abril 01, 2015Editora Arqueiro, Resenhas

[Resenha] O Resgate

0 Comentários

gsTítulo: O Resgate Título original: The Rescue Autor: Nicholas Sparks Ano: 2014 Editora: Arqueiro Número de páginas: 320

Havia momentos em que tinha vontade de ir em defesa dele, de explicar que embora Kyler parecesse normal, havia algo de errado em seu cérebro.

Todo mundo aqui está saturado de Nicholas Sparks? Eu não! 😀 Só que mais uma vez eu repito algo: não consigo me envolver com o autor como já aconteceu emo outros momentos. Este livro teve uma premissa interessante, mas não me cativou em sua escrita ou na sua forma de narrar a história.

Denise é a mãe de solteira de Kyle, 4 anos. Ela engravidou na faculdade, mas o pai do garoto quando descobriu, simplesmente foi embora, largando-a sozinha. De acordo acompanha o crescimento do seu filho, percebe que ele tem dificuldade para falar, algo que não acontece com os outros garotos da mesma idade e, então, passa a dedicar-se integralmente para ajudá-lo a se comunicar e descobrir o que realmente ele tem, com ajuda de especialistas.

No dia que descobre, ela fica transtornada na volta para casa. Junto com a chuva que caia pela estrada, ela acaba batendo o carro. Kyle, assustado, acaba saindo do carro e adentra a floresta. Quando Denise recebe auxílio do corpo de bombeiros, descobre que o filho sumiu. E o pior: por mais que gritem e 0 chamem, ele não consegue responder.

Taylor McAden é empreiteiro e bombeiro voluntário no condado de Chowan. Quando recebe o aviso de uma acidente na estrada, sai para ajudar. Quando lá chega, encontra Denise que abalada e machucada, insiste em dizer que tem um filho e que ele não está no carro. Vendo a cadeirinha do garoto amarrada no banco traseiro, Taylor parte para a floresta em busca de resgatá-lo, mas não imaginava que seria tão complicado, uma vez que a criança não responde aos seus chamados.

Esse momento é o estopim necessário para que Denise e Taylor se unam. De forma doce e delicada, caminhando serenamente para um romance, conhecemos um lado mais triste e sombrio de Taylor, que tem os seus próprios fantasmas o assombrando. E a dificuldade de Denise em cuidar do filho e sustentá-los.

Mas em virtude dos problemas do filho, Denise o amava e sentia necessidade de protegê-lo. Todos os dias havia momentos em que tinha vontade de ir em defesa dele, de explicar a situação, fazer os outros entenderem que, embora Kyler parecesse normal, havia algo de errado em seu cérebro. Mas, na maioria das vezes, não fazia isso. Decidira deixar que os outros fizessem os próprios julgamentos. Se não o entendessem, se não lhe dessem uma chance, azar o deles. Porque apesar de todas as dificuldades, Kyle era um menino maravilhoso.

Eu gosto do livro? No início, confesso que sim. Mas depois foi ficando extremamente cansativo e os diálogos rápidos e entusiasmados que são características do autor deram abertura para um texto chato e nada cativante, principalmente por parte do personagem principal. O esforço e a coragem de Denise são admiráveis, mas é isso: a Denise é uma super mulher que se envolveu com um cara que não sabe o que deseja da vida. E sério, é revoltante em alguns momentos, principalmente wuando tem a relação do Kyle desejar um pai x o modo como Taylor age. O erro principal aqui foi que nenhum dos personagens são cativantes, eles passam despercebidos em meio aos seus problemas, sem trazer nenhuma informação ou acrescentar para que o ápice de emoção aconteça. É um livro ruim? Não. Mas também não é memorável.

Um ponto que eu gostei bastante: o problema de comunicação que o Kyle tem foi baseado em um problema que o próprio filho do Nicholas teve também, tanto que no final tem um relato falando como ele e a esposa superaram e como o garoto está atualmente. É de emocionar.

posts relacionados

Deixe seu comentário

Vídeos no canal

@equalizeleitura
© 2019 Equalize da Leitura • equalizedaleitura.com.brDesenvolvido com por