Relatos de Uma Blogueira, Vídeos

emprestimo

Vocês tem problemas em emprestar livros? Já emprestou e nunca mais viu? Sumiram, a pessoa e o livro? POIS É! JÁ ACONTECEU COMIGO TAMBÉM e hoje eu conto um caso específico que ocorreu comigo e a minha mãe HAHAHAHAH e como eu lido hoje com o lance de tantos pedidos de livros e como eu vejo de uma maneira diferente a arte de emprestar.

ISSO NÃO QUER DIZER QUE TÁ TUDO LIBERADO, LARGADO E JOGADO, VIU?

Confiram o vídeo abaixo, que eu eu fiz de uma maneira diferente, e que gostaria d receber o feedback de vocês a respeito 🙂

Para ver o link com o texto que inspirou esse vídeo e que já foi postado, é só clicar aqui.

Relatos de Uma Blogueira

Empréstimos. De. Livros. Um assunto delicado de ser falado, afinal, quem quer ficar emprestando seus livros por aí, principalmente se for um leitor – blogueiro – fanático – total – e – completamente – alucinado – por – toda – a – coleção – tão – preciosa? É quase tabu, pelo menos pra mim.

Eu sou aquela leitora chata pra emprestar livros, sabe? Na verdade, eu não empresto. Não quero saber se é  irmão, amigo, mãe, pai, colega de longa data… terceiros? O primo do namorado do genro do irmão do meu colega de trabalho tá querendo um livro emprestado, rola? O QUÊ? É quase me xingar. Sem chance. Pior mesmo é quando o livro viaja sem sua autorização. Você empresta para seu amigo do peito, que lê e empresta para o irmão, que empresta para a namorada, que empresta para o primo, que vai para o padeiro, depois o eletricista e quando você percebe o livro sumiu, e ninguém viu!! Diversas vezes eu já ouvi: Credo, pessoa egoísta. Não sei o que tem emprestar um livrinho… *olha de lado* Eu sou uma pessoa de coração ruim, de verdade. Meus livros são os meus bens mais preciosos. Leve minhas roupas, minha mochila, meu laptop, minha cama e a minha irmã, mas não mexa nos meus livros de jeito nenhum.

Só que nesses últimos meses, eu resolvi bancar a boazinha. Abri meu coração, fui libertada dessa maldição do não empréstimo de livros, me senti a pessoa mais generosa do mundo e comecei a emprestar os meus babys *aperta e abraça com carinho a caminha com todos eles abraçadinhos um ao lado do outro* Comecei pelo povo da família, né? Minha mãe queria um livro, pedia uma indicação e eu emprestava. Aí veio os amigos de peito que você confia, mas não confiava há um tempo atrás a ponto de emprestar os livros. [PAUSA] Não confiava por que eu ainda era uma pessoa de coração ruim e maldosa que não emprestava livros de forma alguma  🙂

