Editora Bertrand, Resenhas
Título: Nudez Mortal
Título original: Naked in Death
Autora: J.D. Robb/Nora Roberts
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2004
Páginas: 350

Livro no Skoob
Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.
No primeiro livro da série Mortal, Nora Roberts escreve sob o pseudônimo de J.D. Robb. Como eu já disse incontáveis vezes em resenhas de livros da autora, sou uma fã e já li mais de 150 livros dela, facilmente. Sendo este o caso, sempre senti que negligenciava o trabalho dela por não conhecer a fundo sua série mais aclamada, série que possui uma extensa fila de livros – mais de quarenta. A minha ideia foi sempre terminar de ler todas as séries e livros independentes dela antes de começar a série, ao qual eu me dedicaria por completo. Não foi isso que aconteceu; todo o burburinho a respeito de Eve e Roarke fez com que eu adiantasse meus planos… E me apaixonasse mais uma vez.

O ano é 2058 e Eve Dallas é uma policial de Nova Iorque especializada no departamento de homicídio. O fato de a história se passar no futuro foi algo que imediatamente me chamou a atenção e cativou, principalmente porque não só a tecnologia se desenvolveu muito com o tempo, mas também o próprio ser humano… Que estaria mais “civilizado”, por assim dizer. O número de homicídios havia decrescido bastante, principalmente por motivações como dinheiro e sexo e crimes passionais, mas ainda existia.

Foi por isso que quando Eve chegou ao local do crime, encontrou o corpo da neta do senador que trabalhava como acompanhante e viu como ela tinha sido morta, de uma maneira grotescamente simbólica, soube que aquele caso não seria como os outros. E quando conheceu o bilionário Roarke, que surgiu como o principal suspeito pelo crime, e começou a desenvolver sentimentos por ele, teve certeza de que seria diferente. E logo em seguida Eve se encontrava em uma luta contra o tempo, o assassino estava se revelando um serial killer e parecia querer se exibir para uma pessoal em especial: ela própria.

A história começou prometendo muito… E não decepcionou um segundo sequer. Embora a sinopse incite erroneamente que o foco da história seja o romance, na verdade o livro é muito bem dividido entre suspense e romance. Ele tem um dom dark típico da rotina na vida de uma policial de homicídios e é bem provocante, tanto pela forma padrão em que os assassinatos são cometidos como pelo fato de que o culpado começa a se comunicar com ela em específico, debochando do fato de que cada morte representava mais uma vez que ela ainda não tinha conseguido captura-lo.

É deliciosamente intrigante. E mais intrigante ainda? Roarke. Eu já tinha lido tanto a respeito dele que sentia que já o conhecia antes mesmo de ler. Nunca tinha lido nada ruim a respeito dele e agora entendo por que. Ele é o típico herói da Nora Roberts que te fascina, e te diverte, e te faz suar tudo ao mesmo tempo. E é incrível a forma como mesmo na medida em que o relacionamento entre ele e Eve evolui, a sombra de que ele estava sob investigação se espreitava. Ele a enlouquecia sem tentar muito, e o sentimento era compartilhado.

Parte do encanto dele é a quantidade absurda de dinheiro da qual ele dispõe, e não necessariamente pelo poder de compra que isso traz, mas por que ele não se incomodava nenhum pouco em esbanjar o que tinha se fosse em nome do conforto. Roarke já havia passado muito perrengue na vida e tinha lutado muito para chegar aonde chegou, ninguém iria fazer com que se sentisse culpado por ser rico. Nem mesmo Eve.

– Eu quero te ver de novo. – ele parou, segurou o rosto dela entre suas mãos. – Eu preciso te ver de novo.

Sua pulsação acelerou; como se não estivesse conectada ao restante de seu corpo. – Roarke, o que está acontecendo aqui?- Detetive. – Ele se inclinou, tocou os lábios dela com os dele. – Circunstâncias indicam que estamos tendo um romance.

E Eve é igualmente intrigante. E incrível. Ela é o tipo de mulher que sabe se cuidar e que me inspira. Ela não tem lembrança dos primeiros oito anos de sua vida porque seu cérebro propositalmente escondeu as memórias dolorosas, para poupa-la. Ela sempre tinha recusado qualquer tipo de tratamento para reverter o quadro; o que ela não sabia não poderia machuca-la… Ou assim ela pensava. Não é dito com todas as letras no livro o que aconteceu com ela, mas se pode ter uma ideia pelas poucas informações que escapam. E o seu passado não é nenhum mar de rosas.Faz alguns meses que li esse livro e estou conseguindo me controlar bem ao escrever por isso. Mas não se enganem pela falta de exclamação de palavras e minhas manias características nas resenhas de livros que amo, Nudez Mortal me surpreendeu porque ao mesmo tempo em que é diferente dos outros trabalhos da autora, tem um tom de familiaridade muito gostoso. O desfecho do suspense é incrível e repugnante ao mesmo tempo; o desfecho do romance… Bem, não há um desfecho. O final é o começo de outra história… História essa que será sequenciada em mais muitos e muitos livros.

– Você… Roarke. – Com os olhos enchendo de água, ela procurou por outro lenço. – Jesus, Eve, Jesus Cristo, você nunca dorme com ninguém. E está me dizendo que dormiu com Roarke? – Isto não está totalmente correto. Nós não dormimos.

A forma como a autora nos mantém ávidos por saber quem está por trás dos crimes é de arrepiar e os personagens são muito bem construídos. A forma como Eve se questiona todo o tempo a respeito de seus instintos, medindo as consequências caso estivesse errada sobre Roarke… Ela estava pondo sua carreira em risco cada vez que encontrava com ele. E será que valeria à pena?O amor nos faz agir de maneiras as quais nunca agiríamos em outras circunstâncias, se fosse Roarke o culpado… Será que o sentimento que ela tinha por ele faria com que achasse plausível qualquer que fosse sua justificativa? Será que tinha justificativa para aquele tipo de crime?

A verdade era que por mais que a sociedade houvesse evoluído num mundo futurístico relativamente melhor, não havia forma mágica potente o suficiente para reprimir os instintos mais primitivos do homem.

Ainda não posso afirmar como muitas fãs da série que Eve e Roarke são meu casal favorito da Nora, porque li apenas um livro deles e apesar de ter tido uma boa dose dos dois, a verdade é que esse livro foi mais uma introdução ao que será a história deles… Ainda há muita coisa pela frente. Mas que eles me conquistaram desde o início, isso com certeza. Nora Roberts possui uma fórmula mágica de sucesso: e não importa a história, não importa o gênero, não importa o casal, ela me tem na palma da mão.

Oh, eu me apaixonei perdidamente por Roarke. Roarke. Roarke. Roarke. E muito, muito pela Eve. Eve. Eve. Eve. Eve. Roarke. Eve. Roarke. Eve. Roarke. Só queria deixar isso claro… Tudo o que diziam sobre os dois? Era verdade!

– Você sabe, detetive, você usa sua arma do mesmo modo que outras mulheres usam pérolas. – Minha arma não é um acessório da moda.

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