fevereiro 19, 2018Editora Galera Record, Resenhas

[Resenha] Olá, adeus e tudo mais

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Título: Olá, adeus e tudo mais Título original: Hello goodbye and everything in between Autor: Jennifer E. SmithAno: 2017 Editora: Galera Record Número de páginas: 269

Olá, adeus e tudo mais poderia ter dois desfechos e eu amaria igualmente qualquer um dos dois.

Clare está indo para a faculdade em New Hampshire. Aidan escolheu ir para o lado oposto, na Califórnia. Depois de meses, a última noite na cidade chegou e eles terão que tomar a grande decisão: continuar seu namoro, mesmo à distância, ou terminar logo sem mágoas?

– Isso é meio louco, não é?
– O quê?
– A gente ir embora amanhã – responde ela, aumentando um pouco o tom. – Depois de todo esse tempo só temos mais doze horas. Finalmente chegamos a esse ponto… Ao fim da estrada.
– Ou – argumenta ele – ao começo.

Clare é uma adolescente que gosta de planejar todos os pontos de sua vida e, por isso, precisa ter certeza de que estará fazendo a coisa certa naquela última noite, para não tornar as coisas mais difíceis depois. Para isso, ela cria uma lista de lugares para visitar com Aidan, na esperança de que reviver suas lembranças ajudaria na grande decisão antes de sua partida.

Já Aidan prefere deixar as coisas rolarem. Cada coisa em seu tempo, cada peça em seu lugar, exatamente como for pra acontecer. Ele sabe, porém, que no final a decisão é de Clare e, assim, tenta convencê-la de que vale a pena insistir naquele relacionamento.

– Esse tipo de relacionamento não surge muitas vezes – argumenta ele, os olhos brilhando. – E você quer simplesmente jogar tudo fora porque pode ficar difícil demais. Ou porque quer estar livre para conhecer alguém.
– Não é isso – protesta ela, tentando não deixar a frustração transparecer no tom de voz. – É só que… somos tão jovens. Não é tão louco assim achar que podemos não terminar a vida com a pessoa que namoramos no colégio.

Os pais de Clare já haviam sido casados antes, com seus respectivos namorados do colégio, e estavam muito mais felizes agora, um com o outro, no segundo relacionamento, o que contribuía muito com o medo da adolescente de insistir em algo errado e acabar perdendo os melhores anos da sua vida na faculdade.

“Éramos jovens”, explicou gentilmente sua mãe, afagando os cabelos de Clare. “Achamos que havíamos encontrado o verdadeiro amor. Mas na verdade tinha sido só um primeiro amor.”
“As coisas mudam quando você fica mais velho”, completou o pai. “Mas tivemos sorte. Para nós, o segundo amor acabou sendo o melhor de todos.” Ele pegou a mão da mãe de Clare. “E é por isso que não apenas amo sua mãe. Eu amo amo amo sua mãe.”
“Por que três vezes então?”, insistiu Clare. “Se é só o segundo amor?”
“Porque duas não são o bastante”, respondeu seu pai com um sorriso. “Mas, se eu fosse dizer mil vezes, me atrasaria para o trabalho.”

Confesso que a insegurança de Clare sobre esse namoro me incomodou muito até a metade do livro. Pareceu-me que o maior medo dela era do namoro à distância não dar certo, enquanto o de Aidan era perdê-la.

Porém, assim como Aidan, entendi os sentimentos de Clare: é muito difícil você continuar sendo próximo de alguém que nunca estará presente fisicamente. Veja bem: acredito em relacionamentos à distância, mas somente quando há uma data marcada para essa distância terminar, caso contrário as pessoas acabam vivendo em dois mundos completamente diferentes e os poucos momentos de ligações ou mensagens não serão suficientes para juntar esses mundos.

Apesar dos problemas tão adolescentes me deixarem um pouco entediada em alguns momentos, a história do livro é é leve e perfeita para um momento de relaxamento e, talvez por colocar muita expectativa no livro por ter amado A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista, acabei me decepcionando um pouco, o que não tira o brilho da história.

Olá, adeus e tudo mais poderia ter dois desfechos e eu amaria igualmente qualquer um dos dois, pois o fim de um relacionamento com a sua superação é tão emocionante quanto vencer as dificuldades e continuar a relação amorosa, e confesso que a escolha da autora fez algumas lágrimas minhas escorrerem.

– Nós não paramos de jogar de um para o outro essas duas possibilidades: terminar tudo ou deixar as coisas morrerem. Mas existe a terceira opção.
[…]
– Como um segundo prólogo.

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