Editora Galera Record, Resenhas
Título: Essa Garota
Título original: This Girl
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2014
Número de páginas: 336

Livro no Skoob
E por fim chegamos ao último livro da trilogia Métrica (leiam aqui a resenha de Métrica e Pausa); já faz algum tempo que li este livro, então perdoem qualquer incoerência. De fato, o ponto alto do livro para mim é que dessa vez a autora escreveu sobre o ponto de vista do Will e não estragou a história com doses desnecessárias de drama – como aconteceu no segundo livro Pausa. Desta vez, ela me proporcionou apenas sorrisos. É a opção perfeita se está atrás do pote de ouro no fim do arco-íris sem ter que passar pelos obstáculos no caminho, ou se quer acalmar o coração depois de um livro carregado. Lake e Will aproveitam seu merecido final feliz neste último volume.

Eu quero ser sua alma gêmea, mesmo que eu não acredite nelas.

Bem, se vocês leram minha resenha sobre o segundo livro da trilogia, sabem que minha decepção com ele foi grande, então admito que comecei a ler esse livro sem nenhuma expectativa boa a respeito. E embora o livro seja bastante fofo, e drama-free, surpreendentemente eu esqueci dele bem rápido. Até porque, esse livro conta novamente a história que já conhecíamos, mas desta vez pelo ponto de vista do Will. Ele se passa durante a lua de mel de Will e Lake, e enquanto eles estão tendo uma conversa de travesseiro, ele vai revelando para ela seus sentimentos e pensamentos a respeito da história que eles viveram. Mais para o final, vemos um pouco do que o futuro reserva para eles dois.

Você, pequena. Você é a minha obra final.

Will é um lindo, romântico, sincero, sensível e apaixonante homem; e neste livro, em que ele se dedica a explicar para Lake o tamanho do sentimento que ele tem por ela, isso se torna mais evidente. Vai ter gente que vai achar açucarado demais sim, e é. De verdade, é muito mel. Muito, muito, muito mel. Cuidado para não sofrer com coma glicêmico. Mas… E eu digo um ‘mas’ com bastante gosto, depois de todo o sofrimento que eles passaram até aqui, honestamente, deixe que eles aproveitem seus bombons, balas e caramelos. E deixe que nós que lemos a trilogia aproveitemos também porque merecemos depois da tempestade de emoções e lágrimas ao decorrer da leitura dos livros 1 e 2.

Eu gostei do livro, mas ele não é necessariamente um grande adendo a história. É mais um bônus. E um presente se você gosta muito do casal. Neste livro tem mais da Lake e Will e suas piadas internas, seus diálogos íntimos, e momentos bem família com seus irmãos. É tão leve que você parece que lê sentada em uma nuvem; leia sem medo de ter seu coração esmagado. A trilogia nos deu alguns tapas na cara, mas esse livro é apenas beijos e carinhos. Tem mais poesia, mais romance, mais palavras lindas, mais inspiração, mais suspiros, mais poesia, mais Will, mais Will, mais Will, mais poesia, e mais Will. Apesar de todos os pesares e de todos os meus poréns, Métrica foi uma trilogia que levarei comigo porque as palavras, frases e a pura sinceridade da história comove, queira você ou não. É especial, é diferente, é mágico. Tem como errar não; apreciem sem moderação 😉

Então essa garota destroça completamente a janela da minha alma e rasteja para dentro dela.

Editora Novo Século, Resenhas
gsTítulo: Eleanor e Park Título original: Eleanor & Park Autor: Rainbow Rowell Ano: 2014 Editora: Novo Século Número de páginas: 328

Antes de ler esse livro, vi muita repercussão a respeito dele. Ouvi muitas críticas positivas e muitas recomendações para lê-lo, mas acabei o passando para depois. Agora que li, posso dizer que a história é muito bonita, muito bem escrita e representa um conto doce e singelo do primeiro amor. Li em um dos comentários no site Goodreads uma pessoa dizer que apenas autores que se lembram de verdade de sua adolescência deveriam escrever livros no gênero Young Adult, e não poderia concordar mais. Esse livro é um retrato fiel dos sentimentos, sensações e pensamentos típicos de um namoro entre jovens.

Eleanor é uma ruiva não convencional aos padrões da época, 1986, e nem aos de hoje: isso de cara me interessou, porque mal ou bem, a maior parte das histórias retrata meninas bonitas, magras e autoconfiantes e o mundo sempre foi mais diverso do que isso. Park é “olhinho puxado” adorável que me conquistou cedo, cedo na história.

Eles se conhecem de uma maneira super fofa, e começam a se relacionar antes mesmo de trocar uma única palavra. Leiam para entender. E é tudo tão, tão especial. O relacionamento deles se desenvolve de modo que não vemos hoje: o simples toque na mão é algo muito prezado, e o caminho longo até o primeiro beijo faz crescer a expectativa.