Aí dava aquelas recomendações básicas que qualquer leitor – blogueiro – fanático – total – e – completamente – alucinado – por – seu – livro – precioso dá: toma cuidado com o livro. Não deixa a capa amassar. Tem uma marcador dentro. Não suja. Enquanto estiver lendo, não coma. Etc… etc… etc…
E eu fui de verdade uma pessoa boa: emprestei todos os livros da Irmandade da Adaga Negra para a minha irmã, emprestei Um Dia, A Promessa e mais uns três para a coleguinha de trabalho que cuida diretinho também (e é uma fanática por livros tanto quanto eu), emprestei meu Três Metros Acima do Céu e Sou Louco Por Você do Federico Moccia e que eu M – O – R – R – O de ciúmes para a Pâm (colunista de Literatura Nacional do blog) e emprestei meus livros LINDOS do Nicholas Sparks para a minha mãe. Tipo, pra mãe você pensa que não precisa falar toda essa lista de cuidados, por que já que ela convive todos os dias com você, sabe realmente como você é com os livros, certo? ERRADO, meus queridos amiguinhos! 
POR QUE FOI EXATAMENTE A MINHA MÃE QUEM FEZ O QUE EU MENOS ESPERAVA: 
E.S.C.R.E.V.E.U N.O M.E.U L.I.V.R.O
Sim!! A pessoa que você pensa que é um ser puro e que nunca vai te magoar faz o quê? ESCREVE NO SEU LIVRO!! ESCREVE – NO – SEU – LIVRO! A sua mãe não tinha que ser a pessoa que mais te entende? Como, em nome dos céus, a pessoa que te pariu escreve num livro seu?! Como?! E o melhor vocês não sabem: ela escreveu no meu livro e ficou com raiva de mim!
Segue o diálogo:
– Rapha, me empresta outro livro? Aquele eu já terminei. – diz minha mãe toda orgulhosa do seu feito.
– Pega qualquer um aí, mãe. – digo jogada na cama em uma sábado de manhã em que acordei cedinho para continuar minha leitura de O Resgate do Tigre.
– Não, escolhe você por que já sabe mais ou menos como eu gosto das histórias.
Olhei pra estante da onde eu estava, analisando as opções:
– Quarta fileira tem dois livros brancos um ao lado do outro. Salta um e pega O Diário de Suzana para Nicolas.
Ela vai até lá, pega o livro e sai do quarto toda serelepe. Volta com o meu Diários de Uma Paixão do Nicholas Sparks. Volta e coloca ele aos pés da minha cama, enquanto eu me mantenho estendida na cama, com meu livro em cima da barriga, olhando – a por cima da borda do livro.
– Aqui o outro que eu terminei. Eu escrevi um número de telefone de um colega atrás dele, viu?
Engasguei. 
– O quê?
– Eu escrevi o número de celular aqui ó – abre a última página do livro e me mostra a sua bela caligrafia com um número de celular escrita no meu livro.
– Mãe, como assim você escreveu no meu livro? 
– Uai Raphaela. Foi só um número. Como eu estava apressada, eu peguei e escrevi nele mesmo, ora essa!
–  De lápis?
– Não, de canaeta.
– O QUÊ? VOCÊ ESCREVEU NO MEU LIVRO DE CANETA?!
– Se preocupa não, eu passo um corretivo  e você nem vai saber que tem um número aqui.
– Vai ficar a coisa mais horrorosa do mundo! Por quê você não escreveu naquela agenda que tu tem dentro da bolsa, mãe? – perguntei emputecida da vida e com lágrimas nos olhos. Era o meu livro do Nicholas Sparks! Do meu divo Nicholas!
– Por que eu estava com pressa, até abrir a bolsa e caçar a agenda ia dar muito trabalho!
– Eu não acredito, mãe. Eu não acredito! Por que você fez isso? Você sabe o quanto eu sou enjoada e escreve no meu livro?? Cadê seu celular? Pode me dar ele agora, já que você não sabe usa – lo vou jogar dentro do vaso!
– Eu não acredito que você está fazendo esse drama todo por causa de um número! E se fosse um caso de vida ou morte?
– Era o caso?
– Não. – ela respondeu, m olhando como se estivesse certíssima!
– Então – por – que – você – fez- isso??? Nem criança risca livro, mãe! Só se for de desenho mesmo!
– Você quer saber de uma? Você quer que eu compre outro livro pra, quer? Pois pode deixar. – Pegou o livro de cima da cama e partiu para o quarto dela. – Pode pegar seu livro velho de volta que eu não quero mais saber não. Eu não sei pra que esse escândalo todo por causa de um numerozinho em um livro. – jogou meu O Diário de Suzana Para Nicolas em cima da cama. – Não quero mais livro nenhum seu não.
– Acho bom. Sabe que dia que você vai pegar um livro meu emprestado de novo? Nunca mais!
E ainda teve uns blá blá blás com coisas do tipo: ‘daqui uns dias você para de comer e vai viver de livros.’ ‘Não sei pra que todo esse escândalo por causa de um número escrito em um livro’ A partir de então, eu estou esperando todos devolverem meus livros emprestados. SABE QUE DIA EU EMPRESTAREI MEUS LIVROS DE NOVO?! Nunca – mais! Nunquinha! Never! Você empresta, a pessoa escreve e ainda fica chateado… com você! Dessa lição o que eu posso tirar: você quer ser legal, espalhar a cultura entre as pessoas e ainda sai como o malandrinho da história.
De verdade, depois desse texto, muitos podem pensar que eu fiz tempestade em copo d’água. Até eu mesma parei para refletir a respeito da situação toda. E definitivamente: se uma pessoa tem a sensatez de pegar uma caneta e escrever no seu livro, ela não merece ter mais nenhum livro à mãos, mesmo que seja a sua própria mãe. Principalmente por ser a sua mãe. Eu queria ver a cara dela se eu pegasse uma canetinha de tinta permamente e saísse escrevendo e desenhando e fazendo arabescos pelos armários de cozinha brancos dela. E depois, passasse uma mãozinha de tinta florescente laranjada. 
A partir desse dia, decidi que todo mundo aqui em casa estaria de castigo. Todo  mundo está sem livro.
Vai que algum dia, essa dose de bondade volte sobre mim, decidi que já estaria preparada. Escrevi um Manual de Recomendações de Uso dos Meus Livros e vou colar na porta do meu quarto, na minha estante e fazer uma cópia e colocar dentro de cda livro que eu tenho.
Manual de Recomendações de Uso dos Meus Livros
Devido à acontecimentos recentes, decidi por fazer um manual de uso dos meus livros, para que você, caro leitor que está pegando o meu livro para ler, mantenha – se a atento às instruções. Afinal, o livro não é seu e eu irei fazer um escândalo caso qualquer mínima coisinha esteja fora do lugar.
É permitido:
• LER e degustar com carinho e atenção a história que esse livro vai te proporcionar. Portanto, aproveite!
É expressamente proibido:
• Não molhe, não amasse,
• Deixar orelhas
• Comer enquanto lê
• Deixar à alcance de crianças melequntinhas.
•  Não rasgue, nem arranque folhas.
•  Não coloque entre as páginas objetos mais espessos que o papel. Para isso existem os marcadores.
• Não utilize fitas adesivas tipo durex e fitas crepes, cola branca e corretivo. Esses materiais possuem alta acidez, provocam manchas irreversíveis onde aplicado.
E por fim e não menos importante, é PROIBIDISSIMO escrever em qualquer parte do livro: musiquinhas, poesias, nomes, cantores, frases legais E números telefônicos! Para isso existem papel, caneta e celular!
Por fim, no sábado a ouvir dizer para a minha irmã:
– A D. Jojo lá do meu trabalho me emprestou 4 livros para ler e eles parecem ser bem interessantes.
E eu do quarto, morrendo de vontade de berrar:
– Só não vai escrever neles também!
Mas mantive a minha boca calada. Já estava chateada de mais em apenas uma semana. E outra: eu ainda peguei os livros escondida dela para saber quais eram os títulos. E eu tenho certeza que ela está lendo eles a força só para não dar o braço a torcer e vim pedir um dos meus legais. Até por que eu não vou emprestar. Ela está de castigo. E eu estou esperando meu livro novo não riscado para guarda – lo novamente.

