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Título: The Heart of Betrayal (Crônicas de Amor e Ódio #2) Título original: The Heart of Betrayal Autora: Mary E. PearsonAno: 2016 Editora: DarkSide Número de páginas: 402

Não sei dizer se gosto mais do segundo que do primeiro.

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Título: O Menino que Desenhava Monstros Título original: The Boy Who Drew Monsters Autor: Keith Donohue Ano: 2016 Editora: Dark Side Número de páginas: 256

É um livro muito bem escrito, com uma história incrível e que prende o leitor do começo ao fim, deixando muitos mistérios no ar. E o final é maravilhoso. Resumindo: um livro digno de ser listado nos meus favoritos!

Para começar, e sendo bem sincera, o início do livro é ruim. Sabe quando você fica procurando motivos para não ler? OPA! Olha uma mosca ali. O livro não prende a atenção do leitor. Daí a única coisa que te motiva a continuar é a curiosidade, porque visualmente é um livro lindo e que promete tanto pela capa com as ilustrações… Bem, a notícia boa é que se você conseguir passar das setenta e poucas páginas as coisas começam a melhorar um pouco, quer dizer, a leitura começa a tomar ritmo e torna-se menos enfadonha.

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Você fica se perguntando que horas vai começar a gostar da história de Jack Peter, que é uma criança de 10 anos muito reservada e tem seu comportamento introvertido piorado por ser portador de uma síndrome. Um dia, ao ser acordado pela mãe, acaba machucando-a no rosto, por achar que estava sendo perseguido pelos monstros que vivem em seus sonhos.

Jack sorria quando era um bebê. Ele não era tão fechado quanto os outros garotos do grupo de apoio, mas se recusava a por os pés pra fora de casa, o que de longe, não é nada normal. O elo que ainda o unia ao mundo lá fora era Nick, que mesmo com todas as esquisitices de JP, não deixava de ir visitá-lo para brincar. E depois de alguns acontecimentos trágicos, Jack Peter acabou desenvolvendo agorafobia – medo de sair de casa.

Quem entre nós pode afirmar que, quando crianças não sofreram com algum tipo de medo? Ou quem sabe até mesmo possíveis monstros? O Menino que Desenhava Monstros é, por esse ângulo, nostálgico, pois revivemos esse sentimento.

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Tim é o pai de Jack e se ressente por ter seus planos de voltar a estudar frustrados depois do nascimento do seu filho. Na época Holly, a sua esposa, mesmo recém-formada como advogada, ganhava mais do que ele e ficou acordado que Tim seria pai em tempo integral. Secretamente, ele acreditava que Holly apreciava o fato de não ter cuidado diário com o filho.

Quando você arrumou tempo para desenhar tudo isso?

Coisas estranhas aconteciam na cidadezinha fria e cercada pelo oceano congelante naquela época do ano. Crustáceos aparentemente mortos renasciam, sons estranhos que não se podia precisar de onde vinham, aparições, pegadas vindas do nada. Jack Peter começara a desenvolver um gosto por desenhos. Ele desenhava monstros. E passou a incentivar seu amigo Nick a desenhá-los também, era uma brincadeira entre eles, a troca de desenhos de monstros.

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Se por acaso você é uma pessoa medrosa e está com receio em ler o livro, só tenho uma coisa a dizer, não por isso: leia. Sei que é uma editora famosa, principalmente, por esse gênero terror, que causa medo e tal, mas com o “O menino que desenhava Monstros” pode ir sem temor nenhum. Não há terror na história, a classificaria como misteriosa. E não pense que, por ser um livro de apenas 252 páginas, você vai lê-lo numa sentada só, porque não vai.

O final é surpreendente. Você vira a página querendo mais, cadê o resto da história? Posso dizer que fiquei um pouco sem ar ao lê-lo, porque a partir daí você começa a reviver toda a história, mas agora sabendo toda a verdade. Posso dizer? Foi uma sensação estranha. No final das contas descobrimos que Jack é uma criança com um coração enorme e que não desenha apenas monstros. Ainda um pouco chocada, mas, sem dúvidas, é um final inusitado.

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