Era a melhor coisa que ela poderia imaginar. Fazia com que ela quisesse ter filhos com ele e lhe doar seus dois rins.

Eleanor sofria muito bullying dos colegas de sala por ser diferente: acima do peso, utilizando roupas largas e chamativas, e principalmente por ser “a garota nova” na escola. Sofria muito em casa por causa de seu padrasto cruel e sua mãe relapsa, e tentava sobreviver a cada dia cuidando de seus muitos irmãos. Introspectiva, tímida, insegura. Ela não achava que a vida pudesse lhe presentear com algo bom até conhecer Park.

Eleanor estava certa. Ela nunca estava bonita. Ela era como a arte, e a arte não deve ser bonita; ela deve fazer você sentir alguma coisa.

Apesar de o livro variar entre os POVs dos dois, a problemática mais forte é centrada na questão da Eleanor mesmo. Park tinha alguns problemas com o pai que o cobrava demais, e isso foi algo que, a meu ver, não teve conclusão no final. Eu pude me identificar com a vontade de Park de manter tudo de ruim longe da Eleanor e da sua perseverança em ver o sorriso que a deixava tão bonita. E com Eleanor em sua insegurança e medo de perder a melhor coisa que tinha acontecido com ela desde então.

Nada era sujo. Com Park. Nada poderia ser degradante. Porque Park era o sol, e este era o único modo que Eleanor podia pensar em explicar.

Eu acho que essa característica dela fez com que surgissem conflitos entre eles um tanto desnecessários, e que ela estivesse sempre na defensiva, mas era algo totalmente compreensível. Gostei muito do livro e recomendo pela sua singularidade na forma como ele é contado.

Contudo, eu não sei explicar, mas ele não foi tudo o que estava esperando. Não sei ao certo, mas ele não me pareceu tão maravilhoso como estava esperando. E o final dele não me agradou. Sinto que assim como em An Imperial Affliction – aquele livro mencionado em A Culpa é das Estrelas, sabem? – ele terminou na metade, e ainda faltavam alguns nós a serem amarrados antes daquele final. Identifiquei algumas incoerências que não foram explicadas também, mas de todo a todo, é um livro que me fez sorrir muito. E principalmente, me fez sonhar.

Não é sempre mesmo agora que encontramos um livro adolescente que trata de um amor puro, verdadeiro e ainda assim real.

Mas cabe a nós, – ele disse suavemente. – Cabe a nós não perder isso.

Editora Arqueiro, Resenhas
Título: Bem-Casados

Título original: Savor the Moment
Autora: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Número de páginas: 288

Livro no Skoob

Bem-casados, terceiro livro da série Quarteto de Noivas, é uma linda história sobre a doçura do amor. Quando terminar de lê-lo, você terá certeza de que os sonhos podem se realizar das formas mais inesperadas. Parker, Mac, Emma e Laurel, amigas de infância, ganham a vida realizando o sonho de inúmeros casais apaixonados. As quatro são proprietárias da Votos, uma empresa de organização de casamentos. Após ter trilhado um caminho muito duro para conseguir ser alguém na vida, Laurel McBane se tornou a criadora dos bolos e quitutes mais lindos e saborosos do estado. Ela preza sua independência acima de tudo e não aceita que ninguém interfira em suas decisões. Talvez por isso, apesar do sucesso profissional, ainda não tenha se entregado ao amor. Apaixonada desde sempre por Delaney Brown, irmão de Parker, ela nunca teve coragem de revelar seus sentimentos. Afinal, sabe que é como uma irmã para ele. Advogado da Votos, Del se sente responsável por cuidar não só dos assuntos burocráticos da empresa, mas também do bem-estar das quatro sócias. Porém, sua postura paternalista e superprotetora começa a gerar desentendimentos entre ele e Laurel. Mas essas diferenças de opinião também fazem ferver uma química que vinha cozinhando em fogo brando havia muito tempo, acendendo uma faísca que eles não sabem se conseguirão – ou se querem – conter. Agora Laurel e Del precisarão conciliar suas convicções e personalidades para que o orgulho não fale mais alto que a paixão. 

Nas resenhas dos livros anteriores Álbum de Casamento e Mar de Rosas, já comentei como sou apaixonada por essa série da Nora. Pois bem, ainda apaixonada, esse terceiro livro é o que eu menos gosto. E algo que eu preciso comentar foi que achei muito tosca essa escolha de título em português, o original Savor the Moment tem muito mais a ver com a história e é bem mais bonito. Essa analogia relacionando o nome do doce – já que a protagonista é uma confeiteira – e com o casal não funcionou para mim.

