fevereiro 15, 2016Editora Planeta, Resenhas

[Resenha] Bom dia, Princesa!

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gsTítulo: Bom Dia, Princesa! Título original: ¡Buenos días, princesa! Autor: Blue Jeans Ano: 2015 Editora: Planeta Número de páginas: 496

O livro fala principalmente sobre os desencontros do amor, as descobertas adolescentes.

Não imaginei que vocês fossem ficar tão frenéticos por esta resenha ou que eu mesma fosse gostar tanto do livro, mas sim é a resposta para as duas questões anteriores. Vou contar para vocês, então, o que achei de Bom dia, princesa! do Blue Jeans. A resenha vai ficar um pouco grande, mas assim como é um livro introdutório, preciso fazer essa ‘introdução resenhal’ para vocês.

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Bom dia, Princesa! conta a história de 6 adolescentes: Valéria, Bruno, Raul, Elisabete, Ester e Maria. Eles são rejeitados pelo restante da escola – apesar de eu achar que um ou dois deles não foram tão rejeitados assim – e a partir daí eles se descobrem montando O Clube dos Incompreendidos: ali eles sentem-se normais e acolhidos, suas singularidades não são um defeito junto com os demais, pelo contrário, tiverem que aprender a conviver com aquilo que todo mundo acha mais estranho – e estou falando de coisas simples, como timidez. E durante dois anos eles se encontram, se ajudam, criam vínculos. Porém, alguns dos membros acha que depois de todo esse tempo, eles não precisam mais se reunir e que, fala sério, o clube é uma chatice.

Elisabete é apaixonada por Raul, assim como Valéria. Porém, uma não sabe que a outra gosta da mesma pessoa. Elisabete tem a personalidade bem forte e antes era o patinho feio da escola até seu corpo começar a mudar e tornar-se linda e atraente aos olhos dos garotos, apesar que algumas pessoas insistem ainda em provocá-la por causa do seu passado feio.

Valéria, ou Val, é apaixonada por Raul também. Ela e Elisabete tem uma relação bem interessante de se acompanhar, principalmente por causa da diferença na personalidade das duas. Amizade é isso: você se encaixa com pessoas que nunca passou pela sua mente que fosse alguém decente interessante para si mesmo. A Val é bem ‘normal’: ela ajuda a mãe na loja, é dedicada aos estudos e uma boa filha.

Raul é o carinha popular no grupo – e até fora dele. Ele é bonito e bem educado, o típico cara que faz você suspirar: gentil e educado.

Eu quis falar exatamente sobre o que acontece neste livro, pois estes três são os personagens principais, então, não vi como spoiller e sim como uma maneira de mostrar para vocês que boa parte da história ficará focada neles três.

Bruno é apaixonado pela sua amiga e não é correspondido e isso o destrói por dentro, pois  tem a sensação que de tudo na sua vida não é correspondido ou termina de uma maneira feliz.

Ester é atleta e apaixonada por uma pessoa que parece não sentir o mesmo que ela, mas mesmo assim não inibe seus sentimentos. Ela parece perdida no meio de todo esse caos, mas os amigos a ajudam a ver como as vezes fazemos escolhas erradas.

Maria é uma garota tímida e que não sabe bem o que está acontecendo consigo mesma. Apesar de aparecer junto com outros e em partes pontuais, foi a que mais me surpreendeu no final, principalmente porque eu não esperava em momento nenhum o que aconteceu. E eu fiquei feliz, tipo muito feliz, quando li.

