Editora Grupo Editorial Record, Resenhas
Título: O Efeito Rosie Título original: The Rosie Efect Autor: Graeme SimsionAno: 2016 Editora: Grupo Editorial Record Número de páginas: 416

O Efeito Rosie me leva a questionar quais são os motivos pelas quais os autores destroem suas próprias histórias.

O Efeito Rosie me leva a questionar quais são os motivos pelas quais os autores destroem suas próprias histórias. E não são histórias ruins, claro que não! Impossível encontrar uma pessoa que tenha lido O Projeto Rosie e não tenha gostado/se apaixonado. E exatamente por este motivo eu me pergunto:

Por quê?

O Efeito Rosie é uma continuação sem sal, mal desenvolvida, cheia de problemas e pseudos complexos que tornam o Don um personagem irreconhecível e  sem a presença da Rosie. Saímos de um livro divertido, engraçado em sua essência principalmente por causa da personalidade do Don, para cair… nisto. É frustrante, para não dizer revoltante.

Don e Rosie se mudam para Nova York e concordam que precisam deixar para traz vários padrões do Don e tentar seguir uma vida sem tantas regras ditadas e organizadas por dias e períodos. Para Rosie, que é desorganizada, é uma maravilha. Para Don, totalmente metódico, é algo novo para começar a compreender. Os dois estão aprendendo juntos como é conviver com outro ser humano e a significativa complexidade que isso acarreta. O que Don não esperava era que junto com a mudança, o novo trabalho na faculdade, o casamento do melhor amigo que acabou e lidar com o seu próprio casamento, sua vida tomaria outro rumo diante da perspectiva de novos acontecimentos não planejados.

Agora Don precisa lidar com Rosie, com sua própria personalidade diante de lidar com o mundo e com as adversidades de solucionar problemas e com os próprios problemas que irão surgir diante de suas peculiaridades.

O Don é um personagem diferente e isso por si só já o torna extremamente atraente. Mas o que eu vi aqui foi um personagem perdido (e, de fato, ele estava mesmo), mas de uma maneira tão ruim que me incomodou, pois não conseguimos encontrar a essência do Don. Os problemas apresentados são realmente importantes, mas em uma bagunça fenomenal que me fez sentir saudade dos personagens do primeiro livro.

Alguns personagens retornam aqui, mas que desde o livro anterior já não me atraiam e outros tantos novos surgem para complementar o enredo. Não estou falando que tudo é ruim: o Don é engraçado em algumas partes, porém, suas falta de habilidade social acabou elevando o patamar do livro para algo totalmente inexplicável, com várias situações que me pareceram forçadas. E a Rosie? Cadê ela? Pois pouco aparece no livro. A personagem que faz com que tudo tenha sentido, tem uma passagem aqui e outra ali, deixando nas costas do Don levar a história inteira.

Outro ponto: me desculpa quem gostou dessas novas capas, mas elas são simplesmente horrorosas. Desde a turnê que eu já tinha falado isso e, além de tudo, fizeram um versão bem meia boca, com livro sem orelha e capa parecendo de papelão fino. Vou continuar com a minha edição linda e bem feita de O Projeto Rosie.

Meta 2017, Vídeos

Adoro gravar esses vídeos de metas, compartilhando um pouco da minha vida e sonhos com vocês! ♥ Este ano, as minhas metas são menores, acredito. Elas mudam junto comigo e algumas podem parecer superficiais ou bobas, mas eu acho que são importantes. Vem saber o que eu quero conquistar em 2017!

Autor Independente, Booktrailler, E-Book, Livros Nacionais, Resenhas

Título: Proletário – Baseado em Fatos Reais Título original: Autor: Leanderson SilvaAno: 2016 Editora: Publicado na Amazon Número de páginas: 114

Sim, eu não esperava que fosse gostar de um livro que tem como plano de fundo o Rio de Janeiro.

O Leanderson entrou em contato comigo para que eu lesse seu livro e eu fiquei em dúvida, principalmente, quanto ao tema. Quem me acompanha, sabe que eu gosto dos romances no geral, mas que vez ou outra acabo sendo atraída para livros de suspense, thrillers, fantasia. Comecei a ler o livro sem grandes expectativas e eis que eu apenas ME SURPREENDO com o conteúdo! Sim, eu não esperava um livro bem escrito. Sim, eu não esperava que fosse gostar de um livro que tem como plano de fundo o Rio de Janeiro. Sim, eu não esperei que fosse refletir tanto a respeito de algo que está tão distante da minha realidade.

