Editora Intrínseca, Resenhas
Título: Five Nights at Freddy’s: Olhos Prateados Título original: Five Nights at Freddy’s: The Silver Eyes Autores: Scott Cawthon e Kira Breed-WrisleyAno: 2017 Editora: Intrínseca Número de páginas: 368

Depois de ler esse livro, você não vai mais querer dormir com aqueles bichinhos fofos de pelúcia te olhando a noite toda.

Veja mais em: http://www.intrinseca.com.br/fivenightsatfreddys/

Charlie é uma garota de 17 anos que está voltando para visitar sua cidade natal, depois de ter passado longos dez anos tentando esquecer todo o horror que havia passado por lá.

Ela não se permitia lembrar de muitas coisas, mas sabia que na época era muito feliz na pizzaria de seu pai, a Freddy’s Fazbear, com todos aqueles brinquedos gigantes que encantavam as crianças e divertiam os adultos pela engenhosidade.

Desde pequena aquilo foi sua família: brinquedos que seu pai criava e que falavam, dançavam, chamavam seu nome. Na pizzaria, seus amigos também participavam da diversão. Charlie, Marla, Jéssica, Lamar, Carlton, John e Michael eram inseparáveis, até que aquilo os separou.

Dez anos antes, eram todos melhores amigos. E então aquilo aconteceu, e tudo acabou, pelo menos para Charlie. Não os via desde que tinha sete anos. […] Michael era a razão da viagem, afinal. Tinham se passado dez anos desde sua morte, dez anos desde o acontecimento, e os pais do menino queriam que que todos se reunissem para uma cerimônia em sua homenagem.

Com o reencontro dos amigos na velha cidade, surgiram também as recordações que a garota tanto tentava bloquear: as mortes que ocorreram na pizzaria de seu pai; os corpos que nunca foram achados, inclusive o de Michael; o criminoso que nunca foi pego. Por isso quando a ideia de voltar à Freddy’s Fazbear surgiu na roda de conversa dos jovens, Charlie não pensou duas vezes em aceitar: melhor terminar com isso logo.

Entre Bonnie e Chica estava o famoso Freddy Fazbear, que levava o nome do restaurante. Dos três, era o mais simpático e adorável e parecia bem tranquilo. O urso marrom e robusto – mas com a fantasia flácida – sorria para a plateia segurando seu microfone e ostentando uma gravata-borboleta preta e uma cartola. O único detalhe incomum em suas feições era a cor dos olhos, um azul-claro jamais visto em outro urso.

Depois que Dave, o segurança do shopping abandonado que havia sido construído em volta da Freddy’s, decidiu entrar junto com o grupo na pizzaria e que os brinquedos que ainda estavam lá começaram a se mexer de forma nada carismática, a ideia de terminar com isso logo não pareceu tão boa assim.

Olhos Prateados é o primeiro livro da trilogia Five Nights at Freddy’s, baseado no famoso jogo de terror criado por Scott Cawthon. No jogo, você assume o papel do segurança e vê os animatrônicos ganharem vida dentro da pizzaria. No livro, escrito por Cawthon, juntamente com Kira Breed-Wrisley, você descobre o que há por trás de todas aquelas mortes misteriosas e aqueles brinquedos assustadores.

A pergunta que todos que me viram com esse livro na mão fizeram foi: dá medo igual o jogo? A resposta varia. Existem dois tipos de pessoas que gostam do gênero de terror: o primeiro tipo é o que gosta de susto, o segundo tipo é o que gosta da história. O primeiro pode não gostar tanto da leitura – pois é fato que o ambiente e sons de jogos e filmes dão um ar mais realista para o enredo, o que não ocorre no caso do livro –, já o segundo tipo vai simplesmente amar!

A Intrínseca caprichou na estética do livro, mas ainda acho que eles poderiam ter colocados imagens dos animatrônicos para o leitor se familiarizar. Fora isso, tudo perfeito, comecei e terminei o livro satisfeita com o enredo e louca para saber como serão os próximos dois livros e como irão explorar mais essa história. Depois de ler esse livro, você não vai mais querer dormir com aqueles bichinhos fofos de pelúcia te olhando a noite toda.

Era o coelho, o mesmo coelho marrom-amarelado que eles adoravam, mas naquele momento não dançava, nem cantava, só estava parado, olhando para as crianças, sem piscar. […] Charlie podia enxergar os olhos dele, seus olhos humanos, e ficou congelada de terror.

Editora Galera Record, Resenhas
[Resenha] Lúcida
17.abr.2017

Título: Lúcida Título original: Lucid Autores: Ron Bass e Adrienne StoltzAno: 2016 Editora: Galera Record Número de páginas: 364

Lúcida não é um thriller psicológico do início ao fim e isso talvez tenha decepcionado algumas pessoas. Não a mim.

Sloane Margaret Jameson, 16 anos, são nossas personagens principais. As garotas têm o mesmo nome, a mesma idade, fazem aniversário no mesmo dia, porém têm vidas completamente diferentes. Uma é chamada de Sloane, a outra de Maggie e ambas quando dormem têm o mesmo sonho: o dia da outra.

