Editora Arqueiro, Resenhas
gsTítulo: Felizes para Sempre Título original: Happy Ever After Autora: Nora Roberts Ano: 2014 Editora: Arqueiro Número de páginas: 280

Ela passou pelo interesse, oscilou na atração, explodiu de desejo, tropeçou no afeto, e agora estava escorregando sem controle em direção ao amor.
E enfim, chegamos ao último livro da série Quarteto de Noivas. Estou com um sorriso idiota no rosto; e li o livro pela terceira vez porque bateu saudade antes de fazer a resenha. Deste modo, é redundante dizer que sou apaixonada por esse livro. Sou apaixonada pela Parker desde o livro um e o Malcolm já havia me conquistado no terceiro livro, na primeira vez que apareceu na história. E é sobre o romance deles que esse livro trata.

Confiram as resenhas de Bem-casados, Mar de Rosas e Álbum de Casamento.

Parker está acostumada a se virar e resolver tudo ao seu redor; além de ser o seu trabalho na agência Votos, cuidar dos detalhes e remediar imprevistos, ela precisou se ajustar depois que a vida lhe deu uma rasteira, matando seus pais em um terrível acidente. Ela é decidida, metódica e incrível. O sucesso tem o rosto dela. Tem um tipo de cara ideal e sua vida inteira planejada. O que dizer, adoro quando o destino bagunça nossos planos, de um jeito positivo. E a vida dá uma nova rasteira em Parker, desta vez sob a forma do delicioso mecânico Malcolm. Como uma personagem no livro diz e uma expressão que levei para a vida: Malcolm é um bad boy who is a good man (garoto mau que é um homem bom). É engraçada a forma como faz a Parker perder as estribeiras e ficar de pernas bambas – já que isso nunca acontecia. Nunca. Para começar, faz Parker subir na garupa de sua moto, mesmo a contragosto. Da primeira vez, por acidente de percurso, mas da segunda… Não.
Ela passou pelo interesse, oscilou na atração, explodiu de desejo, tropeçou no afeto, e agora estava escorregando sem controle em direção ao amor.

Malcolm é aquele que te seduz de propósito e tirando muito proveito disso. Os beijos surpresa e as pegadas quentes: ele gosta e faz e não pede desculpa por isso. Preciso dizer que ele faz com que queiramos arrancar as calcinhas pelas cabeças? Ele é demais para mim. De um jeito bom. Ótimo. Maravilhoso. Deu para entender, né? Bem, mas há uma coisa no livro que pode incomodar algumas pessoas.

Parker hesita muito antes de assumir para si mesma que queria estar com ele. Compreensível, pois Malcolm é mesmo uma pílula complicada de engolir – a forma como ele a afeta. Mas isso acaba resultando em algo comum em livros de romance, que em sua maioria é voltado para o público feminino: Parker estava tão preocupada em manter a postura, que mal demonstra na história as características dela que encantam Malcolm.

– Algumas vezes nós a odiamos. – Laurel disse, então sorriu para Parker. – Mas é um ódio baseado no amor.

Eu me apaixonei por ela no decorrer nos livros, mas em seu próprio livro vemos pouco da personalidade que tanto gosto. Malcolm se sobressai, afinal a ideia é que nos apaixonemos pelo personagem masculino, mas e a mulher? Por que a mulher acaba sempre estando na defensiva, nunca conseguimos conhece-la de verdade. E aí vem aquela questão: o que é que ele viu nela? Pois é, esse caso não é tão extremo. Parker demonstra, ainda que tarde, o que sente… Só demora um pouquinho.
Então, apesar do nome do livro ser um tantinho clichê, a ideia se aplica perfeitamente aqui. O ‘felizes para sempre’ que nenhum dos dois esperava encontrar no outro. Malcolm não esperava encontrar no geral; já tinha passado por poucas e boas na vida e duvidava que fosse conseguir se doar o suficiente para que um compromisso desse porte desse certo. Por isso tem tanta dificuldade em se abrir com Parker; como outro personagem – Carter, yay, seu lindo – diz também no livro: algumas pessoas precisam fechar algumas portas para conseguirem abrir outras. E eu concordo com ele.
– Se você estiver procurando pelo pacote completo, o pacote até que a morte nos separe, então olhe para mim. Ninguém vai te amar, estar do seu lado, e entender como você funciona como eu.
O que mais me encantou no livro foi essa tangibilidade; essa noção de que os problemas que eles tiveram que enfrentar, para conseguirem seu final feliz, eram reais e eu pude me identificar com eles. Um romance é feito para entretenimento, mas é ótimo quando de quebra conversa especialmente com a gente. E um adendo muito importante: nesse livro, Mac e Carter se casam <3 É o único casamento dentro do quarteto que é descrito, tenho cá minhas suspeitas de que seja porque o preferido da Nora também é o Carter. Hahaha.
Confiram essa história. Venha se encantar com esse quarteto incrível, com seus pares, com o trabalho maravilhoso que elas fazem, com suas famílias, com suas piadas, com a amizade, com o amor, e com muita felicidade. Companheirismo é tudo, todo companheirismo; e essa é a melhor lição que a série dá.
– O amor pode te dar um chute no rabo.

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