O livro, com 114 páginas e uma leitura bem fluída, nos apresenta o Proletário e vamos conhecer sua vida morando na favela: sua infância humilde junto com a família, o relato sobre como foi viver em um lugar onde a polícia não tem acesso, o governo pouco se importa e os traficantes comandam quem entra e quem sai. Até o momento que um novo comando assume a favela e as coisas começam a mudar… mudar para melhor. Mas isso seria possível?

Proletário nós conta, em primeira pessoa, as mudanças perceptíveis dentro da favela quando o comando é redirecionado, quais são os benefícios para quem mora ali, quais são as regras e os problemas, pois sim: mesmo tendo melhorias, algumas coisas não mudam. Dentro de uma comunidade, quem faz as regras são outras pessoas e, de repente, ele vê alguém muito próximo a si tornar-se chefe do tráfico. Neste momento, vamos acompanhar a trajetória do Proletário, sua visão de vida, de princípios básicos que lhe foram passados dentro de casa, seus desejos, sonhos e frustrações em comparativo com a constante vigilância de homens fortemente armados, a venda de drogas e morte.

O livro é ficcional, contudo, tem como plano de fundo o fatídico dia, em 2010, em que tivemos um cenário de guerra dentro do Complexo da Penha, e acompanhamos traficantes fugindo dos policiais através da mata e perdendo o comando da favela. O livro é pequeno, mas o autor tem a capacidade de deixar tudo muito claro em poucas palavras, sem ficar entediante com a quantidade de detalhes e informações que não são necessárias para o desenvolvimento da história. Tudo que lemos é rápido, com informações precisas. É um livro ficcional? Claro, mas que tem vários pontos que são reais, que realmente aconteceram.

Nós acompanhamos o dia-a-dia dentro de uma favela.

Nós temos uma visão de como vive a pessoa que se torna o chefe de uma favela.

Nós lemos como os moradores acreditam que ali é o melhor lugar que poderia viver. Mas não percebem, que muitas vezes, não tem outra opção.

Isso tudo tem ainda mais veracidade pois o autor viveu dentro de uma comunidade. Tem como ler algo mais real que o relato de alguém que estava ali?

Eu sempre gosto quando os autores desenvolvem suas histórias dentro de um fato verídico: Diana Galadon com Outlander faz isso muito bem. Já nas primeiras frases, conseguimos nos situar no tempo, saber do que o autor está falando e se envolver com os personagens principalmente por causa da proximidade real da história com nós, leitores. Eu não moro no Rio, mas eu acompanhei todo o drama. O mais incrível é que consegui me colocar na situação que está tão distante da minha realidade e pude refletir, através das palavras, sobre ações que eu simplesmente ignoro.

Enquanto a minha leitura ia caminhando para o final, em diversos momentos eu vi a crítica social embutida, às vezes sutil, às vezes nem tanto, do autor para com a situação em que diversas pessoas vivem. Pensei também quais os motivos levam pessoas a se submeterem a viver com tanto pânico e terror dentro de uma favela: algumas não tem escolha, outra não tem opção, outra gosta; a comparação entre  família que não queria que os filhos se envolvam com algo errado X o filho que sempre sonhou em fazer parte; filho que construiu uma família e queria ser livre e dar essa oportunidade para a filha X filho que tinha um império para cuidar e tudo ao seu dispor, mas era alguém preso em suas próprias amarras; a realidade mostrada na televisão, diante do fato tão grande X a realidade contada por alguém que vive e sabe como funciona.

Para finalizar o que eu tenho para falar com vocês sobre este livro: estou surpreendida. Adoro o jogo de troca de pessoas, ora em primeira, ora em terceira; dessa forma, consegui ter uma visão abrangente do livro. Elas são sutis e mesmo que você se incomode, acalma a mente e se joga na leitura. Em diversos momentos meu coração se apertou – fica tão claro que  família não é nada e é tudo, e o final destruiu o meu coração.

Mas eu estou bem.

Eu acho.

É um livro inteligente, acima de tudo. De acordo vai lendo, percebe o ciclo se fechando. E até comentei com o autor que me lembrou bastante do Gustavo Ávila com a sua escrita tão peculiar e gostosa de ler: são pequenas doses para completar uma história, sem furos, sem enrolação, direto. Existe um ponto inicial bem definido, existe algo para ser contado em detalhes importantes, existe um final a ser concluído.

Vocês podem conferir o Booktrailer do livro aqui e, claro, gostaria de saber a opinião a respeito do livro: ele está disponível para compra na Amazon, bem baratinho, e vale a pena.

Vale muito a pena.

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Leituras do Mês, Vídeos

Adivinha o que eu trouxe para vocês? O vídeo com as últimas leituras de dezembro! Eu consegui mesclar bem entre livro digital e livro físico e está tudo aí! Último vídeo de leituras do ano, vem assistir!

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