maio 07, 2016Editora Bertrand, Resenhas

[Resenha] As Gêmeas do Gelo

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Título: As Gêmeas do Gelo Título original: The Ice Twins Autor: S.K Tremayne Ano: 2016 Editora: Bertrand Brasil Número de páginas: 365

As Gêmeas do Gelo é aquele típico livro que você consegue ver tornando-se um filme maravilhoso, bem no estilo Garota Exemplar, sabe?

Quem me acompanha nas redes sociais – sério, você precisa me acompanhar para entender metade das besteiras que acontecem comigo e porque eu sou legal *pisca* – viu que quando eu terminei de ler esse livro, falei que o final tinha sido broxante. CALMA, AÍ! A minha irmã leu também e o bom de ter outras pessoas para  conversar sobre livros, assim como tenho vocês, é que você consegue debater e ver a história por outro ponto de vista, que pode não ser aquele que comentou no calor e no auge da paixão/ódio. Então, antes de me atirarem pedras, venham ver o que eu tenho a falar.

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Kirstie e Lydia são gêmeas idênticas e, estranhamente, a ligação dessas duas meninas é mais incomum do que as ligações que já acontecem entre gêmeos. Desde que elas estavam sendo geradas, os médicos comentavam fatos do tipo ‘elas estão agindo iguais dentro da sua barriga’ e isso aconteceu também depois que elas nasceram, como ‘elas são tão ligadas que é como se uma coexistisse dentro do corpo da outra’. Sarah e Angus, os pais das gêmeas aprenderam a lidar com ambas, cada uma à sua maneira: uma é mais parecida com a mãe – calma, tranquila, leitora – enquanto a outra se parece mais com o pais – agitada, por onde passa chama atenção – comunicativa -.

Contudo, um acidente acontece e uma das meninas morre. Para os pais e todo mundo, quem morreu foi… KISRTIE OU LYDIA (HAHAHA, achou que eu ia contar, né?). Mas uma dúvida absurda começa a surgir: QUAL DAS DUAS MORREU, uma vez que a situação e as circunstância acabam criando suspeitas enormes?

Mais de um ano depois da tragédia, Angus parte para uma ilha escocesa herdada da avó junto com a esposa e a filha sobrevivente, com o intuito de recomeçarem a vida. Mas a filha sobrevivente começa a falar que os pais estão confundido, que na verdade ela está viva (que acharam estar morta) e que a filha morta está vida. E aí começa o fuzuê geral.

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Eu tentei não dar spoiler a respeito de nada – e não dei! -, mas a própria sinopse do livro pode abranger um pouco mais da curiosidade de vocês. De fato, As Gêmeas do Gelo é um livro curioso e perfeitamente bem escrito, intercalando os pontos de vistas da mãe e do pai, para que o leitor consiga entender de ambas as partes como a história está se desenvolvendo e tendo a perspectiva de cada um a respeito do que está acontecendo.

Fiquei perturbada? Não vou mentir: fiquei. O livro tem um tom de filme de suspense e terror que me deixa angustiada, pois eu detesto não saber, ou pelo menos imaginar,  o que vai surgir no próximo caminho. As duas meninas são apresentadas de maneira doce e um pouco técnica, mostrando suas características e diferenças, como cada uma lidava com a vida e uma com a outra. E essa relação entre as gêmeas é interessante de ler e extremamente importante para o decorrer do livro, até porque você também não sabe qual das duas morreram. E é, verdadeiramente, perturbador ler a seguinte frase:

– Mamãe, por que você continua me chamando de *nome da gêmea*?

– O quê? Não entendi, querida.

– Por que você continua me chamando de *nome da gêmea*, mamãe? *Nome da gêmea* está morta. Quem morreu foi a *nome da gêmea*. Eu sou a *nome da gêmea*

E aí você começa a duvidar e desconfiar de todos os personagens que são citados no livro, começa a ficar paranoico pois quer saber o que aconteceu, acompanha a Sarah surtar com a filha que diz estar viva e ela acreditava estar morta, sem contar que a porcaria da ilha que eles se enfiaram… Gente, essa maldita ilha é no meio do nada! Não tem luz sequer! E ela dá uma aura ainda mais macabra para tudo que você está lendo, com lugares sujos, quartos escuros e ventos misteriosos.

