Editora Jangada, Livros Nacionais, Resenhas
gsTítulo: Fortaleza Negra Autora: Kel Costa Ano: 2014 Editora: Jangada Número de páginas: 416

Gostei muito do livro. A história criada é absurdamente feliz em sua consistência, trazendo uma parte histórica bem elaborada e personagens bem construídos
Depois do sucesso que a Kel fez com as fanfics que ela postava aos montes no finado Orkut, não era de se surpreender que seu livro de estreia fosse isso: um sucesso. Mesmo com alguns problemas de leitura no início do livro, é indiscutível  o talento da autora e a história fascinante criada, envolvendo vampiros e mitologia grega.

Os Mestres da Realeza Vampírica – os cinco vampiros mais poderosos – é quem comanda o mundo, que não é como conhecemos hoje, pois em 1985 os mesmos põe fim a Guerra Fria e rendem os líderes do mundo. Os humanos, seres mais fracos, acabam se submetendo e em mundo atual, vivem em relativa paz com os vampiros. Aleksandra Baker, ou Sasha, vive com seus pais e o irmão. Gosta de ouvir as histórias da mãe a respeito de como conseguia ir e vir antes dos mitológicos se tornarem o principal inimigo dos humanos e, consequentemente, dos vampiros. Quando graves ataques começam a ser noticiados, Sasha e sua família se mudam para a Rússia e vão morar na impenetrável Fortaleza Negra, a moradia oficial da Realeza Vampírica. Isso acontece porque seu pai é um cientista que tem ideias a respeito de como dominar os mitológicos, ideia que facilitaria a vida de vampiros e humanos.

Depois da mudança a contra gosto, Sasha acaba ficando fascinada por um dos vampirões da Realeza, o Mestre Mikhail que parece ter uma implicância direta com ela, Sasha tem que se acostumar com as novas normas da Fortaleza, fazer novas amizades, procurar notícias de sua amiga Helena. Isso tudo em meio as confusões que ela se envolve, os segredos que descobre e o romance que vai surgindo sutilmente entre ela e Mikhail.

O que posso dizer? Gostei muito do livro. A história criada é absurdamente feliz em sua consistência, trazendo uma parte histórica bem elaborada e personagens bem construídos em sua essência, que trazem a trama um teor obscuro e curioso, sem pesar na escrita.  
PORÉM, eu tenho uma ressalva a fazer: demorei muito a engrenar na leitura e por um triz muito pequeno eu não desisti do livro. Não por não acreditar na Kel, no livro ou em sua escrita, mas porque livros que eu já estou na página 100 e não conseguem atrair a minha atenção ou me deixam entediada me fazem querer desistir. E isso aconteceu. Eu acabei até comentando com outra colega blogueira e leitora o que quanto isso estava me frustrando, mas a história simplesmente não começava. Eu não consigo perceber os motivos para a Kel ter demorado tanto a assumir a liderança da história – ignorando o fato de ela ser a dona da história haha -, entupindo-a com cenas sem nenhuma relevância e com uma personagem principal me fazendo beirar o histerismo de tão chata.
CONTUDO, depois que passou dessas cento e pouquinhas páginas, a leitura começou a fluir de maneira incrível, que eu acabei não percebendo o momento em que eu não estava curtindo a história para o momento em que eu não consegui me desgrudar do livro.
Sasha me irritou boa parte do livro, principalmente com as implicâncias com o irmão que me levava a crer se eu estava acompanhando a história de uma adolescente de 17 anos ou de uma menina de 5 anos. Só que ela tem um crescimento incrível no decorrer da leitura (e a chatice vai sendo esquecida) e acabou me conquistando em outros momentos. Ela é corajosa e isso não tem como negar e seu relacionamento com Mikhail é tão sedutor (sem ser vulgar) e envolvente. Fiquei apenas apaixonada.
Toda a história criada através dos mitológicos é fascinante e incrivelmente envolvente. Gosto muito do jeito sutil que a Kel introduziu humor em suas palavras e simplesmente a-m-e-i as cenas românticas entre a Sasha e o Mikhail. Meu coração se apertou nos momentos certos, fiz cara de: PUTAQUEPARIUQUEISSONÃOTÁACONTECENDO e curti os momentos tensos da leitura. Terminei o livro com a sensação de: caramba, a Kel fez um bom trabalho aqui e eu já quero a continuação. Claro, a minha cabeça começou a dar bastantes voltas e conjecturar a respeito do que acho que vai acontecer, mas estou doida para ler o que a autora tem para me mostrar. *pisca* E o final… o final acabou com o meu coração.
A respeito do livro físico: quando liberaram a capa, confesso que achei um tanto estranha. Mas uma coisa é ver no meio digital e como ficaria impressa. Sim, impressa é aceitável, mas ainda acho que existam problemas com a disposição dos elementos da capa, como o minotauro, o nome da autora, do livro e subtítulo. A diagramação está maravilhosa – valeu Equipe Jangada por terem feito algo tão bacana! – e no final do livro temos ilustrações dos principais personagens que ficaram maravilhosas, apesar que imagino o Mikhail de outra forma, com um rosto menos sombrio e mais charmoso. 🙂
Em suma, é um livro que cresceu bastante para mim, passando por cenas casuais para cenas de guerras e para cenas divertidas e para cenas importantes e para cenas tristes. Cada uma dela tem sua cota de sentimentos que só dão veracidade ao que está lendo. Uma leitura que eu super indico para vocês e que só vai mostrar como os autores nacionais estão mais do que preparados para enfrentar o mundo editorial. 🙂

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