Amigo Secreto das Booktubers, Vídeos

Aaaaaaaaaaaaaaaaaah, como eu adoro amigos secretos! ♥ E este ano foi super especial, pois junto com mais 7 booktubers e blogueiras lindas, fizemos uma brincadeira entre nós e o resultado está abaixo! Eu me diverti muito, amei todos os meus presentes e surtei um bocadinho, confiram!

Retrospectiva, Vídeos

Vamos começar a falar sobre as leituras, fazer aquela retrospectiva marota e verificar o que teve de bom este ano? Começa hoje a RETROSPECTIVA LITERÁRIA do Equalize da Leitura. Durante essa semana e a última de dezembro, todas as segundas, quartas e sextas, teremos vídeos novos aqui, falando sobre algum tema relacionado com recordar o que passamos.

E para começar, nada melhor do que falar sobre os livros que estão guardadinhos no meu coração em 2016!

Editora Seguinte, Resenhas

Título: O Livro de Memórias Título original: The Memory Book Autora: Lara EveryAno: 2016 Editora: Seguinte Número de páginas: 348

Dizem que minha memória nunca mais será a mesma. Então estou escrevendo para lembrar.

Lá vem eu sendo chata em um livro que particularmente várias pessoas amaram, de acordo as minhas pesquisas em redes sociais. Acredito que quem amou Por Lugares Incríveis, vá gostar desse livro e isso pode ser um bom indício para eu não ter gostado. Quem gosta de livros de jovens com doenças e que estão tentando superar, talvez um A Culpa é das Estrelas, pode vir a gostar também, mas isso é outro indício de que eu simplesmente não estou com paciência no momento para livros assim.

Sammie é muito inteligente, focada, levemente obsessiva e muito estudiosa. Isso são características importantes para uma personagem que tem como objetivo se formar na melhor posição no ensino médio e cair fora da cidade minúscula em que vive e ir para uma cidade grande e estudar, estudar, conhecer o mundo! Só que aos 18 anos, vê seus sonhos desmoronando quando é diagnosticada com Niemann-Pick do tipo C. É uma doença rara na qual o corpo não consegue metabolizar corretamente o colesterol, causando degeneração cerebral, muscular e dos órgãos internos e ela já está sofrendo com os efeitos da doença.

Persistente, porém, tenta se convencer e convencer os pais que está apta para ir a faculdade, mesmo doente, e que tem capacidade para realizar todos os seus sonhos, não vai ser uma doençazinha de nada que vai abalar sua força de vontade. Mas Sammie vê aos poucos que não é tão simples assim: seus pais estão preocupados com as contas de remédios e as fixas, sofrendo junto a ela, a doença avança cada dia mais e ficar sozinha já não é algo tão simples assim: a possibilidade de ser perder no caminho para casa surge, não saber onde está, desmaiar ou sofrer um efeito da doença que é desconhecido entre tantos que ela já conhece.

Dizem que minha memória nunca mais será a mesma. Então estou escrevendo para lembrar.

Antes que comece a esquecer quem é, as pessoas que ama, seus objetivos, sonhos, desejos, a solução que encontra é escrever no computador todo o seu dia-a-dia para a Sammie do Futuro: sua relação com os pais e seus irmãos, todos os percursos e dificuldades de estar deteriorando aos poucos, perdendo as faculdades de realizar pequenas tarefas, os bons momento – os pequenos mesmo que, por vezes, são mais significativos. Temos aparição de Stuart, seu amor platônico e Cooper, um amigo querido de infância e que o destino os separou mas resolve unir nesse momento trágico.

