Editora Galera Record, Resenhas
gsTítulo: Amor Contra o Tempo Título original: Hourglass Autor: Myra McEntire Ano: 2012 Editora: Galera Record Número de páginas: 386

Quando eu pedi o livro para a editora, eu estava apaixonada pela capa. Quando eu recebi o livro, fiquei um pouco bléh para a leitura. E quando eu comecei a ler eu gostei.< Depois da morte de seus pais, Emerson Cole vai morar com seu irmão e a cunhada. Ela, porém, tem alguns poderes que complicam sua vida: vê pessoas que são projeções do passado. Mas não é só isso, começa a aparecer cenas completas com essas dobras. Sem saber o que era, começou a ser medicada e vieram mais problemas: depressão e todos pensando que ela fosse louca. Mas agora que ela está em outra etapa da vida, tenta ser o mais normal possível, ignorando as aparições de pessoas que em em muitas vezes nem seus pais tinham nascido. Seu irmão, desesperado por encontrar ajuda, encontra Michael. E é assim que Emerson conhece Hourglass, uma escola para pessoas exatamente como… ela. Lá descobre como pode ajudar e entender o seu dom (sim, é um) e o sacrifícios que virá com as suas decisões e escolhas.

Então, eu gostei do livro. Mas não foi aquele gostar frenética e literalmente apaixonado. Foi apenas mais um livro que eu li. Não gosto dessa sensação, mas muitas vezes é inevitável. Acontece que eu pensei que não fosse ficar tão adolescente o livro. E sim, em parte é minha culpa já que a sinopse, capa e personagens gritam o que esperar, mas mesmo assim, eu fui contra a maré e pensei em algo um pouco mais desenvolvido (não no quesito história, mas em personagens), um pouco mais adulto. A abordagem poderia ter me conquistado mais se tivessem sido inseridos em outro contexto, por que o tema é muito rico e interessante de ser explorado. Perceber como a Emerson descobriu tudo que acontecia com ela, os personagens sendo inseridos, os vilões sendo apresentados, idas e vindas ao presente e passado…

E o que eu realmente gostei foi que a autora soube costurar direitinho o tema de viagem no tempo. Eu sou uma pessoa confusa e quando se trata de ir e voltar no tempo, eu fico perdida quando a pessoa está no presente, quando já voltou e está no futuro e voltou mas está no passado. E as dobras ficaram bem explicadinhas sem parecer chato ou algo didático. Quando começa todo o desenrolar da história – mesmo que os personagens não sejam os melhores -, foi quando eu mais consegui me entreter com a leitura…

Falando em personagens, não gostei da Emerson por que ela não tem nada que me atraia em personalidade para dizer: ‘gostei de você, eim?’. Bem chatinha, muito normal. O Michael tenta ser descolado e um garoto bacana, mas também não conseguiu me conquistar, ele só é inteligente. É aquele famoso e chato caso da menina que se apaixona pelo menino, eles lutam juntos, aparece um menino¹ querendo separar o menino e a menina, mas ele brigam, vencem os obstáculos e continuam juntos. Clichê? Nada.

Quanto a versão física do livro: eu gostei da capa, mas creio que ela não remete nada a história. E confesso, é muito estranho ler um título Amor Contra o Tempo na capa do livro e quando olha o título original não tem nada nem próximo. O livro parece uma versão pocket bem bonitinho que eu gosto muito e não tive empecilhos para ler, meus obstáculos, talvez sejam em relação a escrita da autora, que não foi a melhor que já li.

Editora Galera Record, Editora Verus, Resenhas
gsTítulo: Belo Desastre Título original: Beautifil Disaster Autor: Jamie McGuire Ano: 2012 Editora: Verus Número de páginas: 389

Vamos à primeira resenha do ano. 🙂

Quando eu recebi o kit, fiquei surpresa por que eu não sabia nada a respeito do livro. Veio bem lindo, a capa do livro é intrigante, li a sinopse e pensei: ‘pode ser uma boa leitura.’ ENGANO. Vi algumas pessoas comentando, dizendo o quanto era bom, que estavam apaixonada por um Travis e pensei: ‘Aaaah, esse livro vai ter que ser passado na frente na lista dos livros que precisam desesperadamente serem lidos.’ Nada do que foi vendido foi aceito por mim. Nada.

