Resenhas, Universo dos Livros
[Resenha] Atraído
23.dez.2014
Título: Atraído
Título original: Tangled
Autora: Emma Chase
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2014
Número de páginas: 272

 

Livro no Skoob

 

Drew Evans venceu na vida. Charmoso e arrogante, ele fecha negócios milionários e seduz as mulheres mais lindas de Nova York apenas com seu sorriso. Seus amigos são leais e sua família o apoia. Então porque ele está trancado em seu apartamento a sete dias, terrivelmente deprimido? Ele dirá que está gripado, mas isso obviamente não é verdade. Katherine Brooks é uma mulher linda, inteligente e ambiciosa, que não deixa nada nem ninguém distraí- la de sua busca pelo sucesso. Ela foi contratada pela empresa de investimentos do pai de Drew, o que vira a vida do rapaz de cabeça para baixo: a competição com ela o estressa, sua atração por ela o distrai e suas investidas fracassadas o frustram. Logo quando Drew achava estar próximo de ter tudo aquilo que queria, seu excesso de confiança põe tudo a perder. Será que ele conseguirá enfrentar os contratempos e vencer o verdadeiro desafio de sua vida: o amor?

 

Drew Evans é um cara bem sucedido, pessoal e profissionalmente, bonito e bastante autoconfiante. Ele é arrogante, metido e enfurecedor na maior parte do tempo. Katherine é bonita, ambiciosa e talentosa. Tem claramente seu futuro planejado e não admite que nada atrapalhasse seus planos, muito menos um homem. Drew trabalha na empresa de seu pai, Katherine Brooks é contratada para a mesma empresa. A atração é instantânea, assim como desgosto é mútuo.

Até aqui, não há nada de surpreendente, certo? Certo. E por isso que eu comecei a ler o livro esperando uma comédia romântica leve e sem muitas expectativas. Não subestime a história, assim como eu fiz. Esse livro é fantástico! E atenção: se um livro consegue me fazer rir do jeito que esse livro fez, pode ter certeza que ele te fará rolar de rir com os pés para cima.

Pois bem, o livro já começou ganhando pontos comigo pelo fato de que é contado pelo ponto de vista de Drew. E eu absolutamente amo quando livros são contados por homens, principalmente quando o/a autor(a) consegue acertar em cheio. Emma Chase encarnou perfeitamente aqui a mentalidade de um homem. Outra coisa que me fez gostar de cara da história foi porque ela começa pelo final. Tanto em livro, quanto em filme, quanto em série, começar a história dando uma prévia do clímax, mas só o suficiente para nos deixar curiosos, é uma forma de instigar ainda mais a minha vontade pela história.

Aqui, o livro começa com o Drew aparentemente doente. Há dias trancafiado em seu apartamento, com sintomas de doença e completamente indisposto para fazer qualquer coisa. Só que conforme o capítulo se desenvolve, percebemos que a doença dele tinha nome e sobrenome. E a forma como ele lida com a situação é hilária. Ele nos convida então a relembrar com ele os últimos meses de sua vida, e entender porque ele havia chegado naquela condição lastimável.

 

Ainda que minha mente reconheça que Kate Brooks é agora minha rival, aparentemente meu pênis ainda não recebeu a notificação.

Quando Katherine entra para trabalhar na empresa, passa a representar uma concorrente direta a Drew, que sempre teve pairando sobre sua cabeça a responsabilidade por ser filho do chefe. Obviamente ele sente um desejo absurdo por ela, ainda mais porque não era o tipo de mulher que cairia no charme dele, mas isso não impede de declarar guerra a ela no trabalho. Isso tudo piora quando o pai de Drew coloca os dois para trabalhar em uma conta juntos, e eles são obrigados a chegar a um consenso para tentar ganhar um grande cliente.

Esse livro me lembrou muito outro livro que adoro, mas que ainda não foi publicado no Brasil. O nome é “Practice makes perfect” da autora Julie James, mostra a guerra entre dois advogados pela posição de sócio na empresa em que trabalham, além da guerra entre sexos e a guerra em razão dos sentimentos dois. É divertidíssimo. Eu adoro livros que colocam homem e mulher pau a pau, sem estereótipos de que a mulher é a que banca a difícil e o homem é o que tem que lidar.

Tem algumas tiradas que puxam para estereótipos sim, mas eu perdoei porque elas são contadas em formas de piadas. Na maioria das vezes >.< Toda brincadeira tem seu fundo de verdade sim, mas então, nada é perfeito. Nem ao menos um livro.