Acho que a única coisa que me incomodou no livro foi o fato da Sammie lidar com a doença de uma maneira que me fez desacreditar que ela estava doente. Quem tem uma doença sem cura e lida com isso bem, gente? Quem sabe que vai sofrer as consequências de estar doente e a única coisa que quer é continuar a seguir com seus objetivos e sonhos? Eu estaria desesperada, mas eu não sou a Sammie e não (con)vivo com uma pessoa que tenha uma doença semelhante ou próxima ao que ela sofre. Sei que existem várias maneiras de lidar com a doença – e todas essas pequenas cenas fazem a diferença no livro -, mas ao mesmo tempo me pareceu inverossímil lidar tão bem com algo tão devastador. Talvez eu estivesse esperando algo mais pesado, dramático? Sim, pode ser uma possibilidade. Isso fez com que o livro ficasse ali no limbo dos indiferentes: não amei, não odiei.

A escrita é leve e existem intervenções de outras pessoas nos relatos da Sammie, o que dá um ar leve, divertido, triste ao que estamos acompanhando. O final destroçou um pouco meu coração, não pelo fato da história ter mudado completamente a minha vida, mas pela sutileza e delicadeza do que li.

Pode ser um livro extremamente maravilhoso para algumas pessoas: as que gostam de dramas, adolescentes e dramas adolescentes. Eu consigo sentir todos os elementos para fazer as pessoas sentirem-se tão próximas. Mas pode ser mais do mesmo para outras pessoas: adolescentes doentes fingindo estar tudo bem enquanto estão morrendo.

Relatos de Uma Blogueira

Há um ano atrás, eu escrevi esse texto Eu Já Me Arrependi de Várias Coisas no blog falando sobre algumas mudanças que mexeram significativamente comigo em 2015: como eu tinha saído de um emprego estável para me aventurar em algo novo e não deu certo, algumas experiências que eu tive no decorrer dessas decisões e algumas lições que eu tirei dos últimos 4 meses do ano e minhas perspectivas.

Um ano depois eu queria conversar com vocês sobre como minha vida deu outro salto em direção contrária. Às vezes sinto que eu estou em um furacão, sendo lançada de um lado para outro, e isso não quer dizer que é de uma maneira ruim.

No início do ano eu ainda estava desesperada em busca de emprego: apesar de morar com os meus pais, nunca ter me faltado comida em um único momento da minha vida, as faturas do cartão de crédito estavam chegando e uma das soluções foi vender os meus livros por um preço mixuruca. SIM, EU VENDI. Eu dei um limpa na minha estante, vi quais eu não iria querer de jeito nenhum, consegui retirar cerca de 200 e foi assim que eu fiquei nos últimos meses do ano. Era caos total para mim, não do tipo de OH, NEM CONSIGO DORMIR – afinal de contas, temos prioridades e sono com certeza é uma para mim -, mas de levantar e ficar pensando em pequenas soluções para os problemas atuais.

Eis que em janeiro eu começo a ser chamada para fazer várias entrevistas e em uma delas sou FINALMENTE contratada: iria trabalhar na área de marketing de um grupo de concessionárias aqui de Brasília, mas que tem sede em dois estados. Eu aceitei trabalhar para receber menos da metade do que eu recebia dos empregos anteriores, atendendo 3 lojas de marcas diferentes. Obviamente que eu aceitei, não apenas pelo dinheiro, mas porque eu sempre tento abrir minha mente e coração para novas oportunidades. Eu iria trabalhar com varejo e vendendo carros, algo que nunca passou pela minha cabeça que pudesse acontecer.

Resumindo: a experiência foi bacana até certo ponto – foi totalmente diferente de trabalhar com governo, que era o que eu tinha feito até então e eu fui aprendendo aos poucos muita coisa. Eu tinha um chefe que era gente boa e sabia muito, mas ficava resolvendo outros problemas do que me ajudando a entender os fluxos do que estava rolando. Eu acabei tomando iniciativa para tentar resolver no lugar de esperar que ele me mostrasse. E foi bacana até que ele foi ser gerente em outra área e me deixaram SOZINHA fazendo o MEU TRABALHO e o do GERENTE. Que coisa linda! E eu não recebi um centavo por isso. E eu estava infeliz: trabalhava dentro de uma sala sozinha durante 5 dias da semana, sem contato com outro ser humano. Uma pessoa que trabalha na área de comunicação trabalhando sozinha… Não era o emprego dos meus sonhos, mas eu estava recebendo meu salário, fazendo meu trabalho, mas não era o que eu queria. Eu não levantava todos os dias feliz em saber que eu teria um desafio novo e o emprego ainda era bem longe e isso é resumir bem os pormenores que não vale a pena contar.

