abril 12, 2019Rapha Em São Paulo

Um mês morando em São Paulo

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Dizer para vocês que é fácil estar longe de casa, família, amigos, seu porto seguro… não é. Esse primeiro mês em São Paulo foi muito difícil para mim.

😭 Chorei muito.

🛫Quis voltar para casa todos os dias.

🍝 Fiquei com medo de ficar sem ter o que comer, ainda que tivesse comprado comida.

🤷‍♀ Descobri que as pessoas não vão parar de viver a vida delas porque você mudou. E isso é um soco na cara.

🖥Fiquei trancada num quartinho que era escritório da amiga e que também onde passava o dia trabalhando. Isso me deixou louca.

🖱🏠Me adaptando ao novo trabalho e a funcionalidade home office.

👩🏻‍🦱❌Solidão.

🧟‍♀ Essa sensação de estar em um lugar novo, poder desbravar, mas sentir falta de alguém para compartilhar uma batata frita.

Teve dias que eu fiquei o final de semana inteiro trancada porque não queria sair, não sabia o que fazer. São Paulo te sufoca, te engole, ninguém está preocupado, você tem que correr atrás. Estava muito chorosa, não com medo, mas por estar me tornando adulta. Isso é muito difícil e machuca.

Tive alguns insishts importantes com relação a minha mãe, amizades, trabalho, sonhos, conquistas e nunca respeitei tanto pessoas que largam tudo para (re)começar. É um processo dolorido e eu tenho uma família e amigos me apoiando. Me fez ficar pensativa, me fez enxergar tudo por uma outra perspectiva. E esses pequenos aprendizados são importantes.

Descobri que se eu tivesse me aventurado em São Paulo lá em 2012, quando essa ideia bateu na minha cabeça, teria voltado correndo para casa.

E existe um palavra que define bem: maturidade.

Dois anos de terapia + uma Rapha mais segura e independente + maturidade + experiências = faz uma diferença danada. E isso é totalmente meu, está bem? Não é uma regra, não é nada disso. Foi apenas eu mesma me estudando, me analisado, me conhecendo e me vendo como alguém que nas pequenas coisas, entende como sempre fui sortuda de ter pessoas que me amam ao meu redor. Que esperar um pouco faz parte.

Que as crises de ansiedade são ativadas por gatilhos antes desconhecidos.
E ter que lidar com as crises de ansiedade sozinha está sendo um desafio enorme, pessoal. E todas as vezes que respiro fundo e percebo que consegui superar mais uma, é aquela sensação de vitória com cansaço.

Ser adulto é ruim. Não recomendo.

Mas seria muita hipocrisia da minha parte não falar sobre as coisas boas. Deixar minhas coisas bagunçadas é bom. Arrumar quando eu quero e deixar tudo com cheiro de desinfetante é melhor ainda. Tenho que lavar a roupa, colocar amaciante e quando terminar de bater na máquina, já estender no varal.

Mas nunca vai ficar com o cheiro de quando a mãe lava.

Que conhecer novas pessoas não é interessante, principalmente neste momento em que me sinto tão sozinha. E, exatamente no dia que fiz um mês aqui, fui para o Beco do Batman, um dos meus lugares preferidos aqui, para tirar fotos em comemoração. Decidi tirar fotos por mês, como se fossem mêsversários, igual as mães com os bebês, em lugares que fizessem sentido, que eu conheci, gostei.

E foi nessa brincadeira que conheci o André. Estava lá montando meu tripé improvisado com mochila, carteira, casado de frio para tirar minhas próprias fotos, quando ele perguntou se poderia tirar fotos de mim, que estava viajando pelo Brasil. Eu, obviamente, aceitei. E todas as fotos desse post foram tiradas por ele. Em um dos dias que eu estava bem, estava feliz. E que foi importante para lembrar que nem tudo vão ser flores, mas que eu posso fazer essa estadia aqui ser incrível.

Estou tentando todos os dias.

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