Resenhas
gsTítulo: Honest Illusions – Não Publicado no Brasil Título original: Honest Illusions Autor: Nora Roberts Ano: 2002 Editora: Berkley Trade Número de páginas: 432

Quero ressaltar a vocês que grande parte do meu absoluto encanto por esse livro é exatamente pela magia que envolve a história.

Não foram encontrados indícios de que este livro tenha sido publicado no Brasil e a tradução dele ao pé da letra seria “Ilusões Honestas”.

Boa parte do livro retrata os anos antecessores ao momento atual da história. Luke foi apresentado à família Nouvelle quando criança e imediatamente Max, o patriarca da família, reconheceu nele potencial. Luke passa a viver e trabalhar com eles nos espetáculos que promoviam pelo país.

Quero ressaltar a vocês que grande parte do meu absoluto encanto por esse livro é exatamente pela magia que envolve a história. O ilusionismo faz parte daquela família como o próprio sangue e nós somos transportados a um mundo maravilhosamente mágico e encantador através das palavras de Nora Roberts e pelos olhos dos personagens. O ideal reforçado no livro é que, no fim das contas, a maioria das pessoas sempre procura por uma bela ilusão.

As pessoas dizem a seus filhos que não existem monstros no mundo. Eles dizem isso porque acreditam, ou porque eles desejam que as crianças se sintam seguras. Mas existem monstros, Luke, e muito mais assustadores porque eles se parecem com pessoas.

Eu completamente me apaixonei pelo casal individualmente e junto. Sabe aquela história de que “separados são ótimos, mas juntos são sensacionais”? Perfeitamente encaixado aqui. Roxanne tem um temperamento forte e uma mente decidida. Luke é um vislumbre para nós do que Max foi quando jovem – com uma dose adicional de garra. Os dois são como um barril de pólvora explodindo e lançando faíscas para todos os lados.

Quebrando um pouco o estereótipo do casal bonzinho, eles têm um fascínio pelo roubo assim como pelo ilusionismo e fazem da prática uma arte. Eu não estou fazendo nenhuma apologia ao crime – não me entendam mal. Ficção continua sendo ficção, por mais que várias vezes possamos desejar pelo contrário. Mas o ponto é que esses ladrões de luxo, ladrões que abraçam a tarefa como uma verdadeira profissão, descrevem o que fazem com tanta paixão, que você se vê capturado na concepção deles.

– O roubo é uma profissão de longa data, minha menina. Não pode ser confundido com aqueles arruaceiros que abordam as pessoas na rua ou os brutos sedentos por sangue que invadem bancos com armas em punho. Nós somos seletivos. Nós somos românticos. – A voz dele se elevou em paixão. – Somos artistas.

O “inimigo em comum” que cito na sinopse abalou a família inteira e forçou uma separação bastante dolorosa entre eles. Após anos, quando Luke reaparece e faz uma proposta irrecusável de negócios a Roxy, os antigos amantes se unem mais uma vez.

Em meio a tantas ilusões, você é a única verdade de que preciso.

Resenhas
gsTítulo: A Nossa Canção* (edição de Portuga) Título original: This Lullaby Autor: Sarah Dessen Ano: 2010 Editora: Não publicado no Brasil Número de páginas: 380

Aos 17 anos, Remy Starr já sabe qual o momento certo para terminar uma relação: imediatamente antes de se envolver a sério. Afinal de contas, o amor não dura para sempre: foi essa a lição que aprendeu com a mãe, uma escritora de best-sellers a caminho do quinto casamento.Vencedor do prémio de Melhor Livro do Ano da Publishers Weekly e finalista do prêmio literário do jornal Los Angeles Times, A Nossa Canção é a história divertidíssima de uma garota que não acredita na voz do coração… E do rapaz disposto a provar-lhe que ela existe.

Remy e suas amigas acabaram de terminar o colegial e estão livres, leves e soltas para aproveitar as férias antes que as responsabilidades do futuro entrem em cena novamente. Remy acabou de terminar com um namorado (de novo) e tinha decidido que queria dar um tempo de relações amorosas. Até que ela conhece Dexter. As circunstâncias em que eles se conhecem já são, em minha opinião, surreais. Mas tudo bem, eu relevei. O livro seguiu. O livro acabou. E então eu decidi que havia uma porção enorme de coisas as quais eu não poderia relevar.

O cenário todo da história já não caia bem comigo porque os personagens são adolescentes. Não me leve a mal, eu sou uma adolescente (20 anos” ainda conta?). E é o principal motivo que eu evito a literatura Young Adult. Não consigo suportar a forma como alguns autores tratam os adolescentes nos livros: inconsequentes, irresponsáveis e egoístas. Hello, alguém em casa? Está certo que há bastante gente assim no mundo, mas e aquela galera legal que por acaso tem algo a mais na cabeça do que azaração e álcool? Eles merecem algum destaque? Não de acordo com Sarah Dessen.

