março 29, 2016Editora Verus, Resenhas

[Resenha] A Queda dos Anjos

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Título: A Queda dos Anjos – Fim dos Dias Título original: Angelfall Autor: Susan EE Ano: 2016 Editora: Verus Editora Número de páginas: 279

Recomendo. Muito. E isso é algo a ser levado em consideração, levando em conta que eu não gosto de livros de anjos.

Eu já falei milhares e milhares de vezes que eu simplesmente detesto livros de anjos. Sei lá, é uma criatura que não me atraia com interesse e todos que eu li, não encontrei nenhum que fosse realmente bom. Até me deparar com A Queda dos Anjos. Eu pedi o livro para a editora… por algum motivo que eu ainda não sei explicar, dada a minha relação com anjos. Mas, sim! Eu li o livro em dois dias e simplesmente a-do-rei!

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O mundo como conhecemos foi invadido pelos anjos guerreiros e o único objetivo deles: destruir tudo pelo meio do caminho. Cidades estão devastadas, pessoas estão passando fome e se escondendo não apenas dos anjos, mas também dos humanos, que sendo quem são, aproveitam para mostrar que os anjos tem concorrência a altura: eles estão assaltando em busca de comida, intimidando as pessoas e, claro, criando um mercado negro de tráfico de… anjos: pedaços de braços, pernas, asas… desde que consiga comprovar que é realmente de um anjo, ganhará belas regalias.

No meio disso tudo, conhecemos Penryn: ela está tentando sobreviver a tudo isso junto com a irmã cadeirante Paige e a mãe que diz ver demônios, sombras e outras coisas. Elas precisam se movimentar, pois é perigoso ficar paradas tanto tempo em um determinado lugar. A dificuldade disso tudo está que Paige é cadeirante e a mãe é surtada. Penryn vê na difícil missão de conseguir mover sua irmã e mãe sem chamar a atenção dos anjos e humanos.

Só que ela não consegue.

Elas acabam caindo no meio de uma confusão: um grupo de anjos está atacando outro de sua espécie. E mesmo sendo uma luta de 5 contra 1, eles encontram dificuldades em derrotar esse anjo furioso. Sendo dominado, suas asas são arrancadas de suas costas e ele se torna um anjo caído. Envolvida na situação, Penryn percebe tardiamente que eles notaram elas. Primeiro passo: fugir loucamente. Mas impensável acontece: eles levam sua irmã com eles. Desesperada, a única maneira que ela ver de conseguira irmã de volta, é ameaçando o anjo caído a contar-lhe para onde levaram Paige.

E é o típico caso de confraternizar com o inimigo: Penryn vê Raffe como a ameaça que ele é, mas sabe que deve mantê-lo perto pelo bem da própria irmã. Inconfundivelmente, uma amizade estranha começa a nascer, uma amizade em que um se apoia no outro em busca de um objetivo: Raffe quer ter suas asas recolocadas em suas costas e Penryn quer a irmã de volta.

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Eu li o livro em dois dias, depois de ficar em busca de algo que conseguisse realmente me prender. A Queda dos Anjos traz uma premissa, que em um primeiro olhar, pode parecer bem clichê, mas como eu já falei várias vezes: o modo como se escreve e conduz a história é que faz toda a diferença. Penryn é uma personagem forte e determinada. Ela não me cativou do tipo que me deixa admirada ou que faça com que eu fale dela alegremente para colegas leitores. Mas ela me conquista, principalmente, por não ser uma personagem burra. Ela sabe se defender e tenta defender a irmã. Ela mostra que não é indefesa e enfrenta seus medos. Se tiver que torturar um anjo – por mais que a ideia parece ridícula – é o que irá fazer. A Penryn é, principalmente, humana. Não sei se porque pouco li do Raffe como anjo, mas ele parece mais humano do que tudo para mim: engraçado, levemente sarcástico. Quando percebe que irá precisar da ajuda da Penryn, acaba ajudando a garota de todas as maneira a alcançar o objetivo, que por fim, pode ajudá-lo também.

Uma das coisas que eu mais gostei no livro foi o tom sombrio que permeia as páginas. Mas não se preocupe achando que é algo deprimente, pelo contrário: a autora conseguiu me surpreender exatamente por não dosar a quantidade de bizarrices descritas em cada situação – e não falo isso de maneira depreciativa. Ao final do livro eu estava fazendo caretas e tentando loucamente montar as imagens do que eu estava lendo na minha cabeça, curiosa, ansiosa, receosa.

E a Susan não falhou. Tem um toque sombrio e assustador no livro, o que contrasta com a imagem que temos de anjos: seres angelicais, fofos, bondosos e lindos. Eles realmente são a perfeição encarnada e apenas isso. Não se iludam que aqui irá encontrar anjinhos românticos para se apaixonar pois até mesmo Raffe teu sua aura negra. Conseguem perceber o jogo que a autora fez? Até mesmo o que irá te encantar tem motivos para fazer você temer.

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O fim me deixou bem curiosa, coisa que não acontecia há muito tempo. Estou frenética, louca, desesperada? Não. Mas reconheço quando um livro consegue me conquistar e, definitivamente, A Queda dos Anjos me laçou. Aquele final… a autora costurou a história muito bem, não deixando perguntas importantes em aberto, mas deixando aquele desejo de ‘quero saber’ mais para os próximos livros da série.

Recomendo. Muito. E isso é algo a ser levado em consideração, levando em conta que eu não gosto de livros de anjos.

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