Editora Intrínseca, Resenhas

gsTítulo: Para Todos os Garotos que Já Amei Título original: To all the boys I’ve loved before Autor: Jenny Han Ano: 2015 Editora: Intrínseca Número de páginas: 316

O livro é bom para a faixa etária ou para pessoas que não estão com expectativas tão altas a respeito da história ou buscando algo mais leve para ler. Eu, infelizmente, estava esperando por algo mais.

A minha opinião sobre esse livro é algo na qual eu tive que realmente tentar ver de longe para acabar não influenciando de uma maneira ruim quem estará em busca de saber se o livro é ou não agradável. Eu gostei do livro? Sim. Recomendaria? Sim. Mas acabei sendo frustrada por imaginar algo diferente, como aconteceu também com o livro Precisava de Você.

Lara Jean é a nossa protagonista. Ela vive com duas irmãs – Margot e Kitty – e o pai. Quando pequena, a sua mãe lhe deu uma caixa de chapéu para que ela pudesse guardar o que quisesse e ela escolheu, entre outras coisas, guardar cartas de amor que escreveu para os garotos que já amou. Essas cartas – cinco no total – são relatos sinceros e joviais de cada época da sua vida em que se apaixonou. As cartas foram escritas quando Lara Jean já tinha se apaixonado e sabia que tinha que seguir em frente, então, eram uma espécie de término (de um romance que nunca existiu). Não eram cartas para serem entregues aos destinatários, eram cartas para que ela pudesse lembrar de como amou cada um desses garotos, de maneiras diferentes e por serem quem eram.

O que ela não esperava, porém, é que essas cartas fossem ser enviadas para os respectivos destinatários e a confusão começa pois… um dos garotos é o ex-namorado da irmã, Josh. Para tentar contornar a situação, Lara Jean começa a namorar Peter Kavinsky, o garoto mais popular e gato da escola – que também recebeu uma carta -, tem que aprender a conviver sem a irmã mais velha que foi embora estudar na Escócia, viver com a saudade que sente da mãe, acostumar-se em ser a irmã responsável com a irmã mais nova e manter suas raízes asiáticas vivas.

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Para Todos os Garotos Que Já Amei é um livro bem juvenil e, confesso, não estava esperando por algo assim. No entanto, ele é muito bom dentro daquilo que se propõe, o que me faz ficar no limbo sobre o que falar: eu não gostei pois estava esperando algo mais jovem adulto e não tão teen e gostei porque mesmo sendo teen, o livro é muito bacana. A autora tem um modo divertido e bem leve de escrever, fazendo referências e descrevendo bem cenas, o que torna a leitura bem agradável.

A leitura demorou a fluir por diversos motivos: eu estava assistindo The Walking Dead quando comecei a ler e não consegui me concentrar; quando eu percebi que o livro não estava seguindo por uma direção na qual eu esperava, fiquei um pouco desanimada; acredito que em alguns momentos a autora enrolou na história e inseriu algumas coisas que não acrescentaram em nada na história. Essa minha conclusão ficou ainda mais clara quando terminei o livro. Eu simplesmente não gosto quando os autores dão a entender que a história do livro terá uma conclusão, mas chegando na última página, dá um gancho para o próximo livro. A sensação é de que o que você acabou de ler não serviu para nada.

Não são cartas de amor no sentido mais estrito da palavra. Minhas cartas são de quando não quero mais estar apaixonada. São cartas de despedida. Porque, depois que escrevo, aquele amor ardente para de me consumir. Posso tomar café da manhã sem me preocupar se ele também gosta de banana com cereal; posso cantar músicas românticas sem estar cantando para ele. Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.

O livro possui clichês, o que eu não acho ruim, quando bem conduzido. Mas confesso que na maior parte das vezes eu achei a Lara Jean uma personagem bem aborrecida, apesar de alguns diálogos terem me feito rir. Os conflitos são bobos, as preocupações são pequenas, exceto uma ou outra, os personagens são tão estereotipados que me deixaram entediada. Como eu falei: o livro é bom para a faixa etária ou para pessoas que não estão com expectativas tão altas a respeito da história ou buscando algo mais leve para ler. Eu, infelizmente, estava esperando por algo mais.

1 Comentário

  1. Bianca disse:

    Oi! Eu super entendo sua opinião sobre esse livro, sério. Pensei dele o mesmo que você. A diferença é que eu adorei e você não tanto, né? A leitura não começou tão boa desse livro porque achei o começo meio arrastado, então eu já comecei não esperando muita coisa. Assim que me liguei da idade da personagem, no começo, eu já entendi que seria algo bem teen mesmo e eu nem deveria esperar muito. Esse livro foi um refresco pra mim por ser uma leitura leve, cheio de clichês engraçadinhos, principalmente porque eu já tinha saído de leituras NA bem pesadas, sabe? Foi um ventinho fresco para mim, hehe. E eu gostei por ser leve e bem divertido em algumas partes. É um livro sim com uma trama bem drama adolescente, com aqueles problemas típicos, aqueles conflitos que nem teriam acontecido se fossem com personagens mais maduros. Acho que você entende o que eu quero dizer, né? Mas, como se tornou uma leitura bem tranquila para mim, me aliviando um pouco de livros tão pesados, eu acabei gostando. Achei que a autora foi feliz em trazer alguns diálogos “feministas” ao livro (não me recordo se foi nesse ou no segundo… sei que no segundo a autora já começa a trazer alguns assuntos mais pesados e de forma válida para um livro juvenil como esse).

    Adorei a sua resenha, e me identifiquei muito com sua opinião, de verdade. Ah, e eu realmente achei que seria um livro único mas aí ela me traz um gancho daqueles… Tsc tsc.

    Beijos.

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