Anyways, no terceiro livro do Quarteto de Noivas, Laurel vai ter a flecha do cupido apontada para ela. Uma confeiteira que batalhou demais para chegar aonde chegou e é um tanto fechada no quesito relacionamentos; em parte devido a sua personalidade e em parte porque sempre foi apaixonada pelo irmão de sua melhor amiga. Delayne sempre considerou as amigas de Parker como suas próprias irmãs; e como o tradicional código mandava, sempre se comportou como o irmão superprotetor em relação a todas elas. Mas há alguma coisa diferente com Laurel, algo que ele não sabe bem explicar o que. Não sabe se é o fato de que ela bate de frente com o seu comportamento, ou se é algo um tanto mais forte do que isso.

    – A atitude educada seria voltar para dentro, e te dar privacidade enquanto você lê. Mas, eu não sou tão madura assim.

    – Não é nada. Certo. – Sentindo-se boba, Laurel abriu o envelope.

    Você pode pensar que isso está acabado, mas você está errada. Eu levei seu sapato como refém. Entre em contato comigo nas próximas 48 horas, ou o Prada vai sofrer.

Assim como diz a sinopse, Laurel e Del têm algo muito forte em comum: o orgulho. E geralmente quando isso acontece nos livros, lemos e constatamos brigas e desentendimentos desnecessários; e até certa cegueira quanto ao relacionamento devido a isso. Esta é minha primeira crítica. Mas Laurel em si, por ela mesmo, foi a que menos me conquistou e o relacionamento dela com o Del o mais morno de todos, a meu ver.

Porém… Há algo de muito positivo na história, e isso é o fato de que podemos nos identificar com o “drama”. Ao menos eu me identifiquei. Quem nunca foi apaixonada (ou gamada) no irmão da amiga? Ou então teve aquela crush no cara que sempre te viu como uma “irmãzinha”? Bem, eu já, os dois casos. Hahaha. Felizmente não era o caso de um “amor arrebatador”, mas foi uma paixonite que deu uma dorzinha de cabeça por um tempo. Laurel estava em uma situação ainda pior: no caso dela, era o amor arrebatador.

    Ele deu um beijo rápido e casual em sua bochecha primeiro. Então veio o abraço, e o abraço era o que derretia o coração de Laurel. Aperto forte, bochecha contra o cabelo, olhos fechados, um pequeno balanço. Os abraços de Del significavam algo, ela pensou, e aquilo fazia dele impossível de resistir.

E há diversos momentos de tensão antes deles finalmente cederem. Boa tensão ;D E outra coisa boa era que eles se entendiam bem, pois se conheciam há muito tempo. Sabiam o que esperar um do outro, e quando se surpreendiam, era ainda melhor. Fora que novamente há deliciosos e divertidos momentos com as amigas, Parker sendo a sabe-tudo escolhendo os vestidos de casamento perfeitos para as amigas, e quitutes ma-ra-vi-lho-sos preparados por Laurel. Ela realmente sabe cozinhar, e seu jeito durão de ser me divertiu muito. E também momentos awn e momentos ui, lol. É uma leitura bacana e leve.

    – Mas casamento? Eu tive o meu. Eu tive meu Charlie. Meu único.

    – Você acredita nisso? Acredita que exista uma única pessoa? Uma só?

    – Acredito, para alguns de nós. Para outros, se as coisas não derem certo, ou se você perde alguém, há outro. Mas para alguns há uma única pessoa, do começo ao fim. Ninguém mais. Ninguém mais consegue entrar no seu coração do mesmo jeito, e viver lá.

Nesse livro também, conhecemos o segundo amor da minha vida na série (o primeiro é o Carter, lembram?): Malcolm. Ah, *suspirando só de lembrar* Como já disse para vocês, li essa série pela primeira vez há um tempo e depois reli quando os livros começaram a ser lançados no Brasil. Malcolm será o par de Parker, no quarto livro da série. Ele é dono de uma oficina, motoqueiro e hot as hell. Ele vai desestabilizar muito a Parker, a tudo-no-lugar. Mal posso esperar para fazer a resenha deles, acho que vou ler o livro pela terceira vez. 

Muito bem, não acredito que esse livro será o favorito de vocês, mas como parte da série também vale à pena. Os personagens são ótimos, o cenário é ótimo, e os casamentos lindos demais. Depois de ler essa série, até me deu vontade de casar… Mas só vontade mesmo! Hahahahaha. Que felizmente dá e passa ;D

    – Já que estou casando com alguém do Quarteto, eu tenho certos privilégios e obrigações. Se você está dormindo com a Laurel…

    – Não estou dormindo com Laurel. Estamos saindo.

    – Certo, e vocês dois estão apenas andando de mãos dadas, admirando a lua, e cantando canções de acampamento.

    – Por um tempo. Menos a cantoria.

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