Editora Novo Século, Resenhas
gsTítulo: Eleanor e Park Título original: Eleanor & Park Autor: Rainbow Rowell Ano: 2014 Editora: Novo Século Número de páginas: 328

Antes de ler esse livro, vi muita repercussão a respeito dele. Ouvi muitas críticas positivas e muitas recomendações para lê-lo, mas acabei o passando para depois. Agora que li, posso dizer que a história é muito bonita, muito bem escrita e representa um conto doce e singelo do primeiro amor. Li em um dos comentários no site Goodreads uma pessoa dizer que apenas autores que se lembram de verdade de sua adolescência deveriam escrever livros no gênero Young Adult, e não poderia concordar mais. Esse livro é um retrato fiel dos sentimentos, sensações e pensamentos típicos de um namoro entre jovens.

Eleanor é uma ruiva não convencional aos padrões da época, 1986, e nem aos de hoje: isso de cara me interessou, porque mal ou bem, a maior parte das histórias retrata meninas bonitas, magras e autoconfiantes e o mundo sempre foi mais diverso do que isso. Park é “olhinho puxado” adorável que me conquistou cedo, cedo na história.

Eles se conhecem de uma maneira super fofa, e começam a se relacionar antes mesmo de trocar uma única palavra. Leiam para entender. E é tudo tão, tão especial. O relacionamento deles se desenvolve de modo que não vemos hoje: o simples toque na mão é algo muito prezado, e o caminho longo até o primeiro beijo faz crescer a expectativa.

Era a melhor coisa que ela poderia imaginar. Fazia com que ela quisesse ter filhos com ele e lhe doar seus dois rins.

Eleanor sofria muito bullying dos colegas de sala por ser diferente: acima do peso, utilizando roupas largas e chamativas, e principalmente por ser “a garota nova” na escola. Sofria muito em casa por causa de seu padrasto cruel e sua mãe relapsa, e tentava sobreviver a cada dia cuidando de seus muitos irmãos. Introspectiva, tímida, insegura. Ela não achava que a vida pudesse lhe presentear com algo bom até conhecer Park.

Eleanor estava certa. Ela nunca estava bonita. Ela era como a arte, e a arte não deve ser bonita; ela deve fazer você sentir alguma coisa.

Apesar de o livro variar entre os POVs dos dois, a problemática mais forte é centrada na questão da Eleanor mesmo. Park tinha alguns problemas com o pai que o cobrava demais, e isso foi algo que, a meu ver, não teve conclusão no final. Eu pude me identificar com a vontade de Park de manter tudo de ruim longe da Eleanor e da sua perseverança em ver o sorriso que a deixava tão bonita. E com Eleanor em sua insegurança e medo de perder a melhor coisa que tinha acontecido com ela desde então.

Nada era sujo. Com Park. Nada poderia ser degradante. Porque Park era o sol, e este era o único modo que Eleanor podia pensar em explicar.

Eu acho que essa característica dela fez com que surgissem conflitos entre eles um tanto desnecessários, e que ela estivesse sempre na defensiva, mas era algo totalmente compreensível. Gostei muito do livro e recomendo pela sua singularidade na forma como ele é contado.

Contudo, eu não sei explicar, mas ele não foi tudo o que estava esperando. Não sei ao certo, mas ele não me pareceu tão maravilhoso como estava esperando. E o final dele não me agradou. Sinto que assim como em An Imperial Affliction – aquele livro mencionado em A Culpa é das Estrelas, sabem? – ele terminou na metade, e ainda faltavam alguns nós a serem amarrados antes daquele final. Identifiquei algumas incoerências que não foram explicadas também, mas de todo a todo, é um livro que me fez sorrir muito. E principalmente, me fez sonhar.

Não é sempre mesmo agora que encontramos um livro adolescente que trata de um amor puro, verdadeiro e ainda assim real.

Mas cabe a nós, – ele disse suavemente. – Cabe a nós não perder isso.

1 Comentário

  1. gabi disse:

    Ai, Gabi! Terminei esse livro nessa madrugada e olha, esperava bem mais dele! Talvez seja esse o GRANDE problema a EXPECTATIVA que criei pelos comentários. Detestei o final e acho que sofro com a síndrome dos finais decepcionantes. Perguntei pra Rapha: esse livro tem continuação? E ela disse que não. E eu não sei dizer se isso é bom ou ruim hahahah. Outra coisa que me incomoda são as incoerências da história, sabe? Afinal, quem jogou as roupas dela no vaso? Porque não faz sentido nenhum que tenha sido a Tina e no final do NADA ela ajude a Eleonor a fugir do maluco do padrasto. E os irmãos dela?? Tá, depois de um ano ela mandou um mísero cartão para o park (o gótico suave) . O que essa garota tava querendo?? Oi? UM ANO. PELOAMOR, né. Poxa.

Todos os comentários passam por aprovação, antes de aparecerem aqui! Vamos ler e responder todo mundo com muito carinho!

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