—-

Obrigada, Bruxinha. A sua contribuição e paciência sempre faz de mim uma pessoa melhor. 🙂

Relatos de Uma Blogueira

A maior parte dos meus amigos são pessoas que tem a leitura em dia, leem sempre e tudo que está pela frente.

Tipo, eu.

Daí conhecemos novas pessoas, fazemos novas amizades e vai descobrindo mais a respeito delas.

No meu trabalho eu empresto meus livros para várias pessoas. Eu sempre faço aquele blá blá blá básico de ‘cuida direitinho, não amassa, não dobra, não suja, não coma perto’. Como eu tenho muitos livros e de diferentes gêneros, então eu consigo atender boa parte dos leitores do meu setor. MENOS UMA.

Assim, eu não gosto de desafios, sabe? Mas detesto quando me desafiam. Fica aquela sensação de que eu tenho que provar o meu valor e mostrar para a pessoa que eu consigo, sim! E foi aí que a Nadine entrou.

Erro número 1: Ela – me – desafiou.

Nadine é a minha amiguinha de trabalho. Eu gosto muito dela. É engraçada, divertida, conhece e fala com todo mundo na empresa, da Presidência ao 2º subsolo (coisa que me irrita bastante, principalmente quando estamos saindo para almoçar). Ela é cativante e gosta do rock n’ roll. Ou seja, meu número em questão de amigos para colocar aqui no coração. Só que ela me desafiou. Não foi nada expositivo. Mas ficou subentendido e aí eu já estava no jogo.

Seguem os diálogos.

– Amiga Nadine, como você, uma criatura formada em Letras, não lê mais de 5 livros por ano? O Marco te emprestou um livro que você está há mais de 5 meses e não termina! Você sequer está lendo! Pode falar.

– Rapha, eu estou lendo, sim. Mas é uma leitura mais complexa. Não é que nem esses livros de mulherzinha que você fica lendo.

– Deixe meus livros de mulherzinha fora disso. Estamos falando de você. Você só quer ficar lendo livros da época de mil novecentos e bolinhas, leituras difíceis, José Saramago, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, literatura brasileira lá da época que descobriram a cana de açúcar e ainda vem falar do que eu leio?

Erro número 2: ela ri do que eu leio. E aí começou o caos. Era só aparecer o tópico livro que eu estava sempre no meio porque ela fazia questão de me empurrar para poder ficar rindo e falando para as outras pessoas os títulos e gêneros do que eu estava lendo. E também porque na hora que falam LIVROS eu fico: ‘aonde, aonde, aonde?’