– Bem, “a gente” significa o seguinte. Todas as noites, sonho com a vida dela em Mystic. E quando ela vai dormir na cidade dela, ela sonha o dia inteiro que eu passei aqui em Nova York. Eu acho que sou real, e ela, minha fantasia…
[…] E digo baixinho:
– Mas Sloane pensa a mesma coisa. (Maggie)

Confuso? Nem tanto. Maggie narra seu dia em um capítulo e quando ela dorme quem acorda é Sloane, que estava sonhando com o dia de Maggie. As jovens têm vidas normais: Sloane mora no interior, é uma boa aluna e tem uma grande família, tem hora pra chegar em casa e um sonho de entrar pra faculdade. Maggie mora em Nova York, é atriz e tem a responsabilidade de cuidar de sua irmã mais nova e daquela que deveria chamar de mãe.

As duas personagens são muito interessantes, não tem como gostar de uma e odiar a outra. Você simplesmente torce pra que as duas existam e possam viver normalmente, talvez até se conhecerem e virarem melhores amigas. O que, é claro, não vai rolar.

Na verdade, isso jamais poderia acontecer. Tentei procurar informações sobre Sloane em Mystic, Connecticut. Ela não existe. Meu pai nos levou até lá para passar um mês durante o verão, e eu costumava andar de bicicleta na frente da casa que acreditava ser a dela. Uma família simpática morava ali. Mas não a dela. Estou totalmente convencida que Sloane fez o mesmo comigo. (Maggie)

Depois de um tempo, é notável a semelhança de vários fatos na vida das garotas. Enquanto Sloane sofre a perda de seu melhor amigo, Bill, e tenta decidir entre um romance mais fácil com Gordy ou um cheio de complicações com James – que tem um rolo com a Amanda -, Maggie sofre a perda de seu pai, e tenta decidir entre um romance mais fácil com Thomas ou um cheio de complicações com Andrew – que tem um rolo com a Carmen.

Lúcida não é um thriller psicológico do início ao fim e isso talvez tenha decepcionado algumas pessoas. Não a mim. Simplesmente não consegui pensar em outra coisa durante os dias em que estive lendo esse livro, talvez porque as histórias das duas personagens são muito intensas e parecidas, o que leva o leitor a confundir um pouco os nomes e os fatos, ou talvez porque simplesmente eu não queria terminá-lo. Não queria descobrir o final desse problema, apenas queria continuar lendo sobre Sloane e sobre Maggie, sem pensar se as duas existiam, de fato.

E eis a cereja do bolo que eu tanto odeio: o final em aberto. Não sei bem se “em aberto” define, ou se seria melhor usar a palavra “confuso”, mas o fato é que não, não era isso que eu queria. Mas tudo bem, escreve quem pode, lê quem quer, né? Fiquei imaginando vários finais para a história e isso me deixou satisfeita. O livro merece minha nota máxima e só não ganhou infinitamente meu coração e o status de favorito por causa da tal da cereja que, é claro, deve existir gente que adora.

Meu grande medo é um dia ser normal: vou adormecer, e Maggie não estará mais aqui. Vou ter apenas sonhos comuns, uma boa noite de sono. E ela terá desaparecido.
Mas meu maior medo é o que preciso repetir pra mim mesma que jamais acontecerá. A noite que Maggie for dormir, e eu desaparecer. (Sloane)

Editora Intrínseca, Resenhas
[Resenha] Nimona
20.mar.2017

Título: Nimona Título original: Nimona Autora: Noelle StevensonAno: 2016 Editora: Intrínseca Número de páginas: 272

Nimona é uma graphic novel que fez eu me apaixonar por cada página e desenho contidos nela.

ATENÇÃO:

A resenha a seguir contém alguns quadrinhos retirados do livro, mas não há spoiler.

Nimona é uma jovem metamorfa com uma tendência um pouco maléfica e seu objetivo é ser o braço direito do vilão Lorde Ballister Coração-Negro. Isso se torna fácil diante de sua condição de se transformar em basicamente tudo o que quiser e a partir daí ambos se juntam para mostrar a verdadeira face da Instituição de Heroísmo e Manutenção da Ordem, que detém a confiança do rei e de seu povo até então.

Lorde Ballister Coração-Negro é um vilão (que está mais para anti-herói) de um braço só, que estranhamente segue todas as regras. Ele não sai por aí matando todos, nem planeja tomar o poder ou algo do tipo – simplesmente vive sua vida lutando contra seu arqui-inimigo, Sir Ambrosius Ouropelvis, que arrancara seu braço quando ambos eram heróis da Instituição de Heroísmo.

Nimona e Coração-Negro são perfeitos juntos. Ele planeja, segue as regras, vai para seu laboratório de ciências, tenta não matar ninguém e ela faz a coisa acontecer, coloca fogo, vira um bicho – literalmente – e tira sarro da ciência que ele tanto preza. É o adulto responsável e a jovem aventureira em ação.

