abril 06, 2015Editora Arqueiro, Resenhas

[Resenha] Bruxa da Noite

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gsTítulo: Bruxa da Noite Título original: Dark Witch Autora: Nora Roberts Ano: 2015 Editora: Arqueiro Número de páginas: 320

Se você é fã da Nora, aquele que lê tudo o que publica com gosto, vá sem medo. Se você não conhece a Nora, não comece por esse livro.

Esta é a série publicada mais recente da Nora, tanto aqui no Brasil quanto lá fora. Sou apaixonada pela Nora e tenho meu projeto pessoal de ler todos os livros dela já publicados. Faltam exatos dois livros dela para eu ler (um porque não é mais vendido na internet ou em lojas e o outro estou lendo atualmente: “Três Destinos”) e a série Mortal a partir do livro 6. Falta bastante coisa ainda sim, mas considerando que ela tem mais de duzentos livros publicados? Opa, estou mal não.

Pois bem. Quando li a sinopse dessa série, e descobri que ela se passava na Irlanda… Oh meu Deus, quase desfaleci. Não sei se já comentei aqui, mas minha fascinação pela Irlanda é culpa da Nora. Foi ela quem fez com que eu me apaixonasse por esse país incrível, com suas lendas e seu misticismo. Quando vi que a história falava sobre bruxaria e se passava na Irlanda? Gente, pensei que nada poderia combinar melhor! E engatei na leitura com avidez.

Eu já li os três livros da série, porque nos Estados Unidos ela já foi completa. Posso falar sinceramente? Eu gostei, mas a série é morna. Os últimos livros da Nora – com exceção de alguns como A Testemunha, que ainda não foi publicado no Brasil, mas é absolutamente incrível demais -, têm sido um decepcionantes no quesito originalidade. É compreensível considerando a carga de livros escritos que ela tem nas costas. Bem, vamos a este livro então.

A protagonista de A Bruxa da Noite é Iona. Ela deixa os Estados Unidos para buscar o destino que graças a sua avó, sempre conheceu desde pequena. Sua mãe tentava ao máximo evitar pensar na palavra ‘bruxa’, mas Iona nunca tinha negado essa parte de si e vai para a Irlanda pronta para enfrentar o que estivera escrito que enfrentaria. Lá ela conhece seus primos Branna e Connor, e os dois ajudam Iona a se situar em seu novo lar e também na situação em que eles estavam: tinham que derrotar uma criatura lendária que atormentava sua árvore genealógica desde um grande confronto com uma antepassada deles: Sorcha, a bruxa da noite.

Lá ela conhece Boyle, um amigo de seus primos que lhe oferece um emprego trabalhando com algo que ama: animais, em especial cavalos. Ele se torna bem mais para ela com um tempo, e os dois engatam num relacionamento. Mas é claro que nem tudo é um mar de rosas. Iona vai passo a passo aprendendo mais sobre o poder que possui e como utiliza-lo, assim como o papel de grande responsabilidade que tinha junto a seus primos para eliminar de vez Cabhan.

Deste dia em diante, ela pensou, esta é minha casa. Uma casa que ela mesma faria, para  ela mesma. Esta era sua vida, vida esta que viveria como bem quisesse. Se aquilo não era mágica, o que era?

O tema central da história é bastante simples, a velha disputa do bem contra o mal. Nada a mais que isso. Eu esperava bem mais da história do que o livro realmente entrega, mas Nora é sempre um porto seguro para mim, assim como os personagens que ela cria. Conhecemos aqui também mais dois amigos do grupo, Meara e Finbar, que ao decorrer da série ajudarão a compor o círculo de 6 forças contra Cabhan, 4 bruxos e 2 humanos.

Iona e Boyle foram bem morninhos para mim, tanto separados como juntos. O maior conflito no relacionamento deles é o medo de compromisso de Boyle a ponto de que ele começa a acreditar que tudo o que estava sentindo por Iona é derivado de um feitiço. Eu sei… Por favor, hein? Mas foi bastante previsível. Não teve nada de muito emocionante neles dois, infelizmente.

O que é uma aventura se você sabe todos os passos antes de da-los?

Há alguns encontros entre o grupo e Cabhan, dos quais mais vezes do que não saem com cicatrizes para lembrar o momento, e o livro se desenvolve com eles buscando compreender mais sobre Sorcha e seus filhos, a relação direta que eles têm com seus antepassados, e como eles derrotariam uma criatura que tinha conseguido escapar por tantos séculos.

De quem eu gostei mesmo foi, nessa ordem: Finbar, Branna e Connor. Explicarei nas resenhas dos próximos livros o porquê melhor, mas eles têm personalidades notáveis para mim, cada um de seu modo. Finbar é descendente de Cabhan e então, historicamente, ele vem do “lado do mal”, e tem o trabalho redobrado de provar de novo e de novo a qual lado ele realmente pertence – principalmente para Branna, com quem teve um relacionamento no passado que ainda está mal resolvido. Ele é sarcástico, engraçado e intenso. Branna é forte, é independente e capaz. Aquele caso típico em que a Nora cria uma personagem em que eu me escolho. E o Connor é só amor… É a melhor descrição; ele é gentil, carinhoso e bem família. Sentimentos bons o acompanham sempre.

Se você é fã da Nora, aquele que lê tudo o que publica com gosto, vá sem medo. Se você não conhece a Nora, não comece por esse livro. Venha me procurar que tenho umas indicações bacanas para te passar. Mais de 170 livros lidos, oioioi. Se não gosta da Nora, ah amigo(a), nem chegue perto desse livro. E sinta-se à vontade de me dizer o gênero que curte que eu te dou umas dicas também 😉

Se você ama a Irlanda… Cai dentro, porque a descrição de cenários que Nora faz aqui? É, como de costume, impecável. Afinal, ela é uma p*ta escritora.

Você não pode apenas torcer por finais felizes. Você tem que acreditar neles. Então faça o trabalho, assuma os riscos.

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