Maio 05, 2016Editora Verus, Resenhas

[Resenha] O Primeiro Último Beijo

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Título: O Primeiro Último Beijo Título original: The First Last Kiss Autora: Ali Harris Ano: 2016 Editora: Verus Número de páginas: 448

Como eu sempre falei e gosto de repetir: vários livros podem ter seus enredos parecidos, iguais. A diferença é como o autor vai contá-la para os leitores.

A primeira coisa a ser dita sobre esse livro é que você vai chorar. E se você não chorar, apenas significa que seu coração está envolto em uma pedra de gelo, sério. E se você não gosta de livros que faz chorar, nem chega perto de O Primeiro Último Beijo. Mas, de verdade, eu recomendo que você leia agora, mesmo assim. *pisca*

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O nosso livro lindo e longo conta, em detalhes, exatamente no ponto em que Molly – uma fotógrafa bem sucedida – está no seu apartamento embalando suas coisas e começa a nos mostrar toda a sua história com Ryan Cooper, que é a partir do momento que eles se conheceram, ainda adolescentes, e sabiam que iriam viver esse amor para sempre depois de um segundo maravilhoso beijo.

O primeiro foi um desastre.

Claro, nem tudo foi fácil, caminhos com flores e dias ensolarados e felizes. E vamos descobrir através dos seus olhos e suas palavras como ela se apaixonou perdidamente por Ryan. E como ele retribuiu de uma maneira mais que generosa esse amor que ela tanto necessitava.

Ryan cresceu numa família grande, cheia de amor e brincadeiras, sendo cuidado e paparicado, com fotos de infância e sonhos grandes para realizar, nunca quis ir embora da cidadezinha no interior de Londres onde todos se conhecem, sua vida ali estava mais do que maravilhosa, com amigos e família. Molly, no entanto, sempre foi retraída com relação a carinho e demonstrações afetivas; sem muito abraço e beijo, obrigada. Sendo assim, descobriu na fotografia a sua própria maneira de observar o mundo e não sentir-se tão diferente do restante das pessoas, que em sua maioria, a achava extremamente estranha.

Mas eles se encontram. E eles ficam juntos. Eles começam a sonhar juntos, sofrer juntos, se desentenderem e se reencontrarem.

O primeiro beijo de verdade… e o último.

A construção do livro é toda feita no passado e no presente e isso me incomodou profundamente. Claro, é importante porque acompanhamos cada etapa dos encontros e desencontros da Molly & Ryan, como eles não deveriam ter ficado juntos, mas o destino sempre os uniu. Isso é lindo, verdadeiramente, ver duas pessoas ficando juntas depois de tantos anos e se amando. CONTUDO, acredito que essa narrativa ficou muito mais parecida com o roteiro de um filme e aí que eu não lia mais se estava no presente ou no passado, eu fui me situado por aquilo que estava lendo e me encaixando no que já sabia. Outro ponto é que esses flashs não são feitos em ordem cronológica, então, imaginem a confusão até conseguir entender o que estava acontecendo. Isso é um ponto importante porque o início acaba sendo muito, muito, muuuuuuuito lento por causa desse fator.

A autora leva você a acreditar que o livro está seguindo por um raciocínio, até você levar um imenso tapa na cara e descobrir que a sua mente não estava tão certa assim. E essa virada da história é tão profunda e emocionante que neste momento meus olhos já estava lacrimejando.

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Eu gosto da Molly: ela é uma personagem divertida, corajosa, sem medo de enfrentar desafios e mudar na vida aquilo que não gosta. Mas eu me identifiquei, principalmente, com os seus pensamentos sobre si mesma: como nunca pensou em estar casa com uma idade tenra, aí aparece Ryan e mostra que ela vai casar e ser feliz. Como as dúvidas sobre a sua vida estavam brotando aos montes e ela não sabia como lidar. Ela é tão humana, tão mulher, tão menina, tão sonhadora, tão eu.

Eu gosto do Ryan: ele é tão doce e verdadeiro, um contraponto com relação à Moly, um complemento, uma adição à sua vida. Ele é tão divertido, engraçado, apaixonado por filmes de comédias românticas e uma pessoa extremamente carinhosa, preocupado com aqueles à sua volta, apaixonado por seus alunos e uma pessoa que deseja fazer a diferença no mundo.

Eu odeio a Casey: é a primeira vez que eu a cito na resenha, mas não quis dar destaque para uma pessoa/personagem que você sabe desde o momento que a conhece, que ela tem todos os requisitos para ser sua amiga, mas na primeira oportunidade vai acabar com a sua raça. Ela é a melhor amiga da Molly, então, vai aparecer muito, muito, muito e também sabemos um pouco sobre  sua vida conturbada e como ela salvou a Molly e a si mesma. E como Molly a salvou.

Eu gosto de como a autora fala sobre beijos no início de cada capítulo: beijos que salvam e resgatam, beijos que destroem, beijos de despedidas e boas-vindas, beijos de amigos, beijos que aprendemos a receber, beijos que nunca teremos e beijos que sempre desejamos. É inspirador. É tão lindo. É tão bem escrito e real.

Você pode me fazer uma favor? Quebre uma regra hoje, enlouqueça, viva o momento. Abra seu coração. Depois, abra mais um pouco. Ame muito, ame mais ainda. Não tenha medo de se expressar, de gritar, de ser ouvido. Diga EU TE AMO. Aposte todas as fichas. Aposte todas as fichas no amor. Por mim. Porque eu não fiz isso. E agora não posso mais.
Isso é tudo.
(Mas não o suficiente.)

O final… É o final esperado, depois de tudo que foi descoberto no decorrer do livro, mas achei extremamente apressado, sabe? Depois de ler 400 páginas de uma história de amor, em de-ta-lhes, senti falta desse detalhamentos nas últimas páginas, onde me pareceu ser tão necessário – queria realmente descrições precisas e pequenas – mas que a autora não deu mais importância, já que a história principal já tinha sido toda moldada.

Tirando esses dois probleminhas de situar-se cronologicamente na história e o final apressado, eu achei um livro extremamente lindo, engraçado, com muito sentimento real. E sim, ele ficaria belamente incrível nas telas de cinema (me resta ficar torcendo, porque eu tenho certeza que várias pessoas sairiam com a cara inchada de tanto chorar). Só que o livro é mais do que isso: quem lê acaba se apaixonando pelo Ryan através dos olhos da Molly, julga suas atitudes mas consegue entender porque ela se sente daquela maneira. E principalmente, é um livro sobre amor.

Vou falar que talvez você não tenha lido algo parecido, pelo menos, com essa história? Não, não é nada disso. Mas como eu sempre falei e gosto de repetir: vários livros podem ter seus enredos parecidos, iguais. A diferença é como o autor vai contá-la para os leitores.

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