EU ESTAVA INFELIZ!

Para piorar, eu comecei a ser assediada por uma pessoa que tinha um cargo alto dentro da empresa. Desde que eu passei por transição, eu me sinto uma nova Raphaela: essa sim sou eu, com meu cabelo cacheado, crescendo, usando faixas, fazendo dedinho, penteados. Gosto de usar brincos longos e batons coloridos e escuros, não gosto de sandálias mas amo tênis e botas. E eu nunca pensei, em toda a minha vida, que eu passaria por uma situação assim. Em dias diferentes ele falava sobre o meu cabelo de maneira debochada e rude, coisas do tipo “Quando chove não entra água no seu cabelo não, né?” ou “Você não penteou o cabelo hoje, não? Ele está todo para cima“. Além de estar infeliz, eu passei a odiar todo mundo naquele lugar. E não é tão simples você enfrentar esse tipo de brincadeira(?)/preconceito e eu me senti impotente, diminuída, arrasada. Fiquei pensando em quantas mulheres no mundo passam pela mesma situação (e muito pior!) e tem que se manter calada por precisar do dinheiro no fim do mês para sustentar a família. Enfim, foi um episódio que me fez ver a situação por diversos ângulos e refletir que é mais difícil do que se imagina BERRAR, GRITAR e EXIGIR RESPEITO. A situação toda é muito complicada porque 1. você não está esperando que alguém vá falar do seu cabelo e 2. é pego de surpresa.

Eu comecei a buscar por outros empregos. A minha irmã estava ficando possessa todas as vezes que eu chegava em casa falando sobre o que tinha acontecido e eu também estava aborrecida ao extremo com a situação, já tinha falado com outras pessoas que teriam o poder de mudar algo, mas para quê? Continuou como se nada tivesse acontecido. E quando eu menos esperei, eu recebi uma ligação de uma pessoa que eu tive contato na Embratur, perguntando se eu estava trabalhando e se eu tinha interesse em um vaga para atendimento em uma agência! Eu já tinha feito uma entrevista anteriormente e não tinha dado certo e olha ela me ligando de novo!

DEU CERTO!

E eu estou feliz. Já falei em vários momentos que eu não tinha intenção de trabalhar em agência e está sendo uma experiência maravilhosa! Tenho uma equipe tão talentosa, trabalho com pessoas competentes e, apesar de falhas que todos temos, consigo sentir orgulho em trabalhar aqui. Nossas experiências traduz quem somos e onde queremos chegar. Eu não sei ainda onde quero chegar, mas estou aproveitando cada segundo desse momento para que eu consiga apenas ir mais e mais e mais longe.

  • Você as vezes tem que se prestar cada papel por causa de trabalho que vou te contar.
  • Você percebe que existem categorias de empresas para trabalhar e isso é muito sério. Eu saí de um ambiente onde você é sufocado, ninguém respeita (mulheres) e te leva a sério para um onde – pode haver todos esses problemas -,  você tem o direito de impor limites e brigar (caso seja necessário) para exigir que o mínimo de respeito seja dado e as pessoas compartilham, se ajudam. Eu tenho uma equipe inspiradora. Eu trabalho com pessoas competentes. Eu rio de coisas que não fazem sentidos para o restante da equipe mas que me faz lembrar quão feliz estou sendo aqui.

 

Lembra que eu falei para nunca deixarem ninguém subestimar sua inteligência ou capacidade? São pequenos passinhos que vai fazer a diferença. Eu tenho certeza que todos vamos encontrar pessoas para ajudar a melhorar essa caminhada e no lugar de diminuir, multiplicar qualidades que fazem de nós não apenas bons profissionais, mas seres humanos maravilhosos.

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