junho 28, 2016Editora Bertrand, Nora Roberts, Resenhas

[Resenha] A Casa da Praia

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Título: A Casa da Praia Título original: Whiskey Beach Autora: Nora RobertsAno: 2016 Editora: Bertrand Número de páginas: 476

Como de costume, a construção do livro é digna da Nora. Ela sabe contar uma história, como já provou em um conjunto extenso de obras.

Faz algum tempo que li este livro [insira aqui quase três anos], então perdoe qualquer inconsistência. O local protagonista? A Casa Bluff, aos pés da Praia Whiskey (Este é verdadeiramente o nome dado – imagine se ao invés de água, as ondas são feitas da bebida alcoólica? Algo a se pensar). A história tem seu início quando, após um período conturbado em que ele foi acusado do assassinato de sua ex-mulher, o advogado Eli se cansa da tumultuada Boston e decide que precisa de um refúgio na lendária Casa Bluff, propriedade de sua avó, esta que após um acidente, está justamente em Boston para um tratamento.

Eli acredita então que a casa está vazia, mas logo conhece Abra Walsh, uma vizinha de sua avó que cuida da casa quando ela não está. Abra é uma personagem multiuso em suas profissões: instrutora de ioga, massagista terapêutica, artesã de joalherias, entre outros, e ainda uma espécie de cuidadora de casas. Parece surreal, e seria, provavelmente, na realidade.

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Abra é uma alma caridosa, mas um tanto invasiva. Vive tentando cuidar de Eli, seja com a culinária ou algo sobre a casa, não percebendo que talvez ela não precisasse de tanta atenção porque não estava vazia. Como Eli tem uma personalidade mais fechada, soa como uma forma forçada para que eles se aproximassem, mas tudo bem. Nada de gravíssimo quanto a isso. Mas é razoavelmente constrangedor Abra se disponibilizar a lavar a roupa dele (até as cuecas, sério?) porque é uma pessoa “de bom coração” e gosta de ajudar as outras pessoas, principalmente aquelas passando por um momento difícil. Acho que deveria ter sido estabelecido um limite aqui.

Ela entrou novamente, em direção à música, às vozes. E o deixou balançado, desejoso. Desejando-a, ele percebeu, mais do que ele desejara qualquer coisa além de paz em muito tempo.

E como é comum nos livros independentes da Nora, associado à aproximação dos protagonistas existe o elemento suspense. Aqui, tudo começa com um stalker com um interesse único na casa. Começa com uma invasão e logo a percepção de que ele havia cavado um buraco no porão, como se à procura de algo. Uma série de acontecimentos começa a se desenrolar e o casal em formação se vê envolvido em uma trama sobre a suposta existência de um tesouro; uma trama que dá indícios de estar relacionada ao assassinato da ex-mulher de Eli.

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Minhas impressões do livro, na época, foram bastante rasas, eu me lembro. A história em si não foi instigante e o suspense não causou em mim um desejo por desvendá-lo. Eu gostei do casal principal em si, mas porque não havia uma razão forte para que o contrário acontecesse. O relacionamento deles, assim como toda a história, foi bastante morno. Abra tomou mais as rédeas da situação, muito também porque estava num momento bem mais estável do que Eli que, desde o início, estava relutante em se aproximar dela. No entanto, o que mais gostei foi do relacionamento de Eli com a sua avó Hester; o cuidado e amor que ele tem com ela são inspiradores e ela, em si, é uma personagem com bastante personalidade. Adoro a contribuição de crianças e idosos às histórias; inocência e experiência são ótimos ingredientes adicionais.

Eu não poderia amá-lo tanto sem que você me amasse de volta. Eu não saberia como é certo estar com você se não soubesse que você me amava.

Como de costume, a construção do livro é digna da Nora. Ela sabe contar uma história, como já provou em um conjunto extenso de obras. Ele tem um considerável número de páginas, então não indicaria como uma leitura rápida e leve. Talvez quem gosta de ler sobre lendas e tesouros místicos, ache que este aspecto da história valha à pena.

Não recomendaria alguém começar a conhecê-la por este livro; ele não é, de fato, nada de especial. Basicamente um mediano. Eu, enquanto fã e leitora assídua da autora, não me arrependo de ler, pois sempre me interesso pelo trabalho dela. E sempre me interessarei. Então, para quem é fã, este não é dos melhores, mas ainda assim é legado de Nora. Para quem não é, opte por algum outro livro. Ela tem uma coleção diversificada para escolher 🙂

Quando olho para você, vejo todos os dias e todas as possibilidades que existem neles.

 

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