janeiro 18, 2016Editora Intrínseca, Livros Nacionais, Resenhas

[Resenha] Surpreendente!

3 Comentários

gsTítulo: Surpreendente Título original: Autor: Maurício Gomyde Ano: 2015 Editora: Intrínseca Número de páginas: 272

Eu gostei do livro? Sim, eu gostei. Porém, não senti toda essa emoção que eu li várias pessoas comentando e que me fez ficar ansiosa pela leitura.

Eu demorei a escrever sobre Surpreendente! e a publicar a resenha por motivos de… não sei realmente. Eu gravei em vídeo, achei ruim, deletei e cá estou. Vamos então.

Pedro é recém-formado em Cinema e seu sonho, que está tornando-se o desafio da sua vida, é criar um roteiro e gravá-lo e, assim, concorrer a um prêmio consagrado. Como a vida é bem irônica, Pedro nasceu com uma doença degenerativa que o tornaria cego dentro de alguns anos, então, meio que explica os motivos para o seu desespero com o roteiro + filme. Mesmo que a doença esteja estacionada e não haja evolução no quadro, gravar virou a missão da sua vida.

Enquanto tenta manter o último cineclube de São Paulo aberto, trabalhar em uma locadora nas horas vagas e tentar enfiar um pouco de filmes clássicos na cabeça dos poucos clientes, Pedro conhece Cristal, a jovem atendente do bar que tem em cima do Cineclube, estudante de Física Nuclear, que o intriga por sua personalidade e beleza ruiva.

Como a vida é bem irônica (mais uma vez), Pedro descobre que nem tudo na vida dele é como realmente pensou que fosse e parte em uma descoberta: desses segredos e de si próprio. Em um carro pego ’emprestado’ sem o consentimento do dono, Pedro, Cristal, Fit – seu amigo da faculdade de Cinema -, Mayla – uma garota que o ajuda no bar -, embarcam para Pirenópolis, em Goiás, em busca do roteiro perfeito: sem amarras, sem roteiro, sem planejamento. Apenas gravar, fazer aquilo que der vontade, capturar o melhor ângulo: apenas câmeras, gravar tudo durante a viagem, fazer o que for necessário para uma boa imagem e descobrir o que precisa ser descoberto. E assim começa essa nova história, que sem pretensão de se tornar um roteiro, acaba sendo o melhor de todos.

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Eu gostei do livro? Sim, eu gostei. Porém, não senti toda essa emoção que eu li várias pessoas comentando e que me fez ficar ansiosa pela leitura. Quando eu comecei a ler, na verdade, foi arrastado e, talvez, se eu não tivesse falado para mim mesma: ‘vamos terminar esse livro hoje‘ e ter virado a madrugada lendo, não sei se teria ficado animada em continuar. E foi uma surpresa agradável quando a leitura realmente começou a fluir, pois eu fui me sentindo cativada e interessada em descobrir qual seria o final e o sentindo inteiro do livro, já que no começo eu comecei a me questionar se ele teria um, de fato. Os personagens estão lá, mas nenhum deles conseguiram me cativar exceto, talvez, Crystal, por ser tão excêntrica, mas nem mesmo Pedro conseguiu ganhar minha simpatia no decorrer da leitura, mesmo sendo o personagem principal.

Uma coisa que eu gostei bastante foram os diálogos criados entre os personagens que me lembra MUITO (e que eu adoro) os livros do Nicholas Sparks. São criadas brincadeiras, piadas, respostas rápidas e que fazem sentido no contexto. Nesses momentos, eu deixei um sorriso brotar o meu rosto, pois é quase como se eu conseguisse realmente visualizar o jogo de palavras, os sorriso marotos, os olhares cheio de respostas.

É o segundo livro do autor que eu leio e para mim é mais do que perceptível o seu crescimento de um para o outro: aqui eu encontrei uma história mais madura, com dose de romance sem exageros, com uma parte mais poética até e um anseio de fazer e realizar que é tão comum em jovens. Achei tudo maravilhoso? Não, tem algumas partes que me soaram bem forçadas, mas que não desprezam o restante da obra no seu conjunto. Algo que me incomodou e que, talvez, fosse dispensável, são alguns termos técnicos que o autor utiliza mas que não faz diferença para o andamento da história.

Acredito que os fãs de cinema vão gostar de ler algo relacionado a esta arte dentro de outra arte. Eu, particularmente, não sou tão chegada a cinema (pelo menos não pelo produto final em si), mas tem muitas referências à clássicos e, apenas pelo Maurício ter tido a audácia de escrever algo relacionado ao cinema, já é de uma inteligência incrível, pois acabou unindo dois mundo nos quais encontramos verdadeiros devotos.

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3 Comentários

  • Eu
    31 janeiro, 2017

    Esse roteiro não me chama a atenção. Pirenópolis? Aliás, poucos roteiros têm me encantado… Cadê os grandes cenários, as grandes tramas repletas de contrastes? Minha romancista preferida é Nora Roberts. Ela costuma conseguir tudo isso.

  • Camila
    19 janeiro, 2016

    Raphaaa, amiga, quero ler este livro não, acho que será uma leitura arrastadaaa, e olha, nem curto os livros do Tio Nick, no geral não curto não, muito drama né..
    Amei ler sua resenha!!

    Beijos e Amo ver seus vídeos!!

    • Raphaela
      Raphaela
      30 janeiro, 2016

      O início dele é arrastadinho mesmo, mas achei válido a leitura!

      Um beijo :*

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