Editora Suma de Letras, Resenhas
gsTítulo: Entre o Agora e o Nunca Título original: The Edge of Never Autora: J.A Redmerski Ano: 2013 Editora: Suma de Letras Número de páginas: 359

Só porque o problema de uma pessoa é menos traumático que o da outra, não significa que deva doer menos.

Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois.

Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

Camryn tem um trabalho deplorável, que odeia e mora com a sua mãe. O sonho da sua vida sempre foi colocar uma mochila nas costas e desbravar o mundo, sonho este que compartilhava com o namorado. O destino, porém, pensava de forma diferente, e em um momento Cam está feliz e no outro ela está sofrendo a perda prematura de Ian. Para completar o pacote, o pai saiu de casa, o irmão mais velho está preso por dirigir alcoolizado e a mãe troca de namorado como quem troca de calcinha. Quando Cam tem que ouvir acusações da melhor amiga que diz que ela está afim do namorado, decide comprar uma passagem sem destino e realizar, dentro do possível, o seu sonho. Só que sem namorado, fugida, sem amiga e pessoas para apoia-la.
Só porque o problema de uma pessoa é menos traumático que o da outra, não significa que deva doer menos.
Ela não esperava encontrar alguém tão cheio de desejos e problemas quanto ela. Andrew é aquele estilo bad boy e que grita perigo, afaste-se de todos os poros. E é irresistivelmente atraente. Mas, inevitavelmente, o que Cam menos consegue é se afastar porque até mesmo nas palavras afiadas e respostas engraçadinhas, consegue encontrar nele alguém que sabe pelo o que ela está passando. Andrew, de alguma forma, encara a jornada de viajar sem destino com Cam e deixa a estrada mostrar qual será a próxima parada e quais surpresas os aguardam. As experiências, aprendizados, uma conexão inesquecível e uma viagem pela frente mostrará para esses dois que os caminhos se cruzam quando menos se espera e quando o coração mais necessita.
Na verdade, a tristeza tem bem pouco a ver. Depressão é dor em sua forma mais pura, e eu faria qualquer coisa para conseguir sentir alguma emoção de novo. Qualquer emoção. A dor machuca, mas com uma dor tão poderosa que você não consegue sentir mais nada, é aí que você começa a achar que está enlouquecendo.
Eu não tinha lido sinopse, resenha, resumo nem nada a respeito do livro e quando eu comecei a ler, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi que seria um romance erótico. Até aí, okay. Eu gosto do gênero apesar de sempre sair frustrada com a quantidade absurda de coisas descritas pelos autores que se atrevem a se aventurar.  Entretanto, Entre o Agora e o Nunca me conquistou de uma forma arrebatadora. Eu gosto da maneira como fui envolvida na leitura, dos personagens principais que são carismáticos e atraentes, do drama moderado que não chega a ser exageradamente chato nem inacreditavelmente falso. É tudo muito sutil, intercalando pontos de vistas da Cam e do Andrew e mostrando através das palavras tudo que os dois personagens passaram quando se atreveram a serem ousados.  Claro, nem tudo é perfeito e tem uma cenas que soam demasiadamente forçadas até mesmo para um livro enquanto em outras é como se você estivesse acompanhando do banco traseiro do carro.
Eu fico simplesmente em êxtase quando consigo devorar um livro tão rápido e ter tantas sensações ao mesmo tempo. O new adult tem suas cenas de sexo nos momentos certos – e bem escritas, para falar a verdade -, mas que não parecem forçadas. Não foi um livro erótico, mas foi o livro que conseguiu me fazer abandonar tudo que eu estava fazendo no final de semana para me dedicar apenas àquela leitura. A autora escreve de forma divertida  e no ponto certo as que são tristes, alegres, divertidas, conflituosas e, querendo ou não, consigo me identificar em vários pontos com a Cam: querer conhecer o mundo com pouco, ter sonhos loucos e não ser forçada a seguir rituais trabalhísticos (?) e tentar agradar as pessoas que pensam que estão me direcionando para o caminho certo, o caminho que eles querem que eu siga.

A Cam é a típica protagonista que eu poderia odiar, mas que eu não consigo porque ela é inteligente e espirituosa. Eu consegui perceber que ela agia de determinada maneira apenas porque estava sofrendo. Ao mesmo tempo que ela é frágil, consegue mostrar determinação em suas atitudes e respostas. Já o Andrew… *suspiros* Ele é um personagem humanamente impossível de encontrar. Mas se alguém encontra-lo, estou à disposição, muito agradecida. 😀 Ele é lindo, charmoso e tem personalidade. Gosta de provocar a Cam apenas para conhece-la, pois percebe que muitas das suas respostas são automáticas e não sinceras. As cenas em que ele aparece são fofas e fazem um contrabalanço com as que ele aparece realmente explosivo ou extremamente triste. Gosto de como ele faz parecer que o que ele estão fazendo é extremamente certo. Viver a vida ao máximo, se preocupando com outras coisas depois, quando estiver realmente preparado.

Apenas se lembre sempre de ser você mesma, e não tenha medo de dizer o que pensa, nem de sonhar em voz alta.

 

Eu acho que quando você se apaixona, tipo amor de verdade, é amor pra vida toda. Todo o resto são apenas experiências e desilusões.

A tradução deixa um pouco a desejar pelo tom coloquial… ou talvez tenha sido a intenção da autora deixar as coisas um pouco mais impessoais. Teve quem achasse o livro monótono e teve quem (eu) achasse que o livro se encaixa perfeitamente, dentro daquilo que está se propondo. É uma leitura bem agradável, trilha sonora bem escolhida (sim, eu fui atrás de todas as músicas que são citadas no livro!), com o início um pouco difícil de aceitar por ser forçado, mas que acaba se tornando convincente pela forma que foi escrito, apesar de alguns traumas serem nada originais.

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