Só de reler alguns trechos da história para escrever a resenha, eu relembrei o quanto ri com esse livro. Sério. É muito mais engraçado do que eu sequer lembrava. Drew quando abre a boca, ele só diz merda? Yep. Mas você vai desejar não ter tomado nada líquido recentemente, porque você ri tanto, mas tanto, que de verdade? Corre um risco sério de fazer xixi nas calças.

Edward Cullen pode pegar sua heroína estúpida e ter uma overdose com ela. Kate é minha marca pessoal de Viagra.

Drew aqui é galinha sim, mulherengo sim, mas eu gostei muito da forma como o relacionamento deles se desenvolveu. Sem parecer que ela fez grandes mudanças na personalidade dele ou que ele cresceu muito como homem por causa dela. Essa é uma série, e eu ainda não li nenhum dos livros seguintes – são quatro ao todo -, mas já soube que Drew não muda. E sério, qual é o ponto desses livros de romance que transformam totalmente o comportamento do cara? A mulher não se apaixonou por ele desse jeito? Então não é possível que queira mudar todas as características dele.

Um adendo: as cenas de Drew com sua sobrinha são adoráveis. Outro fraco meu: cenas de homens com crianças.

– Eu posso ter um pônei? Ah, cara. Penso a respeito por exatamente um segundo. – Com certeza. Ela me abraça mais forte e então pula. – Mas… Não conte a mamãe até que ele seja entregue, ok?

Gostei muito da Katherine e muito do fato de que ela é sua própria mulher. Não é aquela que aguardava o amor de sua vida, mas também não era cínica, e sim um perfeito equilíbrio. Mas de todo a todo, este primeiro livro foi centrado no Drew, e já ouvi rumores que o segundo livro pelo ponto de vista dela não é tão bom. Eu não duvido. Não sei por que, mas realmente prefiro ouvir a versão masculina das histórias de romance. Talvez porque sejam quebras de costume, e quando bem escritas, servem para conhecer homens que são mais do que corpos bonitos e palavras ensaiadas. Nada contra um poeta, mas poder ouvir o homem de vez em quando nos torna mais sensível a seus dilemas reais e faz com que o vejamos de um modo mais carne e osso.

As brigas deles são maravilhosas, os diálogos? Nossa. Apenas isso: nossa! As cenas de tensão sexual são hot, hot, hot. E o desfecho bem apropriado. É uma leitura para colocar um sorriso no seu rosto, o som da sua risada no ar e uma sensação gostosa no estômago.

– “Te” foder! Ela dá a volta em minha mesa, indo em direção à porta. – Aqui? Agora? – Eu olho para cima, como se estivesse considerando a ideia. – Bom… Tudo bem. Mas seja gentil. Meu sofá ainda é virgem.

Eu gosto muito mais do título original da história, “Tangled” que significa “enrolado(s)”, porque acredito que tenha muito mais a ver, mas enfim. Nem tudo pode ser como queremos. Fico feliz de terem mantido a capa original, ao menos, a qual eu acho de-li-ci-o-sa. Admito que eu não leio mais tantos livros de romance heterossexual, e que eu fui atraída por esse justamente pela capa. Não me arrependi e recomendo muito.

– Eu vou te fazer tão feliz, Drew Evans. – Você já faz. Depois disso? O céu será uma grande decepção.

Editora Gutenberg, Livros Nacionais, Resenhas
gsTítulo: Faça Amor, Não Faça Jogo Título original: Autor: Ique Carvalho Ano: 2014 Editora: Gutenberg Número de páginas: 223

muito difícil entender a razão quando tudo o que você tem é um coração.

Este livro. Este blog. Conheci a história de Ique quando comecei a acompanhar o blog dele, por indicação de uma amiga que me marcou em uma das postagens dele. Acima de tudo, Ique para mim representa aquela pessoa que literalmente fez uma limonada dos limões que a vida lhe atirou. Ele se encontrou numa barra muito complicada de suportar e buscou forças nos ensinamentos que seu pai havia lhe passado para não se deixar abater.

Apesar de saber que temos escritores nacionais com grande potencial, admito que não tenho muitos livros nacionais entre os meus favoritos. Faça Amor Não Faça Jogo não apenas se tornou um dos meus prediletos, eu carrego ele na bolsa comigo no meu cotidiano. Para se eu precisar, se o dia estiver difícil demais, ou simplesmente se estiver numa vibe bem mééh, eu vou ler um capítulo do livro e sentir: ufa!

Não basta seguir o coração; uma vez ou outra, você precisa guia-lo.