Abby chega um pouco como não quer nada. Com America, sua melhor amiga, tenta passar despercebida na universidade. Já Travis é o carinha que pega todas, que primeiramente passa uma aura de maldade friamente calculada e silenciosa e que vê em Abby um desafio, já que a mesma se recusou a sair com ele. Com o intuito de conquista – la e viverem um romance perturbado, ele faz uma proposta: uma aposta. Se Abby perder a aposta tem que ficar um mês vivendo com Travis em seu apartamento. Se Travis perder, terá que ficar um mês sem sexo. Quem ganha?

Eu sei que a minha opinião aqui será marcada pela minoria, mas sinceramente, que pessoa seria eu se não falasse realmente tudo que eu senti lendo esse livro? Belo Desastre tem uma premissa interessante, num primeiro olhar, mas que é totalmente distorcida quando você começa a ler. O caso é que mesmo com todos os problemas que eu encontrei, foi uma leitura rápida e muito simples. Quando eu comecei queria terminar logo para saber como a história se desenvolveria; e depois foi para terminar o mais rápido possível. O comportamento de ambos os personagens é justificado por ‘traumas’ que não tem fundamento para a atitude posterior fraca e sem noção. São criados vários conflitos superficiais como ‘aaaah, não somos bons um para o outro, temos que nos manter afastados‘, ‘somos um desastre juntos’ apenas com o intuito de justificar a falta de criatividade da autora de criar algo realmente bem elaborado e aprofundar nos personagens.

Não gostei de nenhum dos personagens do livro, a começar pelo Travis. A autora não conseguiu definir bem a personalidade desse cara, que vai de arrogante e brigão à um romântico incorrigível. As escritoras precisam entender que colocar um cara marrento, tatuado, com o cabelo cortado rente a cabeça não o torna um bad boy! Pelo amor, é tão difícil entender isso?! É necessário muito, muito mais do que isso. E nem venham me dizer que os problemas com a morte da mãe dele são suficientes. Não me convence. É infantil, é estúpido. Outra coisa: ficar entupindo a cara de cachaça, fazendo sexo com qualquer mulher que aparece na sua frente e depois falar pra Beija – Flor (não comentarei também esse apelido ridículo) que é pra esquecê-la/culpa dela, DESCULPA, mas como gostar de um personagem desses? Isso não é ser bad boy. Eu tenho outros nomes para descrever o caráter (ou falta dele, no caso) desse homem.

Já Abby é uma das personagens mais irritáveis que eu encontrei nas minhas leituras. Começa o livro ela sendo uma santinha. No meio do livro ela já está virando 15 doses de tequila – e foi nessa cena que eu finalmente percebi que eu não estava mais compreendendo nada – e no final do livro já é outra pessoa. Não quer sexo – e até me passou uma imagem de virgem -, mas de repente já está agarrada ao Travis, fazendo sexo loucamente pelo apartamento. Como entender uma personalidade dessa?

E aquele final? Eu me recuso a tecer mais comentários a respeito! O mais frívolo final de todos! Eu pensei que fosse algo realmente importante e impactante, mas geeeeeente! Aquelas justificativa para os problemas da Abby é banal! Sem contar que em um momento a Abby e o Travis brigam e se separam e no momento seguinte eles estão muito bem, obrigada em Las Vegas. Reflitam.