Nimona é uma graphic novel que fez eu me apaixonar por cada página e desenho contidos nela. Não é segredo nenhum que eu amo histórias em quadrinhos e mangás, mas no mundo das graphics novels sou nova e me surpreendi positivamente com todas que li até agora. Acho muito legal as editoras estarem dando oportunidade para elas.

E sabe qual a melhor parte? As páginas. Ai-meu-deus, eu pirei quando abri esse livro. Os desenhos são todos coloridos e as páginas são todas lisas, que coisa mais linda de ver, cheirar, pegar, colocar na estante! No final ainda tem uns especiais de natal que foram publicados pela autora na internet, com umas histórias aleatórias dos personagens, que já me fez sentir saudade de Nimona.

Os personagens têm histórias de vida maravilhosas, que foram abordadas na medida certa. Os quadrinhos são engraçados, as transformações de Nimona são hilárias, a amizade entre todos e o final são lindos. É um livro pra criança, pra jovem, pra adulto, pra quem quiser uma leitura rápida e uma história boa.

Nimona mereceu o destaque e o capricho que a Intrínseca deu a ela. Afinal, quem não sente que tem um monstro dentro de si às vezes?Nimona,

Editora Seguinte, Resenhas

Título: Lobo por Lobo Título original: Wolf by Wolf Autor: Ryan GraudinAno: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 360

Ryan Graudin conseguiu juntar duas coisas que amo em livros: a Segunda Guerra Mundial e uma pitada de fantasia.

A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra militar que envolveu duas alianças opostas: os Aliados e o Eixo. Durante os anos de 1939 a 1945, milhares foram mortos nas batalhas e a vitória foi dos Aliados – compostos pela União Soviética, Estados Unidos, Reino Unido, China e vários outros, incluindo o Brasil.

Sim, isso aprendemos na escola. Mas você já pensou o que teria acontecido se o Eixo – composto pela Alemanha, Japão etc. – tivesse ganhado? E se Adolf Hitler estivesse perambulando por aí livremente, comemorando sua vitória? Então seja bem-vindo ao mundo de Lobo por Lobo!

A Alemanha e o Japão tomaram o poder e todo ano organizam uma corrida de motocicletas na antiga Europa e Ásia – o Tour do Eixo. O vencedor do Tour fica rico, famoso e tem a oportunidade de conhecer Hitler durante o Baile da Vitória. E esse é o momento perfeito para Yael colocar sua missão em prática: ganhar a corrida e matar o Führer.

Era uma vez, em outra época, uma garota que vivia no reino da morte. Lobos uivavam em seu braço. Uma matilha inteira – feita de tinta e dor, memória e perda. Era a única coisa nela que sempre continuava igual.

Yael é uma adolescente que fugiu do campo de concentração e faz parte da Resistência. Carregando cinco lobos tatuados em seu braço – uma lembrança das pessoas que perdeu –, ela sofreu torturas durante anos sendo cobaia de um experimento médico para transformar todas as pessoas em arianas e o resultado de todos esses testes seria a chave principal para conseguir êxito na sua missão.

Para conseguir executar seu plano, a garota precisa tomar a identidade de Adele Wolfe, a vencedora do último Tour, mas é claro que transformar-se em outra pessoa não é fácil assim – nem mesmo para Yael. Apesar de seu treinamento e de ter sangue frio, a jovem tem que lidar com Felix Wolfe, irmão gêmeo de Adele que tenta protegê-la a qualquer custo, e também com os outros competidores da corrida, além de fingir sentimentos que não têm e esconder aqueles que têm, tudo isso para mostrar ao vivo a morte de Adolf Hitler. Será que ela é capaz?

Ainda havia beleza no mundo. E valia a pena lutar por ela.

Ryan Graudin conseguiu juntar duas coisas que amo em livros: a Segunda Guerra Mundial e uma pitada de fantasia. Apesar de ter demorado um pouco para pegar o gancho do livro, a história fluiu rapidamente, pois a curiosidade falou mais alto! O livro é muito bem escrito, os personagens são incríveis e desenvoltos e é fácil se apegar a eles. Todo o cenário da corrida me fascinou e com certeza o livro foi tudo e mais um pouco que eu imaginei quando o escolhi!

Lobo por Lobo é o primeiro livro de uma duologia, seu final foi totalmente inesperado e estou ansiosa pelo lançamento de Blood for Blood (Sangue por Sangue), que espero ser tão bom quanto o primeiro. Ah, e as palavras usadas em alemão me deixaram apaixonadas, mas bem que podiam ter notas de rodapé com a tradução né? Cof, cof. Apesar de amar a língua, infelizmente não sou fluente e sim, é chato parar a leitura para procurar o significado de tal palavra. Fora isso: perfeito! Yael conquistou meu coraçãozinho com sua garra e personalidade!

Então Yael traçou tudo. Vida por vida. Lobo por lobo.

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