No decorrer do livro, vamos acompanhando a história desses seis amigos, torcendo, descobrindo. Gosto da premissa de que para conquistar algo, sofremos, lutamos e temos a companhia de amigos ao nosso lado, para ajudar quando necessário. Por ser um livro introdutório, temos pequenas porções da vida de cada personagem e seus conflitos tão típicos da idade e, alguns, um pouco mais adultos. A fase de transição que ocorre na vida de todo mundo. 😉

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Eu não sei se é uma característica dos autores espanhóis (porque eu já tive essa mesma sensação com outros), mas eu sempre acho que eles escrevem demasiadamente e que, no fim, não é totalmente necessário para o andamento da história, fazendo com que o livro tenha muitas, muitas páginas. O que acaba me desanimando, pois tem alguns detalhes bobos, algumas descrições de lugares, por exemplo, que não são necessárias. Ao mesmo tempo, você lê, lê, lê e de repente, já ultrapassou mais da metade do livro e continua.

O que  chega a um fato que me incomoda: nós temos 6 histórias diferentes sendo contadas aqui, só que, obviamente, alguma delas vai ter um destaque maior. E falando sério: eu não gosto muito porque demoro a me acostumar com as características e nomes de cada um, principalmente quando eles estão interagindo entre si. É um livro para adolescentes, então, tudo para eles é novidade, tem muito para contar, para mostrar, para fazer. E ainda assim eu adorei o livro, principalmente as páginas finais que eu senti que trouxe alguns temas bem interessantes para a premissa e que, verdadeiramente, me surpreenderam. E eu estou sendo bem chata com livros juvenis, porque simplesmente não faz mais parte de quem eu sou agora, então, acabo achando chatinhos e sem fundamento. Foi bom ler algo que mostra aspectos típicos dessa idade de uma maneira não saturada.

O livro fala principalmente sobre os desencontros do amor, as descobertas adolescentes, o lance de você querer uma pessoa que não te quer, as descobertas do corpo e suas próprias, que o coração não escolhe gênero ou cor para fazer você se apaixonar… Essa é uma mensagem que eu acho muito importante de ser transmitida para jovens.

Aaaaah, eu queria também falar do César, um garoto que aparece de repente no livro e que acabou me conquistado mais do que os personagens principais. Ele é carismático, cheio de personalidade (que no filme ficou um pouco diferente) e que eu desejo que apareça mais nos outros livros, pois ele tem conteúdo para um livro único, por exemplo.

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Faltando poucas páginas para concluir minha leitura, me aventurei em assistir o filme – que está disponível no Netflix e se chama El Club de los Incomprendidos –, antes de terminar o livro. E foi aqui que eu percebi o quanto gostei do que estava lendo, quando eu consegui ver os personagens ganhando vida, consegui enxergá-los como adolescentes mesmo e distinguir melhor as características de cada um. Alguns fatos ficaram mais claros para mim quando eu vi o filme, não apenas no livro, como a minha sensação que o Raul não era um incompreendido totalmente: ele era até muito popular, mas decidiu por conta própria participar do grupo porque achou que era o certo no momento.

Eu tenho mais dois livros do autor aqui e me animei mais em ler agora. Não sei quando ainda, mas postarei minha opinião para vocês também. Me senti atraída por eles por causa dos títulos, esses que o autor sabe muito bem escolher. Mas tenho uma ressalva quanto a este livro: eu teria mantido o título como O Clube dos Incompreendidos, achei que coube melhor dentro da história do que o título acolhido pelo autor.

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Bom dia, Princesa! é o primeiro livro de uma trilogia que já está completa! Agora é só aguardar a editora publicar os demais! Eu acho essa capa linda e a diagramação internar é básica e o início de cada capítulo tem alguns detalhes fofos.

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2 Comentários

  • Simeia Silva
    18 fevereiro, 2016

    Olá! Tudo bem?

    Quero esse livro desde o mês passado quando uma amiga me falou sobre o lançamento, amoooo livros juvenis, sinto uma nostalgia danada e mergulho sempre na história. Espero lê-lo em breve e me deliciar também. E que venham os outros livros logo. Adorei a resenha.

    bjs

    • Raphaela
      Raphaela
      21 fevereiro, 2016

      Então é provável que você vá gostar desse, se joga na alegria!

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