A personagem Remy, para variar, é egoísta e imatura. Simplesmente me cansou desde o começo e eu juro que tentei, mas não encontrei uma característica boa nela. Eu gostei do Dexter – e isso não é algo muito difícil porque eu tenho um sério problema em me apaixonar com facilidade pelos protagonistas homens (algo em que eu tenho que trabalhar), mas o romance deles foi… morno.

Afastar pessoas você, e se privar do amor, não demonstra força; de fato, apenas demonstra que você é fraca. Porque está fazendo isso por medo.

A história não tem um elemento surpresa, algo que você possa dizer: HÁHÁ, nisso você me pegou! Todo esse papo de personagem que baseia suas concepções sobre o amor no relacionamento dos pais já está mais do que passado, não acham? Está na hora da garotinha crescer e descobrir que príncipes encantados não existem, mas que para um relacionamento dar certo, duas pessoas precisam acreditar e trabalhar para que dê certo. Não acredite que Dexters vão aparecer e esperar até que sua alteza amadureça e resolva se arriscar, sinto dizer que isso só acontece em livros como A Nossa Canção! Quer ter um relacionamento legal? Seja uma garota legal antes de tudo! Se nada mais der certo, a literatura sempre estará aqui para te acolher.

Ao menos comigo funciona.

O amor é tão imprevisível. É isso que faz dele algo tão incrível.

Irmandade da Adaga Negra, Resenhas, Universo dos Livros
[Resenha] O Rei
13.out.2014

Título: O Rei
Título original: The King
Autora: J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2014
N° de páginas: 624
Tradutora: Cristina Tognelli

Livro no Skoob
 Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma furiosa guerra entre vampiros e seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por guerreiros vampiros defensores de sua raça. Depois de recusar seu trono por séculos, Wrath finalmente assumiu o manto de seu pai – com a ajuda de sua amada companheira. Mas a coroa pesa fortemente em sua cabeça. Enquanto a guerra com a Sociedade Redutora continua, e a ameaça vinda do Bando de Bastardos está prestes a acontecer, Wrath é forçado a fazer escolhas que colocam em risco tudo e a todos. Beth Randall pensou que sabia em que estava se metendo quando ela se relacionou com o último vampiro puro-sangue no planeta: não seria nada fácil. Mas quando ela decide ter um filho, percebe que não está preparada para a resposta de Wrath – ou o afastamento que essa decisão criaria entre eles. A questão é: o amor verdadeiro vencerá… ou será derrotado pelo passado sombrio?

Mais um livro da Irmandade da Adaga Negra. Este é o 12° livro da série e você pode conferir as resenhas de todos os anteriores aqui no blog: algumas escritas por mim e outros pela Rapha. Aaah gente, eu li o livro em inglês assim que ele foi publicado lá por abril deste ano, e mais tarde eu ganhei o mesmo em capa dura pela minha linda e maravilhosa amiga que administra este blog *sorrisinho* E pude cheira-lo, abraça-lo, e mima-lo como infelizmente não faço com a maioria dos livros que leio por ler muitos ebooks. Destaque para essa capa s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l e esse modelo mais sensacional ainda. Olhei para a capa, senti nos meus ossos que estava encarando Wrath e melhor, que ele estava me encarando.

Anyways, eu vim aqui contar para vocês mais uma vez que amei o livro. Redundante, é a minha série sobrenatural predileta atualmente, mas é importante eu reafirmar isto porque esta série nos últimos livros vem mudando um pouco seu foco, tanto que os nomes dos livros estão mudando seu modelo também. Tem bastante gente reclamando, desconfiando, e questionando se a autora vai acabar estragando o que era bom, tem gente dizendo que ela devia ter parado de escrever – doze livros, afinal -, enfim, tem bastante gente contra.

Eu sou fã. Fã fiel. E apesar de uns pesares que tenho com alguns personagens/pontos/direções da história, eu amo tanto a série como quando comecei – ou mais. J.R. me fez respeitar a maneira incrível que tem de dar continuidade a livros de modo tão real e tangível. Em minha opinião, ela continua acertando. E deste modo, eu continuo lendo e muito feliz por ela continuar escrevendo e não estabelecer previsão de fim da série.

Bem, ufa, depois de debater sobre esta polêmica, vamos finalmente ao livro. O título em si é bem sugestivo e de fato Wrath rouba a cena, ele e sua rainha. Ele se vê diante de dois problemas grandes, um mais íntimo que ele não podia resolver sem magoar a pessoa que mais amava e outro externo que ameaçava não só a ordem de sua vida e das pessoas a sua volta, como a da própria raça vampírica. Verdade, carregar o título de rei nas costas não é nada fácil.

