Editora Jangada, Livros Nacionais, Resenhas

gsTítulo: Tempestades de Sangue Título original: Autor: Kel Costa Ano: 2015 Editora: Jangada Número de páginas: 302

O livro foi o balanço de comparações entre o primeiro e o segundo para mim. Algumas coisas não curti verdadeiramente, outras adorei.

Um ano depois, tenho mais uma vez o prazer de ler algo da Kel. Estou falando de Tempestades de Sangue, segundo livro da série Fortaleza Negra, que vocês podem ler a primeira resenha aqui.

Depois da guerra com os mitológicos, quatro dos cinco Mestres viajam para tentar encontrá-los e atacar antes de serem atacados. Sasha está em luto pela morte da amiga e fica desesperada quando descobre que Mikhail saiu da Fortaleza sem se despedir, em um momento delicado como aquele. Enquanto espera pelo retorno dele, tenta descobrir de Blake toda e qualquer informação a respeito da Exterminator, a arma que pode ajudar a matar os mitológicos mas que também pode destruir os vampiros e acabar com o mundo como conhecem.

Com a guerra iminente, Sasha se aproxima do único Mestre que se manteve na Fortaleza Negra e tenta se preparar para os desafios que tem certeza que irá enfrentar.

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É fato que eu estou me tornando mais exigente com as minhas leituras e, consequentemente, com os autores. Se no primeiro livro a Sasha me irritou, neste continua. Simplesmente não consigo gostar dela como protagonista e olha que eu busquei uma evolução nela, principalmente depois do final do primeiro livro, mas continua sendo a mesma garota que, por vezes, é imatura e totalmente inconsequente. Com o intuito de ajudar alguns, acaba atrapalhando tudo. Okay, é algo que realmente pode acontecer, tudo dar errado enquanto você tenta contribuir, mas no caso dela isso se torna muito falso, do tipo: eu sei que estou fazendo besteira mas vou fazer do mesmo jeito.

Enquanto no primeiro eu comecei achando que não iria me enturmar e fui sendo conquistada e não percebi quando eu estava desesperada lendo, esse aqui foi bem… morno. Eu conheci um Sasha depressiva por causa da morte da amiga, ainda agindo impulsivamente e se metendo em encrencas e eu apenas suspirava e pensava: ‘Não é possível que isso vai continuar.‘ pois dava a sensação de já ter lido aquilo diversas vezes. O Mikhail continua sendo uma incógnita e não desperta nada de entusiasmo em mim. Os demais personagens aparecem com algumas frequência e ainda gosto muito do Kurt, apesar dele agir como idiota algumas vezes. Os personagens novos que são inseridos aqui aparecem com a frequência devida e tem suas cotas de importância.

O livro tem muito texto que simplesmente não contribui para a fluência da história e como na metade  já temos uma guerra acontecendo, até chegar no final, achei muito mais ‘textos para preencher capítulos e dar andamento‘ do que algo que concretamente traria alguma dinâmica para a história e contribuiria para o enredo, de fato.

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E mais uma vez: o livro tem seus pontos altos e pontos baixos. O primeiro me faz acreditar que a história ainda tem muito potencial para ser explorado e eles são incrivelmente bem escritos e faz eu ficar realmente animada e não desgrudar do livro. O segundo me faz ficar chateada de não encontrar algo congruente para o que está acontecendo. Eu estava esperando mais sangue, mais guerra, mais sobre os mitológicos, mais sobre eles se enfrentando, mais sobre como a guerra seria conduzida. Mais, mais, mais.

E aí eu chego até o final, que é isso: É INCRÍVEL, É DINÂMICO, CHEIO DE AÇÃO E FAZ VOCÊ FICAR CURIOSO E ATENTO E EM TRANSE E DE REPENTE… acaba! Sim, como no primeiro livro, a Kel finaliza este em um momento importante e que me fez ficar curiosa a respeito. Acredito no potencial da história, mas dessa vez realmente não consegui me conectar, mesmo com a abordagem diferenciada da autora, trazendo mudanças de pontos de vistas de vários personagens – que eu gosto muito, pois traz uma visão mais abrangente do que está acontecendo.

O livro foi o balanço de comparações entre o primeiro e o segundo para mim. Algumas coisas não curti verdadeiramente, outras adorei. Não é um livro ruim, pelo contrário. A autora continua escrevendo muito, inserindo quando é preciso traços históricos e até conta um pouco mais a respeito de como os Mestres surgiram (essa é uma das partes OUUUUW!), contudo, não foi algo que evolui como história para mim. Parece que estamos no mesmo ponto desde o momento que a Guerra explodiu. Gosto muito mais do trabalho realizado nesta capa do que no primeiro, ficou mais limpa e textos dispostos de maneira mais harmônica. A diagramação também ficou bacana e pesquei apenas um ou dois erros de digitação, como falta de vírgula.

1 Comentário

  1. Estou ansiosíssima para ler Ruínas de Gelo, o final desse livro é muita maldade ‘-‘

Todos os comentários passam por aprovação, antes de aparecerem aqui! Vamos ler e responder todo mundo com muito carinho!

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