E todas as vezes ela ficava me provocando, falando que eu só leio livros de romance, de mulherzinha, Nicholas Sparks para cá e quando não, livro de sem vergonhice explícita. O problema é que ela sabe que eu não leio só esse tipo de livros. Eu leio muito de tudo, mas tenho as minhas preferências.

– Eu vou trazer um livro para você, Nadine. Lê. Se não gostar eu nem tento mais nada porque aí o problema não é comigo.
– Pois traga.

Eu, toda feliz, achando que agora ia provar um ponto levei Amante Sombrio, da JR Ward. Fala sério! Se a pessoa não gosta da Irmandade da Adaga Negra eu já vou olhar desconfiada pra ela e duvidar do seu gosto literário.

Erro 3: a única autora de vampiros que serve para ela é Anne Rice. E foi aí que tudo se perdeu. Ela não chegou a ler nem o primeiro capítulo inteiro de Amante Sombrio e eu tomei o livro. Fiz o meu discurso: falei que nunca mais emprestaria nenhum dos meus livros, que se a pessoa não gosta dos meus vampiros tesudos da Irmandade *Rhage dando um sorrisinho de lado* tem algum problema, que ela que ficasse lendo os livros chatos dela.

Eu me ofendi.

Continuamos a falar sobre livros. Ela sempre pergunta sobre o que eu estou lendo. Eu mostro, ela pergunta sobre o que se trata, já faz todo o seu veredicto apenas olhando para o livro.

Erro 4: A Nadine tem um sério problema: ela julga o livro pela capa. Eu sempre mostro os livros que eu estou lendo e ela faz comentários aleatórios do tipo: ‘Esse livro tem a capa bonita’ (quando eu estava lendo Trezes Relíquias); ‘Esse livro tem a capa igual a todos os outros do mesmo autor, Rapha’ (quando eu estava lendo O Casamento); ‘Esse livro tem a capa simpática, mas ele é de mulherzinha, né?’ (quando eu estava lendo Azar o Seu!); ‘Quem é o autor desse livro? A capa ficou bem interessante, eim?’ (falando de Laços de Sangue); ‘Esse aqui tem cara de comédia romântica, só pelo título.’ (falando de O Projeto Rosie). ‘Esse aqui tem cara daqueles livros de sexo que você gosta, só por essa capa tão sugestiva’ (falando de Amante Finalmente) ‘Esse aqui tem cara de quem vai morrer e o livro é triste, não quero’ (falando de Como Eu Era Antes de Você);

Conseguiram entender o meu drama? Ela já dá sua inclinação literária pela capa. E sim, isso é um problema quando você intimamente ainda tem esperanças que ela leia livros indicados por você.

Erro 5: fica de frescuragem que ler dentro de ônibus faz ela querer vomitar e dar dor de cabeça. Não me atirem pedras, mas eu fico 4 horas dentro de ônibus de segunda a sexta e nunca senti nada disso. Então, foi um ponto que eu tive para ficar debochando dela.

– Isso é desculpinha para não ler, isso sim!

– Não é, Rapha! A formatação e a história do livro são bem complexas!
– Então leia isso em casa e pegue outros livros para ler no ônibus. Essa desculpa não, cola amiga Nadine.

Um belo dia, ela me falou de um livro que a filha da amiga dela tinha comentado no Facebook dizendo que era LINDO: A Culpa é das Estrelas, e que ela tinha ficado interessada em ler.

Eu surtei.

– EU JÁ FALEI PARA VOCÊS VÁRIAS VEZES QUE ESSE LIVRO É LINDO, QUE VOCÊ DEVERIA LER, QUE É EMOCIONANTE! – bati com a mão na mesa, transtornada, e bem… ofendida. – E DEPOIS QUE A FILHA DA SUA AMIGA DIZ QUE ADOROU VOCÊ VEM FALAR PARA MIM QUE QUER LER O LIVRO? NÃO QUERO MAIS PAPO COM VOCÊ.

Ela tentou explicar, disse que não ia ler, que só estava coment… mas eu não quis saber. A vida é debochada com você. Tendo uma amiga fanática por livros, o que ela faz? Vai pegar impressões e diz que quer ler o livro depois da atualização de um status no Facebook. Erro 6: ela não confiava no meu gosto literário.