Assim como as postagens do blog, Ique nos indica várias músicas para acompanhar seus textos. No livro, cada capítulo (que compõe um texto) tem uma música indicada. Assim somos guiados pelas palavras dele e pela música, que representa uma parte tão importante na minha vida.< Você fica leve e pesada durante o livro. Um sorriso bobo e lágrimas nos olhos ao mesmo tempo. Cheia das certezas e coberta de dúvidas. Vamos nos sentir fracos e fortes, corajosos e covardes, dispostos e preguiçosos. Contrariedade é a chave. Conhecemos o pai de Ique quando ele já está um estágio avançado em sua doença, mas é como se eu pudesse lhe ouvir falar através das palavras do filho.

[…] Mais importante que isso, porém, é ter a certeza de escolher a vida e a pessoa que você quer ser.

O que mais gosto na história é que a inspiração maior para Ique começar a escrever o que ele escreve e ter começado a inspirar tanta gente é o seu pai e, por isso, ele fala de amor em praticamente todos os seus textos. Diferentes tipos de amor e ao mesmo tempo sempre o mesmo amor. Ele serve como um exemplo basicamente por não se considerar um, e por não tentar ser um. Tudo o que ele queria era compartilhar o que ele estava sentindo, e hoje, ele inclusive responde os apelos de quem lê o blog.< Quantos textos ele já fez, inspirado em um dos leitores, mas relacionando a sua própria história? Ele já falou de tantos relacionamentos que teve, e o mais legal de tudo é que ele descreve cada um de forma totalmente única e ainda aqueles que terminaram mal, conseguem transmitir um aprendizado que representaram na vida dele. Admiro muito a capacidade dele de falar sobre amores passados sem nenhuma mágoa e ressentimento, apresentando para nós características incríveis de mulheres que já passaram na vida dele e que ele ainda faz questão de elogiar.

Porque a melhor parte não é encontrar a mulher da sua vida.
É viver ao lado dela, todos os dias.

Ele conta como cada uma mudou um pouco dele, e como ele mudou cada uma delas. É mágico o seu nível de esclarecimento, ao pensar que no mundo as pessoas são regidas pelas frases “a fila anda” e “se ex-namorado fosse bom, seria atual” e “ele não foi o primeiro e não será o último, supera!” e “arruma outro que vai esquecer dele”. Estamos tão preocupados em nos defender todo o tempo, que ficamos cegos ao fato de que na maioria das vezes não tem ninguém nos atacando.

É muito difícil entender a razão quando tudo o que você tem é um coração.

Admiro o fato de que ele defende a pessoa que ele é e a pessoa que ele sempre foi, e admite o quanto ele já foi rejeitado por causa disso. O cara que recusa a cerveja e opta por uma coca cola, o cara que chora na frente da garota e diz “eu te amo” mesmo que todo mundo o diga para não fazer. “Faça amor, não faça jogo” é o nome de um de seus textos e descreve perfeitamente tudo aquilo que defende sobre o amor. Tudo aquilo que ele acredita que o mundo precisa entender. As pessoas que se preocupam tanto com as regras impostas por outros e depois choramingam quando dá tudo errado.

Ele continua escrevendo no blog, e eu continuo acompanhando. Sabe aquele tipo de história que te incita e não te deixa outra escolha a não ser se tornar uma pessoa melhor? Ele te aconselha, mas não decide por você. Ele te orienta, mas dando a possibilidade de você sentir (não pensar). Mais do que tudo, é um blog cujo tema principal é a vida. E se o objetivo principal é celebrar a vida, como pode dar errado?< Faça por você. Leia o livro Faça Amor, Não Faça Jogo. Acompanhe The Love Code. Conheça o Ique, seu pai, sua mãe, sua vida.

Descubra você mesmo(a) nas palavras dele.

Eu, agora, passei a ver o mundo de outra maneira.
E não foi ele que mudou.
Fui eu.

Editora Arqueiro, Resenhas
gsTítulo: Felizes para Sempre Título original: Happy Ever After Autora: Nora Roberts Ano: 2014 Editora: Arqueiro Número de páginas: 280

Ela passou pelo interesse, oscilou na atração, explodiu de desejo, tropeçou no afeto, e agora estava escorregando sem controle em direção ao amor.
E enfim, chegamos ao último livro da série Quarteto de Noivas. Estou com um sorriso idiota no rosto; e li o livro pela terceira vez porque bateu saudade antes de fazer a resenha. Deste modo, é redundante dizer que sou apaixonada por esse livro. Sou apaixonada pela Parker desde o livro um e o Malcolm já havia me conquistado no terceiro livro, na primeira vez que apareceu na história. E é sobre o romance deles que esse livro trata.

