e a colocou em um corpo novo e totalmente humano. Só que Akiva nunca perdoou o povo pelo que aconteceu e deu início a uma matança sem fim, que resultou na morte de Bromstone e das únicas pessoas que Karou conhecia como família. Com a ajuda do anjo caído Razgut, Karou retorna ao mundo onde toda a sua história com Akiva começou e o encontra destruído e acabado, onde a guerra passou e deixou as suas marcas.
Com o objetivo de ajudar a sua raça e sabendo que aprendeu com Brimstone como ressuscitar seus irmãos que morreram durante a batalha, Karou pega para a si a função de restaurar as almas que foram guardadas e reconstruir o exército de quimeras na luta contra os anjos. No meio desse processo, porém, terá que lidar com almas que a afligia desde quando era Madrigal e aturar o temido Lobo Branco: o mesmo que a executou quando ela ainda vivia no corpo de quimera.

Era uma vez um anjo e um demônio segurando um osso da sorte que, ao ser partido, dividiu o mundo em dois.
Enquanto isso no mundo dos anjos, Akiva está sofrendo pois pensa que Karou está morta e mesmo em sua dor, retorna para o exército dos anjos e reencontra seus irmãos Liraz e Haezel. Só que eles não esperavam que serafins começassem a morrer de uma hora para outra e de forma brutal, deixando bem claro a mensagem: estamos de volta. Joram, o imperador do anjos decreta que todo e qualquer quimera encontrado deve ser morto enquanto os anjos procurarão descobrir quem está retornando com os quimeras que já foram mortos. Akiva e Karou agora estão em lados diferentes em uma guerra sangrenta que atravessa os séculos. Como cada um vai reagir quando descobrir que estão trabalhando em lados opostos da mesma guerra?
Compaixão gera compaixão, assim como sangue gera sangue. Não podemos esperar que o mundo seja melhor do que aquilo que o fazemos ser.
A sequência é extraordinária. Aqui os meus sentimentos ficaram confusos entre raiva, impotência, aflição em vários momentos: quando o Lobo Branco aparece e o seu sentimento de inveja fica tão nítido ou quando ficamos sabendo que os anjos de sexo feminino tem que se submeterem ao Joram, sendo obrigadas a fazerem sexo com alguém abominável ou quando Liraz luta fortemente para que esse sistema seja revisto. Enfim, é um misto de emoções que nos impregna já nas primeiras páginas, onde encontramos uma Karou mais deprimida, perdida e melancólica em contrapartida com Zuzana que mais uma vez se destaca no livro, fazendo todo o diferencial. Inclusive quando ela se mistura no mundo das quimeras, achei meio surreal primeiramente. Mas depois percebi que a ajuda dela foi indispensável para manter Karou sã e que ela conseguiu conquistar até os corações dos monstregos.
É impossível não falar o quanto nos aprofundamos no mundo dos quimeras e dos anjos, já que a autora soube dosar todos esses momentos especiais para que tivéssemos acesso mais amplo do que estava acontecendo de ambos os lados. Aqui é incrível saber como Brimstone e Karou fazem para criar os corpos para que os quimeras retornem, escolhendo os dentes para que eles se encaixem nas melhores qualidades que um quimera possa ter de um corpo fisicamente, já que a sua alma/espírito continuam sendo o mesmo.
Aquela não era uma ciência exata, para começo de conversa, e proporção asa-peso… bem. Se Karou soubesse o que seria quando crescesse, talvez tivesse prestado mais atenção em certas aulas na escola. Ela era uma artista, não uma engenheira.
Sou uma ressurreicionista.
O pensamento lhe ocorreu de repente, óbvio e estranho como sempre.
O final me deixou angustiada porque eu queria maaaaaaaaais! Na verdade, EU QUERO MAIS AGORA! Foi tipo maldade porque, para mim, o final do segundo livro e o terceiro serão o ápice de tudo e estou ansiosa para saber como a autora vai lidar com todos os personagens, guerra e elementos que ela criou e trouxe para esse universo. Eu simplesmente não consigui abandonar o livro, nem desgrudar e li em um dia. É interessante que ela não se perde, sabe o que está fazendo e a sua narrativa só atrai mais ainda. Mais uma vez: dêem a oportunidade de vivenciar auma história onde os anjos nem sempre são os bons e onde os quimeras – que eram para ser os malvados – conquistam seu coração. Essas mudanças são atrativas do ponto de vista de que você sempre vai ficar em dúvida em quem acreditar ou em quem é ou não bom realmente.

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