Eu consigo compreender a algazarra ao redor do livro. O que me surpreende é a quantidade de resenhas e de pessoas que se apaixonaram pelo Travis. Li muitas garotas dizendo que gostaram tanto do Travis por que já viveram algo parecido (provavelmente choraram, se machucaram, etc, etc. A pergunta que ficou: por quê então, criatura, você está querendo reviver isso novamente, mesmo que em livros?). E a outra metade foi por que queria um cara assim na própria vida (o que me fez perguntar: por quais motivos?) Sinceramente, eu não quero um pseudo bad boy na minha vida (literária ou não). E caso aconteça de um deles se interessarem por mim, que seja muito mais que esse superficial Travis Madox, que diz ser muito, mas que eu só vi uma possessividade sem razão, atitudes desenfreadamente estúpidas e um cara sem personalidade.

Belo Desastre foi um desastre realmente. Com uma trama infantil, personagens distorcidos, cenas retiradas do High School Musical, muitos conflitos desnecessários e vazios ficou a sensação que poderia ter sido muito (muito, muito, muito, muito!!) melhor, mas a autora não soube fazer com que isso acontecesse.

Editora Galera Record, Livros Nacionais, Resenhas
gsTítulo: A Última Princesa Título original: Autor: Fabio Yabu Ano: 2012 Editora: Galera Record Número de páginas: 188

Desde que eu descobri esse livro no catálogo da Galera Record que eu fiquei: ‘Que livro com a capa mais linda! Eu preciso dele para mim!‘. E mesmo sem saber do que se tratava a história em si – as minhas suspeitas foram totalmente por água abaixo quando eu terminei a leitura -, eu sabia que precisava dele. Tocar, cheirar, ler, me encantar. E foi exatamente isso que aconteceu. E o que eu posso dizer é que estou simplesmente apaixonada.

Em A Última Princesa vamos conhecer a história da Princesa: generosa, que tem a perda muito recente e muito forte em sua história de vida, com pais amorosos e a vontade de justiça e igualdade para aqueles em que trabalhavam em seu reino. Depois de ser amaldiçoada e expulsa do seu próprio reino, tem receio que seja esquecida por seu povo depois de tanto tempo distante. Porém, enquanto está com seu Príncipe no exílio, ainda mantém contato com seu tão adorado e agora amigo, Alberto. Esse, é um homem totalmente ‘pirado’, já que na época era considerado assim por sua vontade de criar um objeto que fizesse com que o ser humano voasse. E ele nunca deixou que a Princesa desacreditasse no seu poder e no povo do seu reino.

Com um toque de magia, muita imaginação, uma mistura inconfundível da história brasileira com os clássicos da literatura infantil, vamos viajar por esse novo mundo, onde a imaginação é o primeiro passo para seguir sonhando.

Poderia começar falando que acho que foi o livro que mais me deu prazer em ler da editora: capa extremamente linda, diagramação perfeita, páginas mais grossas, escrita fácil e gostosa, fonte maravilhosa. Sei que foi exceção, mas foi com muito deleite que eu pude não apenas ler A Última Princesa, mas sentir e saborear por conta de todo o trabalho feito no livro inteiro, desde a capa até as ilustrações fofas.

-Alberto como você consegue inventar coisas tão incríveis?

Ele respondeu com um sorriso inspirado: -Inventar é imaginar, Princesa!

O autor Fábio traz no livro a história do Brasil em diversos aspectos, na aulas chatas de história na qual não prestávamos atenção e que não deixam de ser menos importante. É uma método inusitado e muito inteligente de falar a respeito dos principais fatos históricos com um toque de ficção. Muitas vezes eu não soube dizer onde começava a narração a respeito desses fatos e onde mesclava – se com os nossos contos. Não sei quem leu, mas teve uma parte do livro que eu achei muito Alice no País das Maravilhas, como em vários outros eu consegui identificar algumas características sutis de outros contos de fadas.

Em suma, é um livro prazeroso e rapidinho de ler, que foi maravilhosamente criado, não esquecendo suas origens na história e trazendo para nós mais um motivo para ler livros nacionais. Tendo em casa, na minha estante livros como o do Yabu é que eu me sinto satisfeita como leitora, já que o trabalho está mais que completo. É sensacional.

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