Confiram as resenhas de Bem-casados, Mar de Rosas e Álbum de Casamento.

Parker está acostumada a se virar e resolver tudo ao seu redor; além de ser o seu trabalho na agência Votos, cuidar dos detalhes e remediar imprevistos, ela precisou se ajustar depois que a vida lhe deu uma rasteira, matando seus pais em um terrível acidente. Ela é decidida, metódica e incrível. O sucesso tem o rosto dela. Tem um tipo de cara ideal e sua vida inteira planejada. O que dizer, adoro quando o destino bagunça nossos planos, de um jeito positivo. E a vida dá uma nova rasteira em Parker, desta vez sob a forma do delicioso mecânico Malcolm. Como uma personagem no livro diz e uma expressão que levei para a vida: Malcolm é um bad boy who is a good man (garoto mau que é um homem bom). É engraçada a forma como faz a Parker perder as estribeiras e ficar de pernas bambas – já que isso nunca acontecia. Nunca. Para começar, faz Parker subir na garupa de sua moto, mesmo a contragosto. Da primeira vez, por acidente de percurso, mas da segunda… Não.
Ela passou pelo interesse, oscilou na atração, explodiu de desejo, tropeçou no afeto, e agora estava escorregando sem controle em direção ao amor.

Malcolm é aquele que te seduz de propósito e tirando muito proveito disso. Os beijos surpresa e as pegadas quentes: ele gosta e faz e não pede desculpa por isso. Preciso dizer que ele faz com que queiramos arrancar as calcinhas pelas cabeças? Ele é demais para mim. De um jeito bom. Ótimo. Maravilhoso. Deu para entender, né? Bem, mas há uma coisa no livro que pode incomodar algumas pessoas.

Parker hesita muito antes de assumir para si mesma que queria estar com ele. Compreensível, pois Malcolm é mesmo uma pílula complicada de engolir – a forma como ele a afeta. Mas isso acaba resultando em algo comum em livros de romance, que em sua maioria é voltado para o público feminino: Parker estava tão preocupada em manter a postura, que mal demonstra na história as características dela que encantam Malcolm.

– Algumas vezes nós a odiamos. – Laurel disse, então sorriu para Parker. – Mas é um ódio baseado no amor.

Eu me apaixonei por ela no decorrer nos livros, mas em seu próprio livro vemos pouco da personalidade que tanto gosto. Malcolm se sobressai, afinal a ideia é que nos apaixonemos pelo personagem masculino, mas e a mulher? Por que a mulher acaba sempre estando na defensiva, nunca conseguimos conhece-la de verdade. E aí vem aquela questão: o que é que ele viu nela? Pois é, esse caso não é tão extremo. Parker demonstra, ainda que tarde, o que sente… Só demora um pouquinho.
Então, apesar do nome do livro ser um tantinho clichê, a ideia se aplica perfeitamente aqui. O ‘felizes para sempre’ que nenhum dos dois esperava encontrar no outro. Malcolm não esperava encontrar no geral; já tinha passado por poucas e boas na vida e duvidava que fosse conseguir se doar o suficiente para que um compromisso desse porte desse certo. Por isso tem tanta dificuldade em se abrir com Parker; como outro personagem – Carter, yay, seu lindo – diz também no livro: algumas pessoas precisam fechar algumas portas para conseguirem abrir outras. E eu concordo com ele.
– Se você estiver procurando pelo pacote completo, o pacote até que a morte nos separe, então olhe para mim. Ninguém vai te amar, estar do seu lado, e entender como você funciona como eu.
O que mais me encantou no livro foi essa tangibilidade; essa noção de que os problemas que eles tiveram que enfrentar, para conseguirem seu final feliz, eram reais e eu pude me identificar com eles. Um romance é feito para entretenimento, mas é ótimo quando de quebra conversa especialmente com a gente. E um adendo muito importante: nesse livro, Mac e Carter se casam <3 É o único casamento dentro do quarteto que é descrito, tenho cá minhas suspeitas de que seja porque o preferido da Nora também é o Carter. Hahaha.
Confiram essa história. Venha se encantar com esse quarteto incrível, com seus pares, com o trabalho maravilhoso que elas fazem, com suas famílias, com suas piadas, com a amizade, com o amor, e com muita felicidade. Companheirismo é tudo, todo companheirismo; e essa é a melhor lição que a série dá.
– O amor pode te dar um chute no rabo.
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