Depois disso, eu cheguei em casa e olhei as minhas duas estantes, disposta a encontrar um livro indicado POR MIM que fizesse essa criatura ler. O que eu sabia: ela não gosta de livros em que o foco é romance (Rapha, essas coisas não acontecem de verdade. Então, é difícil fazer com que eu acredite) – descartei duas prateleiras de livros da Novo Conceito -, não gosta de livros de vampiros que não seja Anne Rice – descartei uma prateleira dos meus livros de vampiros -, não gosta dos livros que as pessoas morrem, não lembra de ter lido nada erótico, só gosta de livros nacionais que foram publicado entre 1600 e 1900, nunca leu Harry Potter – heresia!! – e se eu não gosto de livros de anjos, vai ser complicado indicar algo para ela.
Tirando tudo isso, me sobraram poucas opções. Mas eu descobri que por algum milagre divino da literatura, talvez, ela gostasse de um.

Quase chorando eu fui conversar com ela.

– Amiga Nadine, POR FAVOR, POR FAVOR, POR FAVOR! Me deixa trazer um livro para você ler! Sabe aqueles livros que você sente que todo mundo na vida tinha que ler? Então, é esse! Não é romancezinho! EU JURO! Se você não gostar desse EU PROMETO, PROMETO, PROMETO que nunca mais indico livro nenhum para você! Nem vou ficar rindo porque você não lê, nem vou ficar te torrando a paciência porque você diz que eu nunca vi Star Wars mas você nunca leu Harry Potter, não vou mais zoar você quando estivermos conversando com outras pessoas sobre livros, não vou! Eu desisto e não toco mais no assunto!

Acho que ela percebeu o meu estado drástico. Mas dessa vez eu estava falando sério. Se ela não gostasse, eu realmente não iria mais insistir porque não teríamos nunca compatibilidade literária.

 ACERTO 1: Ela aceitou.

No outro dia eu levei com muita alegria Extraordinário da R.J Palacio. O irônico, talvez seja, que na capa atrás do livro está escrito:

Não julgue um livro pela capa. Não julgue um menino pela cara.

A parte boa agora é que ela leu o livro em dois dias. Inclusive dentro do ônibus. E adorou o Auggie. Eu fiquei tão surpresa e tão feliz ao mesmo tempo que quase não acreditei que ela tinha terminado e que ainda queria emprestar para a irmã!

Sabe aquela sensação de: ‘O MUNDO NÃO ESTÁ PERDIDO!’? Foi exatamente assim que eu me senti. E orgulhosa. Eu consegui um livro que não tinha romance, vampiro, morte dos personagens e ela ainda adorou por causa da personalidade do personagem principal!

Não consegui resistir. Levei A Culpa é das Estrelas para ela. Aí já começou:

– Blá blá blá romancezinho, blá blá blá ela vai morrer…

– Ela não morre. – suspirei, cansada dessa história já.

– Mas alguém morre.

– Eu não posso te dizer. Lê e me conta.

E começaram as mensagens de texto novamente e tudo se repetiu. E eu quis dar piruetas quando ela falou:

– Gostei Rapha. Tem romance, mas não é o foco do livro.

Eu estava ganhando a batalha e não quis desistir. O que eu fiz? Entreguei Jogos Vorazes, porque é isso que eu faço.

ACERTO 2: Ela gostou tanto de Jogos Vorazes que não parou mais. Rapidinho foi para Em Chamas e agora está em A Esperança.

E ainda teve a audácia de fazer o seguinte comentário: Eu ainda estava e recuperando do Augustus e você me vem com esse livro que todo mundo se mata?

ACERTO 3: Ela não parou mais.

E quando eu digo isso, podem levar ao pé da letra. Receber mensagem no celular meia – noite pedindo para que eu não esquecesse o próximo livro no outro dia porque o que atual já estava acabando? Fichinha. Receber mensagem na madrugada perguntando quem morreu? Risadas histéricas. Receber mensagens na madrugada pedindo spoiller? Tortura através do celular.

E foi assim que eu consegui fazer com que mais uma amiga se juntasse ao meu círculo literário. Eu fiquei tão feliz com esse obstáculo superado que quase não acredito ainda que tive essa capacidade. Meus olhos brilham como dois diamantes quando ela diz que vai lendo no ônibus (a mesma pessoa que falou que passava mal) ou que ficou até a madrugada lendo para concluir o capítulo (pois ela é sistemática) ou que já fica falando para as suas próprias amigas sobre os livros que está lendo.

Para o tanto de erro que cometemos, os 3 acertos valeram mais do que qualquer um.

Quando eu digo que vale a pena, é porque realmente vale.

Assista aos Vídeos
[wonderplugin_carousel id="2"]
Equalize da Leitura © 2010 - 2016 ♥ Todos os direitos reservados
Tema desenvolvido por Débora M.