Editora Intrínseca, Resenhas
[Resenha] Silo
28.jul.2014
gsTítulo: Silo Título original: Wool Autor: Hugh Howey Ano: 2014 Editora: Intrínseca Número de páginas: 512

A vida dela ainda não havia acabado, ela decidiu. Apenas era o que parecia.
Já há algum tempo o gênero distopia tem invadido nosso mundo literário e ganhado destaque. Particularmente eu não li muitos livros a respeito, mas conheço diversas histórias e simpatizo muito com o gênero. Se você faz parte do fã clube, considere Silo.

A premissa da história promete em si por representar algo que é bastante discutido, embora não muito levado a sério pela sociedade em geral: a extinção do mundo o qual conhecemos. Gosto especialmente de histórias que me fazem questionar a realidade, considerando que de um jeito ou de outro a ficção possa se tornar realidade.  No livro, o ar está contaminado por toxinas e o caos se instalou no ambiente comum, inviabilizando a habitação. Para sobreviver, os humanos se abrigaram em um silo – um prédio subterrâneo que interliga 144 níveis/andares através de uma estreita escada. Cada “andar” é responsável por uma atividade em prol da vivência do grupo, como cultivo de alimentos e produção de energia.
O silo é rigorosamente controlado, arrisco dizer: um regime um tanto totalitário. Era uma verdadeira calúnia alguém questionar a forma como eles viviam e tentar ter ideias a respeito do que havia do lado de fora. Allisonafirma querer sair do silo, causando choque em todos, principalmente em seu marido, o xerife Holston.

Melhor se juntar a um fantasma, do que ser assombrado por eles. Melhor não ter vida do que ter uma vida vazia.

Como punição, ela é enviada para a Limpeza – de dentro do Silo, os sobreviventes tinham um vislumbre de como era o ambiente externo, mas com o tempo as lentes das câmeras ficavam sujas, e precisavam ser limpas. Aí se dá a grande questão inicial: por que as pessoas que eram enviadas para a Limpeza – e que não eram aceitas de volta no Silo já que estariam contaminadas com as toxinas – realmente se preocupavam em executar a atividade, se uma vez do lado de fora as autoridades do Silo não tinham mais nenhum controle sobre elas?
Depois de três anos da presumida morte de sua esposa, Holston decide ver por ele mesmo o que ela queria dizer quando antes de sair, disse que tinha descoberto que mentiras eram contadas a eles. Holston queria entender o desejo que ela teve de abandonar tudo o que conhecia pelo inesperado. Ele decide deixar o silo. Deste modo, a prefeita precisa indicar outra pessoa ao posto de xerife. Juliette assume o cargo. Mas ao decidir investigar alguns assassinatos, acaba se condenando a pior punição: a Limpeza. E aí começa a história.

– Acho que o que estou dizendo é que, se você realmente quiser dar um emprego a Jules, tenha cuidado.
– Por que ter cuidado? – Marnes perguntou.
– Porque ela com certeza vai fazer o trabalho. Mesmo que você não espere isso dela.

Vou manter a resenha curta para evitar soltar informações que não devo, o ponto importante mesmo é: é uma ideia muito boa e um livro muito bem escrito. Mas… Ele é muito, muito lento. Eu me peguei desejando que a história acabasse de uma vez, e isso não pode ser algo bom. Eu ultimamente não tenho tido mais a paciência de antigamente para ler livros grandes, e o problema de Silo foi que ele foi desnecessariamente extenso: linhas e linhas e linhas de informações irrelevantes à história.
Mas se você não se importa com esse porém, recomendo que tente sim. Qualquer história que nos convida a reavaliar nossa condição humana de “protetores” do local onde nós vivemos é uma boa pedida. O planeta também é a nossa casa, e parece que constantemente nos esquecemos de cuidar dele. De qualquer modo, o interesse real pela história demora um pouco a acontecer, mas consegue arrebatar nossas mentes quando finalmente acontece.

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