Sério, me arrepio toda aqui.

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Obviamente que o leitor descobrirá tudo que aconteceu e ponderará sobre o que leu. E foi nesse momento que eu tive a epifania de dizer que o final era broxante, pois estive tão envolvida na história, que não consegui entender outro lado que existe dentro de todo o desenrolar das páginas finais. Quando eu li, não era o que eu imaginava ou queria que acontecesse. Depois que eu conversei que conversei com a minha irmã, vi que era o caminho mais ‘óbvio’ para seguir, depois de tudo que eu tinha lido.

As Gêmeas do Gelo é aquele típico livro que você consegue ver tornando-se um filme maravilhoso, bem no estilo Garota Exemplar, sabe? Ou qualquer um desses filmes de suspense que tenham crianças assustadoras que eu não sei onde os produtores encontram e que tem aquele olhar maligno. É, prioritariamente, mais do que indicado principalmente para aqueles leitores thriller psicológico. É um livro incrível e intrigante e, sim, maravilhoso de uma maneira sádica, talvez e envolvente no ponto certo. O final… bem, o final vai fazer a sua mente girar e sua imaginação correr solta, e aí vai de cada um idealizar aquilo que sentiu.

Mas acreditem em mim: é incrível mesmo. E são obrigados a acreditarem nisso porque eu sou uma pessoa medrosa de natureza com suspense e espíritos e estou maluca e vejo coisas e não sei no que acreditar. E eu fiquei surpresa com o que li.

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5 Comentários

  • Bruna Araujo
    29 julho, 2016

    Olá Raphaela, td bem?
    Depois de ler várias resenhas positivas, fui correndo comprar o livro. Hoje estou caminhando para o final (passei a metade) e digo que é mesmo impossível de largar este livro, ele é absolutamente perfeito em cada detalhe e o autor consegue te deixar intrigada e sempre querendo descobrir mais, desconfiando de tudo e de todos e ter vários sentimentos. Até o momento estou sentindo tristeza e pena, sinto este livro como um bom suspense, mas sem dúvidas, um grande drama. Ele me faz pirar com os personagens e até parece que sou parte deles pq chego a sentir a angústia que essa família está vivendo, sinto pena de todos, é uma situação muito complicada. O autor consegue construir uma trama em que é impossível prever o que pode estar se passando, e não me lembro de ter passado isso em nenhuma outra leitura, sempre há o que supor, mas, nesse me sinto sem cartas na manga, se é que vc me entende. Uma das revelações no meio do livro, a qual vc deve se recordar, me fez ficar de cabelo em pé, nunca isso passou pela minha cabeça, jamais e sei que essa nem é toda a verdade, vem mais para o final… E só consigo ficar me perguntando: “O que mais de verdade pode haver em toda essa história? Como será o desenrolar de tudo??!” Espetacular.

    • Raphaela
      Raphaela
      08 agosto, 2016

      Oi, Bruna.
      Só de lembrar a história desse livro me arrepio. É uma confusão de sentimentos mesmo! Te entendo perfeitamente! Quero saber a sua opinião sobre o desfecho, viu? Volte aqui e me conte! Bj

  • gabriela
    21 julho, 2016

    Eu adorei esse livro porque sai daqueles roteiros que sempre lemos: casal+ morte+ lágrimas!É incrivel! E muito interessante!

  • Lis Volpe
    19 maio, 2016

    Oi!
    Que enredo interessante, é a primeira resenha que leio desse livro e fiquei super interessada.
    Por incrível que pareça esse “final meu broxou” meu deixou mais curiosa, porque não consigo enxergar um livro assim desandar, já até pensei numa teoria aqui rs

    Beijos

    • Raphaela
      Raphaela
      28 julho, 2016

      Leia porque vale a pena!
      Obrigada por comentar, Lis!

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