Editora Arqueiro, Resenhas
Título: Bem-Casados

Título original: Savor the Moment
Autora: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Número de páginas: 288

Livro no Skoob

Bem-casados, terceiro livro da série Quarteto de Noivas, é uma linda história sobre a doçura do amor. Quando terminar de lê-lo, você terá certeza de que os sonhos podem se realizar das formas mais inesperadas. Parker, Mac, Emma e Laurel, amigas de infância, ganham a vida realizando o sonho de inúmeros casais apaixonados. As quatro são proprietárias da Votos, uma empresa de organização de casamentos. Após ter trilhado um caminho muito duro para conseguir ser alguém na vida, Laurel McBane se tornou a criadora dos bolos e quitutes mais lindos e saborosos do estado. Ela preza sua independência acima de tudo e não aceita que ninguém interfira em suas decisões. Talvez por isso, apesar do sucesso profissional, ainda não tenha se entregado ao amor. Apaixonada desde sempre por Delaney Brown, irmão de Parker, ela nunca teve coragem de revelar seus sentimentos. Afinal, sabe que é como uma irmã para ele. Advogado da Votos, Del se sente responsável por cuidar não só dos assuntos burocráticos da empresa, mas também do bem-estar das quatro sócias. Porém, sua postura paternalista e superprotetora começa a gerar desentendimentos entre ele e Laurel. Mas essas diferenças de opinião também fazem ferver uma química que vinha cozinhando em fogo brando havia muito tempo, acendendo uma faísca que eles não sabem se conseguirão – ou se querem – conter. Agora Laurel e Del precisarão conciliar suas convicções e personalidades para que o orgulho não fale mais alto que a paixão. 

Nas resenhas dos livros anteriores Álbum de Casamento e Mar de Rosas, já comentei como sou apaixonada por essa série da Nora. Pois bem, ainda apaixonada, esse terceiro livro é o que eu menos gosto. E algo que eu preciso comentar foi que achei muito tosca essa escolha de título em português, o original Savor the Moment tem muito mais a ver com a história e é bem mais bonito. Essa analogia relacionando o nome do doce – já que a protagonista é uma confeiteira – e com o casal não funcionou para mim.

Anyways, no terceiro livro do Quarteto de Noivas, Laurel vai ter a flecha do cupido apontada para ela. Uma confeiteira que batalhou demais para chegar aonde chegou e é um tanto fechada no quesito relacionamentos; em parte devido a sua personalidade e em parte porque sempre foi apaixonada pelo irmão de sua melhor amiga. Delayne sempre considerou as amigas de Parker como suas próprias irmãs; e como o tradicional código mandava, sempre se comportou como o irmão superprotetor em relação a todas elas. Mas há alguma coisa diferente com Laurel, algo que ele não sabe bem explicar o que. Não sabe se é o fato de que ela bate de frente com o seu comportamento, ou se é algo um tanto mais forte do que isso.

    – A atitude educada seria voltar para dentro, e te dar privacidade enquanto você lê. Mas, eu não sou tão madura assim.

    – Não é nada. Certo. – Sentindo-se boba, Laurel abriu o envelope.

    Você pode pensar que isso está acabado, mas você está errada. Eu levei seu sapato como refém. Entre em contato comigo nas próximas 48 horas, ou o Prada vai sofrer.

Assim como diz a sinopse, Laurel e Del têm algo muito forte em comum: o orgulho. E geralmente quando isso acontece nos livros, lemos e constatamos brigas e desentendimentos desnecessários; e até certa cegueira quanto ao relacionamento devido a isso. Esta é minha primeira crítica. Mas Laurel em si, por ela mesmo, foi a que menos me conquistou e o relacionamento dela com o Del o mais morno de todos, a meu ver.

Porém… Há algo de muito positivo na história, e isso é o fato de que podemos nos identificar com o “drama”. Ao menos eu me identifiquei. Quem nunca foi apaixonada (ou gamada) no irmão da amiga? Ou então teve aquela crush no cara que sempre te viu como uma “irmãzinha”? Bem, eu já, os dois casos. Hahaha. Felizmente não era o caso de um “amor arrebatador”, mas foi uma paixonite que deu uma dorzinha de cabeça por um tempo. Laurel estava em uma situação ainda pior: no caso dela, era o amor arrebatador.

    Ele deu um beijo rápido e casual em sua bochecha primeiro. Então veio o abraço, e o abraço era o que derretia o coração de Laurel. Aperto forte, bochecha contra o cabelo, olhos fechados, um pequeno balanço. Os abraços de Del significavam algo, ela pensou, e aquilo fazia dele impossível de resistir.

E há diversos momentos de tensão antes deles finalmente cederem. Boa tensão ;D E outra coisa boa era que eles se entendiam bem, pois se conheciam há muito tempo. Sabiam o que esperar um do outro, e quando se surpreendiam, era ainda melhor. Fora que novamente há deliciosos e divertidos momentos com as amigas, Parker sendo a sabe-tudo escolhendo os vestidos de casamento perfeitos para as amigas, e quitutes ma-ra-vi-lho-sos preparados por Laurel. Ela realmente sabe cozinhar, e seu jeito durão de ser me divertiu muito. E também momentos awn e momentos ui, lol. É uma leitura bacana e leve.

    – Mas casamento? Eu tive o meu. Eu tive meu Charlie. Meu único.

    – Você acredita nisso? Acredita que exista uma única pessoa? Uma só?

    – Acredito, para alguns de nós. Para outros, se as coisas não derem certo, ou se você perde alguém, há outro. Mas para alguns há uma única pessoa, do começo ao fim. Ninguém mais. Ninguém mais consegue entrar no seu coração do mesmo jeito, e viver lá.

Nesse livro também, conhecemos o segundo amor da minha vida na série (o primeiro é o Carter, lembram?): Malcolm. Ah, *suspirando só de lembrar* Como já disse para vocês, li essa série pela primeira vez há um tempo e depois reli quando os livros começaram a ser lançados no Brasil. Malcolm será o par de Parker, no quarto livro da série. Ele é dono de uma oficina, motoqueiro e hot as hell. Ele vai desestabilizar muito a Parker, a tudo-no-lugar. Mal posso esperar para fazer a resenha deles, acho que vou ler o livro pela terceira vez. 

Muito bem, não acredito que esse livro será o favorito de vocês, mas como parte da série também vale à pena. Os personagens são ótimos, o cenário é ótimo, e os casamentos lindos demais. Depois de ler essa série, até me deu vontade de casar… Mas só vontade mesmo! Hahahahaha. Que felizmente dá e passa ;D

    – Já que estou casando com alguém do Quarteto, eu tenho certos privilégios e obrigações. Se você está dormindo com a Laurel…

    – Não estou dormindo com Laurel. Estamos saindo.

    – Certo, e vocês dois estão apenas andando de mãos dadas, admirando a lua, e cantando canções de acampamento.

    – Por um tempo. Menos a cantoria.

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