Resenhas, Universo dos Livros
[Resenha] Domado
10.fev.2015

Título: Domado
Título original: Tamed
Autora: Emma Chase
 Editora: Universo dos Livros
Ano: 2014
Número de páginas: 222

Livro no Skoob
“Domado” é o terceiro livro da série Tangled, de Emma Chase. Neste volume, conheceremos melhor o casal Dee e Matt. Matthew Fisher é mais um sedutor de Nova York. Seu trabalho como agente de investimentos lhe permite desfrutar de alguns prazeres materiais e morar em um apartamento com vista para o Central Park. Matt também é um mulherengo incorrigível. Ele admite que, enquanto não encontra a Senhora Certa, se diverte com todas as Senhoras Erradas.

Deloris Warren é uma garota diferente. Seu trabalho como química de combustíveis aeroespaciais não a impede de ser uma mulher bela, sensual e espontânea. Deloris é do tipo decidida principalmente em relação a homens. Por ter tido seu coração partido, ela resolve não se envolver mais em compromissos e apenas aproveitar os encontros casuais pelas noites de Nova York.

Ao se conhecerem, Matt percebe que Dee é especial e propõe à bela uma amizade um pouco mais colorida. A garota aceita, mas sob uma condição: ele não deve se apaixonar. Será que ambos vão conseguir cumprir essa promessa?

Esse livro conta a história da melhor amiga de Katherine, Delores, e o melhor amigo de Drew, Matthew, e o romance entre os dois. O livro é bom para passar o tempo, mas não há nada de surpreendente nele. Antes de ler o livro, eu tinha minhas ressalvas quanto a Dee, e nesse livro ela se tornou mais humana e mais relacionável. Ainda assim, ela é pintada no livro como uma mulher símbolo da independência e aparentemente diferente de todas as outras: nesse ponto o livro falhou, em minha opinião.
O drama entre eles é um daqueles conhecidos: ela não querendo se envolver seriamente com ele porque havia sido machucada e só tinha namorado homens babacas ao longo da vida, por isso tinha medo de se magoar novamente e preferia manter as coisas bem casuais. Depois de uma noite juntos, a casualidade vai para o espaço. Nada que não tenha sido visto antes.
Matthew é bem paciente com ela; isso é um ponto bastante positivo. (E o livro é, felizmente, contado pelo ponto de vista dele) Bem paciente mesmo, até nas horas em que eu rolava os olhos para o comportamento dela. Apesar de ser parecido o suficiente com Drew para serem melhores amigos, Matthew tem suas características próprias e desde da primeira vez em que ficaram juntos, tratou a Dee de modo respeitoso e com consideração.
Amar é sentir falta do gosto do bafo matinal de alguém. É pensar eles são lindos, mesmo quando seus narizes estão vermelhos como os de um buldogue e o seu cabelo parece com um ninho de um pássaro. Amar não é suportar alguém apesar de seus defeitos, é adora-los por causa deles.
Senti que de certa forma a premissa do livro era mostrar que Matthew melhorou e amadureceu depois que se apaixonou pela Dee, aquela velha história que existe em livros de romance em que o cara galinha muda por amar a garota – o que nunca colou comigo, ficção ou não ficção. Mas Matthew não precisa mudar porque ele já é bem bacana para começar, ele nunca mentia para uma mulher sobre suas intenções e de certa forma, com algumas exceções, era mais gentil do que Drew fazendo isso.
A vida é uma viagem curta e selvagem. Não tente acionar os freios, não a analise demais ou tente controla-la. Se você tiver sorte, como eu tive, você encontrará aquele alguém perfeito que vai sentar ao seu lado e segurar sua mão durante cada curva, subida e descida da jornada.
Um alerta: há uma problemática no passado de Dee que toca num ponto delicado e polêmico; na verdade, é algo que descobrimos no livro 2 – só que pela perspectiva de Kate como amiga que a ajudou a enfrentar o problema. Aqui, vemos as coisas pela perspectiva da própria Delores. Algumas pessoas com certeza vão se incomodar com isso; eu não posso dizer que concordo com a decisão que a Delores tomou, mas não condeno. Nunca estive na situação dela – e não quero -, logo não posso opinar como se soubesse. Mantenham em mente que: antes de julgar, procuremos compreender.
Bem, agora que já lancei a curiosidade – risos -, meu trabalho está feito. O livro não é tão engraçado quanto o primeiro – acho bem difícil que isso aconteça de novo porque o primeiro foi whoa, mas é leve e rapidinho de ler.  Conhecemos a família de Matthew, Billy aparece como um personagem mais consistente nesse livro, ao invés de ser somente o ex-namorado de Kate. Billy e Dee são família, e aparecem como tal. Senti falta de ler mais sobre a Mackenzie – adoro essa menina -, mas ela faz parte mais da história de Drew. Espero que no quarto livro ela venha nos encantar e nos fazer gargalhar de novo. De resto é isso, agora é esperar pelo quarto e último livro da série.
Como uma última observação, destaque para a capa original sensacional que eles mantiveram na edição brasileira. Essas capas arrasam muito.
(…) Porque a melhor parte de uma viagem de carro não é chegar ao destino, é aquele conjunto de coisas doidas que acontecem ao longo do caminho.

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