– Quando você ia me contar? – ele exigiu saber.
– Que você pode ser um completo imbecil? Que tal eu contar agora?

É tão legal poder ver o lado Wrath Rei, e o lado Wrath Amante, e o lado Wrath Irmão… É tão legal quando reconhecemos no personagem os sentimentos conflituosos que existem dentro dele, e a forma como eles se demonstram através de atitudes. Tinha momentos em que eu queria dar um tapa na testa dele para ele não ser turrão, enquanto compreendia perfeitamente o porquê daquilo. Adoro a habilidade que a J.R. tem de construir personagens tão conectáveis que sinto que os conheço. Beth? Ah, é dispensável expressar minha admiração por ela. Ela foi a primeira shellan, a primeira a bater de frente com ele e se impor, a que exerce o papel de Rainha melhor do que ninguém, mesmo tendo chegado tarde a esse mundo. Ela entende Wrath, e ela é a parte essencial nele. Por isso é tão absolutamente frustrante que seus inimigos queiram usar exatamente ela para acabar com tudo e desestabilizar a própria Irmandade… Mas eu não direi mais nada, porque não dou spoilers :p Leiam o livro.

– A vida é uma questão de se fazer o que é necessário, e foi o que você fez.

Personagens secundários… Claro que temos, como não? Qhuinn e Blay aparecem pouco, mas aparecem significativamente em seus momentos awnnn e ownnn. Sinto falta deles. Sinto falta também de ver os Irmãos nos livros; embora eu ache que a série continue dando certo, é estranho pensar em uma Irmandade da Adaga Negra em que os Irmãos são figuras difíceis; alguns aparecem mais do que outros como Tohr (quem eu dispensaria sempre) e Zsadist (quem eu nunca dispensaria, meu preferido). Espero que isso mude mais para a frente.

Houve o som de alguém fungando em meio a multidão.
Em certo momento, a voz de Rhage soou defensiva. – O que? Isso é lindo, ok? Vão se ferrar.

Xcor? Eu já disse antes e repito que sou apaixonada por ele, ainda que ele esteja do lado errado da guerra. Estou ansiosa pelo seu livro, mas ainda não sei que solução a J.R. vai dar para esse problema. A única coisa que sei é que ele está relacionado (por sangue) com algum dos Irmãos (a.k.a Tohr) e que não vai ser nada fácil. Assail e Sola protagonizam algumas cenas importantes no decorrer do livro, e no geral eu gostei, mas é outra situação complicadinha. IAN é movido a muito drama, viu. Trez e iAm? Próximo livro. Meu coração bate descompassado ao pensar nos meses de espera pela frente, e estou louquinha por eles. Já adoro os dois, e como o livro deles é o próximo, eles ganham assentos de destaque em O Rei. Apreciem.

Tem bastante briga, bastante mal entendido, bastante choro, bastante surpresa, bastante alegria, e fofura, e coisas boas. Esse livro é bem família, sabe. Não só pelo fato de que a Beth queria engravidar e o Wrath não estava de acordo com a ideia (o que causa um problema sério entre eles), mas sinto que este problema mexe com a vida dentro da mansão.

Os personagens são sugados para dentro da questão porque, afinal, eles compartilham o mesmo lar. É interessante vê-los mais humanos, ainda que guerreiros e celebrando a vida de uma forma nova, ainda que no meio de uma guerra. É especial ver o que Wrath estaria disposto a sacrificar pela sua shellan e o que ele não estava disposto a sacrificar por nada – a segurança da própria Beth. É um compromisso no relacionamento deles; um relacionamento é cheio deles. E quando eles conversam, quando eles se entendem? Ah, é só amor. Mesmo.

De todo a todo, é um livro gostoso e emocionante. Não é o melhor nem o mais importante da série, mas representa um momento importante e único. Representa um período de transição e amadurecimento de Wrath como parte de um casal, e em sua própria postura como Rei da espécie.

– Eu não sou forte o suficiente para isso. – ele sussurrou ao pé do ouvido dela, como se não quisesse que ninguém mais ouvisse aquilo escapando de seus lábios. Nunca.
Correndo as mãos pelos músculos fortes das costas dele, ela o abraçou tão forte quanto. – Mas eu sou.

É uma história convidativa, principalmente porque já somos apaixonados pelos personagens. Eles não precisam se provar para nós ou nos convencer de nada. Nós já os admiramos, já sofremos um bocado com eles e já sorrimos muito também. Estamos crescendo junto com eles, mas mais do que isso: O Rei é um livro em que antes de tudo, nos faz ir vivendo junto com os personagens.

Venha celebrar a vida – ainda que a fictícia. Há muita verdade no sobrenatural também!

Algumas vezes você não consegue o que quer. Mas se tem tudo o que você precisa? É uma boa vida.

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