Editora Valentina, Resenhas
Título: Minha Vida Mora ao Lado Título original: My Life Next Door Autora: Huntley FitzpatrickAno: 2015 Editora: Valentina Número de páginas: 320

Não li o outro livro da autora ainda, acho que mais por apego a este e medo de me decepcionar. Quero sempre ficar na mente que o Jase e a Sam são um dos casais jovens mais fofos que eu tive a oportunidade de ler.

Eu li Minha Vida Mora ao Lado no final de 2015 e eu simplesmente me apaixonei. No entanto, não vi tantas pessoas falando a respeito do livro no Brasil e ao mesmo tempo via perfis de Instagramers gringos só postando aos montes fotos e feedbacks do livro. Eu apenas queria que todo mundo desse uma chance para este livro pois eu sou simplesmente apaixonada por ele.

O primeiro ponto que precisa ser deixado claro no livro é que traz situações controversas. Vamos lá. Samantha é uma Reed. No momento sua mãe está trabalhando para sua campanha política para o estado de Connecticut, junto com o novo namorado, Clay. Sam tem absolutamente tudo na vida: uma casa maravilhosa e impecável sem um móvel fora do lugar, uma boa escola, comida gostosa e… solidão. Com a mãe super ocupada e a irmã que vive mais fora de casa do que dentro, ela tem apenas amiga Nan por perto, mas que está resolvendo os próprios problemas junto com o irmão gêmeo, Jim.

Contrariando todas as expectativas, Sam não aceita de mão beijada o que recebe por ser filha de uma candidata ou por ter uma vida relativamente boa. Ela se esforça para ter seu próprio mérito e não depender apenas da mãe, querendo provar seu valor trabalhando, o que é bem louvável para uma adolescente que poderia simplesmente ignorar esse fato e ser estúpida e mimada. O que é outro fato bem desconcertante, diante da criação da mãe dela.

Como desde sempre foi proibida de se relacionar com os vizinhos, os Garrett, Sam sempre observou da varanda do quarto a família barulhenta e enorme – 8 deles são apenas filhos! – que se divertiam do outro lado do muro. Eles claramente não tinham a mesma vida que ela, mas o que importava mesmo era que eles esbanjavam felicidade e amor, que era duas coisas que ela mais desejava da própria família. Mas o mundo, sendo debochado como é, coloca Jase em sua vida: um dos Garrett adolescente e completamente apaixonante.

A família de Jase acolhe Sam como ela fosse uma Garrett desde sempre, mesmo que a menina esconda que está se envolvendo não apenas com um , mas com todos eles de uma vez. Mas, claro, esse relacionamento vai ser posto a prova e diante de um terrível acidente, segredos serão revelados, o mundo da Sam desmorona, com muita razão, e ela se vê no meio de um conflito terrível.

Muitas pessoas sentiram falta de ALGO A MAIS no livro… talvez eu estivesse tão envolvida com a família Garrett que me esqueci em pensar em ‘algo a mais” – para mim foi no ponto, foi perfeito. Sam não é aquela personagem adolescente estúpida que dá vontade de matar, pelo contrário, ela tem noção dos privilégios da sua vida, mas quer mostrar para todos e si mesma que pode ser mais do que isso. Seu relacionamento com Jase começa de maneira tão doce e terna que é impossível você  não se apaixonar junto com eles. Jase faz parte de uma família gigante e temos a oportunidade de conhecê-lo aos poucos e é um furacão e muito amor emanado ao mesmo tempo. Ele é fofo, carinhoso, romântico e justo. Como não gostar desse bom moço, gente?

O conflito inteiro do livro demorou um pouco a chegar e depois que apareceu, passou rapidamente, eu não me importei – estava encantada com a família Garrett, gostaria de deixar claro. E é importante dizer que este problema que surge afeta a Sam diretamente e aqui, mais uma vez, temos vários exemplos de uma pessoa digna e honesta. Sério, ler esse tipo de atitude em uma garota tão jovem me enche de orgulho, ainda que ficcional.

Gosto do desenrolar da história, da maneira como a autora nos apresenta a cada família, dos conflitos externos ao casal e como é importante dar atenção a esses pequenos sinais de problemas, da maneira como a autora equilibra a nossa percepção de certo x errado e aquela velha história de “a grama do vizinho é mais verde“. Muitas famílias estão envoltas em papel de presente, mas sem nenhum amor à disposição, enquanto que os Garrett que tumultuavam por serem muitos, tinha de sobra para dar algo que a Sam sempre quis.

Não li o outro livro da autora ainda, acho que mais por apego a este e medo de me decepcionar. Quero sempre ficar na mente que o Jase e a Sam são um dos casais jovens mais fofos que eu tive a oportunidade de ler.  ♥

1 Comentário

  1. GABRIELA disse:

    otima resenha!

Todos os comentários passam por aprovação, antes de aparecerem aqui! Vamos ler e responder todo mundo com muito carinho!

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